Macroeconomia e mercado

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Petrobras e Total

Petrobras e Total já discutem novos investimentos no âmbito do acordo anunciado no fim do ano passado, da ordem de US$ 2,2 bilhões.

Os aportes adicionais se dariam, sobretudo, no campo de Libra.

Sócias de 15 projetos de exploração, seis no exterior, Petrobras e Total estão entusiasmadas com a operação.

As estimativas de custos em Libra já caíram 35% em relação às projeções iniciais. (Jornal Relatório Reservado 16/02/2017)

 

Ipiranga diz aguardar manifestação do MP para se defender

A Ipiranga, distribuidora de combustíveis controlada pelo grupo Ultrapar, informou que aguarda ser citada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em ação civil pública para que possa tomar medidas cabíveis quanto à sua defesa.

Ontem, o MP-RJ pediu à Justiça que sejam suspensas as inscrições estaduais das empresas Ipiranga, Petrobras e da Raízen (Shell) por causa da venda de combustível adulterado. De acordo com a petição obtida pelo jornal “O Globo”, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania solicita ainda que sejam imediatamente suspensos todos os benefícios fiscais e financeiros e que o Estado seja proibido de conceder novos ou renovar essas benesses.

Na ação civil pública, Alberto Flores Camargo, promotor de Justiça, pede que as empresas sejam condenadas a pagar 20% do valor da causa ao Fundo Especial do Ministério Público. No caso da Petrobras, a causa é de R$ 13,9 milhões. A da Raízen foi fixada em R$ 24,5 milhões. E a da Ipiranga está em R$ 6,7 milhões.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e citando “notícias veiculadas na mídia”, a Ultrapar afirma que a ação civil pública está baseada em fiscalização promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em novembro do ano passado, em relação a diversos distribuidores.

A companhia também lembra que, naquele mesmo mês, informou ao mercado ter tomado conhecimento de uma não conformidade no etanol hidratado comercializado em alguns postos do Rio e que, “por cautela e em respeito aos seus consumidores e revendedores”, cessou a comercialização de etanol e pediu que sua rede de revenda parasse a venda do produto. De acordo com a empresa, a ANP foi avisada dessas providências.

Na época, a Ipiranga também deu início a uma substituição do etanol entregue aos postos revendedores para regularizar a qualidade do produto ofertado ao consumidor e iniciou uma avaliação de fornecedores e prestadores de serviços para verificar a não conformidade identificada.

“A Ipiranga aguarda citação da demanda para que, de conhecimento dos fatos que lhe são imputados, possa tomar todas as medidas cabíveis à sua defesa e ao pleno funcionamento de suas atividades na região afetada”, afirma a distribuidora, no aviso ao mercado de hoje. (Valor Econômico 15/02/2017 às 11h: 07m)

 

Índia deve ser a nova China para o agronegócio nos próximos anos

Em dez anos, a Índia se tornará para o agronegócio o que a China é hoje. Foi o que destacou o economista e palestrante Ricardo Amorim, nesta segunda-feira (13), durante o primeiro dia do “Simpósio Internacional de Vitaminas e Tecnologias”, organizado pela empresa DSM, em Guarulhos (SP). Para dar suporte ao seu raciocínio, Amorim usou como argumento o fenômeno de um novo crescimento da classe média mundial, principalmente nos países emergentes. Segundo ele, a expansão da classe média acarreta diretamente em maior consumo de carnes, de proteína animal.

De acordo com Amorim, o papel da Índia como grande consumidor de produtos agrícolas será puxado pelo aumento de renda da população.

“Hoje, a renda média do cidadão indiano é um quinto da renda do chinês”, disse. Amorim pontuou que, em um prazo de uma década, quando a China tiver consolidado seu salto de consumo, será a vez de a Índia carrear a demanda.

“Ou seja, teremos aí mais uns 30 anos de forte demanda, sem contar outros países asiáticos.”

Segundo ele, a Índia, mesmo com renda média inferior à da China, já mexe, por exemplo, com o mercado de açúcar.

“Por quê? Porque se trata da fonte de energia mais barata que existe”, pontuou, ressaltando que “a importância do agronegócio na economia mundial será cada vez mais crescente”. (Info Money 16/02/2017)

 

Projeto do RenovaBio vai a consulta pública

O RenovaBio, programa do governo federal para expansão da produção de biocombustíveis no País, foi colocado em consulta pública nesta quarta-feira, 15, no site do Ministério de Minas e Energia (MME) e estará aberto a "sugestões e críticas motivadas" até 20 de março. Lançado em dezembro, o projeto envolveu discussões dos segmentos produtores de biodiesel, biogás, biometano, bioquerosene e etanol de 1ª e 2ª gerações.

A expectativa era de que a consulta pública ocorresse mesmo no primeiro trimestre de 2017. No documento publicado pelo MME, os valores defendidos são a competitividade dos biocombustíveis, a credibilidade para o desenvolvimento desses produtos e a previsibilidade em relação ao papel deles dentro da matriz energética nacional.

Além disso, sugere-se o estímulo à eficiência da indústria de biocombustíveis, com foco no diálogo com o Estado e na sustentabilidade econômica, social e ambiental. O horizonte do RenovaBio é o ano de 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas, acertadas na COP 21, em Paris, de redução de 43% das emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo por base 2005.

Entre as premissas consideradas pelo programa estão quatro principais eixos: definição do papel dos biocombustíveis dentro da matriz energética, quais são as regras de comercialização desses produtos, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento de novos biocombustíveis. No total, a consulta pública coloca 21 "questões de reflexão" para esses eixos estratégicos.

Conforme o documento, "após a consulta pública e a consolidação de suas contribuições, a proposta inicial das diretrizes estratégicas poderá ser aperfeiçoada". "A partir disso, deverá ser buscado o instrumento adequado para a formalização dessas diretrizes, importantes para nortear as políticas públicas de Estado para os biocombustíveis". (Agência Estado 15/02/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Impulso cambial: A queda do dólar ante o real ontem deu fôlego às cotações do café na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,4695 a libra-peso, avanço de 100 pontos (0,69%). O dólar voltou a renovar a mínima cotação do ano, negociado próximo dos R$ 3 ontem e, segundo algumas consultorias, pode cair abaixo desse patamar ainda este ano. A moeda americana mais fraca tende a desestimular as exportações de café do Brasil, maior produtor mundial, reduzindo a oferta no mercado mundial. Segundo a Conab, o país deve colher até 15% menos café na próxima temporada devido à bienalidade negativa das lavouras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 500,32, queda de 1,01%.

Cacau: Ajuste técnico: Após nove pregões de perdas, o cacau fechou em alta ontem na bolsa de Nova York em decorrência de ajustes técnicos. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1.987 a tonelada, com valorização de US$ 82 (4,3%). Segundo o Commerzbank, a Costa do Marfim, maior produtor mundial, precisará recolocar no mercado até 350 mil toneladas de cacau vendidas a pequenos exportadores que não conseguirão pagar pelo compromisso assumido no início da safra, quando as cotações estavam elevadas. Sem fixar preços, esses exportadores amargam forte prejuízo e já cancelaram a compra de 180 mil toneladas este ano. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço ao produtor ficou em R$ 104,40 a arroba, alta de 0,67%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Aumento de área: Os contratos futuros do algodão registraram queda ontem na bolsa de Nova York, em meio à forte atuação dos fundos nesse mercado, o que confere volatilidade às cotações. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 77,28 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 67 pontos (0,86%). No ano, a commodity acumula ganho de 8,81%. Com isso, a consultoria Zaner Group estima que os americanos deverão plantar 4,57 milhões de hectares da pluma na próxima temporada, crescimento de 12,3% em relação aos 4,07 milhões de hectares estimados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a atual temporada. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 90,80 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Milho: Demanda firme: O otimismo com a demanda internacional pelo milho colhido na safra 2016/17 nos EUA deu sustentação aos contratos futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 3,86 o bushel, alta de 4,25 centavos. Segundo Jack Scoville, analista do Price Futures Group, os fundamentos não sugerem alta de preços, mas o quadro geral continua positivo para as cotações devido às fortes exportações americanas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques acumulados do país na atual temporada estão 77,4% superiores ao registrado em igual período do ano passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 36,04 a saca de 60 quilos, recuo de 0,88%. (Valor Econômico 16/02/2017)