Macroeconomia e mercado

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Vendas da divisão de agronegócio da Bayer ficou estável em 2016

A divisão de agronegócio da alemã Bayer fechou 2016 com vendas de 9,92 bilhões de euros, queda de 0,1% em relação a 2015. Segundo o CEO da empresa, Werner Baumann, o ambiente de negócios para a divisão chamada CropScience permaneceu fraco no ano passado, principalmente na América Latina.

O declínio considerável de 6,9% nas vendas da América Latina foi compensado pelo ganho em outras regiões, como América do Norte, com alta de 3,9%; Ásia e Pacífico, com crescimento 2,7%; e a divisão Europa, África e Oriente Médio, com avanço de 1,8%.

A subdivisão de sementes teve um desempenho melhor que a de defensivos, com aumento de 8,3% nas vedas. Dentro dos defensivos e proteção a culturas, as vendas de fungicidas cresceram 4% e as de produtos para tratamento de sementes, 4,1%. Em contrapartida, as vendas do setor de inseticidas tiveram uma queda de 13,3% e as vendas de herbicidas caíram 2,2%. O segmento de ciências ambientais registrou ganho de 4,5% no ano.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da CropScience ficou em 2,42 bilhões de euros, apenas 0,6% superior ao de 2015. Segundo o balanço financeiro, um efeito cambial positivo de 140 milhões de euros e os preços elevados de alguns produtos compensaram os menores volumes de vendas e os gastos com pesquisa e desenvolvimento.

As vendas totais da Bayer somaram 46,77 bilhões de euros no ano passado, com crescimento de 1,5%. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Postos interditados pela ANP em São Paulo vendiam etanol com mais de 90% de metanol

Três postos revendedores de combustíveis foram interditados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) esta semana (20 a 22 de fevereiro) por venderem etanol com mais de 90% de metanol, produto altamente tóxico, durante a força-tarefa que fiscaliza o mercado de combustíveis em São Paulo.

Segundo a ANP, na terça-feira (21), em testes realizados em campo pela Agência, foram identificados indícios de metanol nos postos Portal do Horto Com. e Serviços Automotivos Ltda. e no Auto Posto F458 Itália Ltda. Nos exames de laboratório realizados no Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), na USP, o percentual de metanol encontrado no Posto do Horto foi 94,9%. No F458, chegou a 98,7%.

Na segunda-feira (20), a ANP já havia interditado o Posto Jardim Ubirajara, cujos testes de laboratório confirmaram 93,8% de metanol no etanol.

Além disso, o Auto Posto de Serviços Elimai foi interditado com a colocação de malotões da Prefeitura por não ter autorização da ANP para funcionar. O Ipem interditou dois postos, um na Vila Simone e um no Jardim Ipanema por bomba baixa (que fornece volume inferior ao marcado).

A ANP também vai autuar um posto em São Miguel, que estava fechado, por não funcionar no horário mínimo obrigatório. Ao todo, foram fiscalizados oito estabelecimentos, na Vila Simone, Jardim Ipanema, Vila Matilde, Vila Carrão, Vila Antonieta, São Miguel, Tatuapé e Vila Formosa.

Ações de fiscalização

De acordo com a ANP, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas. “[Estamos] planejando-as cada vez mais a partir de vetores de inteligência, com destaque para denúncias recebidas pelo Centro de Relações com o Consumidor (CRC) e dos resultados obtidos pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), além de informações repassadas por outros órgãos públicos e pela área de inteligência a ANP”, afirma a agência.

A ANP ainda informou que, desde 2013, empenha-se em criar parcerias com órgãos de diferentes esferas da administração pública, o que resultou na instituição de forças-tarefa. Em 2016, foram realizadas 139 forças-tarefa em todo o País. “As ações conjuntas entre órgãos públicos fortalecem a participação do Estado na fiscalização do setor e restringem o emprego de práticas irregulares pelos agentes econômicos”, completa.

Por sua vez, a força-tarefa, que teve início na segunda-feira, é formada pela ANP, Procon, Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), Governo do Estado, Polícia Civil e Prefeitura de São Paulo, por meio do Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis, da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano). (ANP 23/02/2017)

 

Brasil se torna laboratório de criação para montadoras de veículos

O departamento de engenharia da Honda do Brasil teve de esperar 20 anos para, de fato, desenvolver um carro. Os japoneses concentravam o desenvolvimento, cabendo à equipe brasileira fazer ajustes e adaptações. Agora é a vez de um produto local ganhar o mundo.

Os pré-requisitos que deram origem ao compacto WR-V estão no cotidiano. O país se tornou laboratório para montadoras que desenvolvem produtos voltados a mercados semelhantes, além de soluções tecnológicas aplicáveis mundo afora.

"As más condições do nosso pavimento pedem um carro com suspensão mais alta. Isso aumenta a sensação de segurança do motorista", afirma Luis Marcelo Kuramoto, da Honda do Brasil.

A base do projeto foi o Fit, que passou por grandes mudanças para se transformar em um utilitário compacto. Os reforços na suspensão e o visual agradaram. O carro, que será lançado em março, despertou o interesse de outras unidades da Honda.

O que acontece agora com a montadora japonesa é um fenômeno recente: a engenharia automotiva nacional tornou-se mundialmente relevante no início dos anos 2000, com desenvolvimento de projetos globais.

Algumas soluções locais não se aplicam apenas a carros vendidos em mercados da América Latina ou do Leste Europeu. Um exemplo é o sistema flex, que chegou à ruas em 2003 a bordo do VW Gol e tornou-se uma solução para países nórdicos que precisam do combustível de origem vegetal para melhorar resultados de emissões.

A tecnologia desenvolvida pela Volkswagen foi aplicada em regiões com temperaturas abaixo de zero, até então incompatíveis com o etanol. O flex foi adaptado para o E85, composto que, grosso modo, mistura 85% de etanol com 15% de gasolina.

Outra solução com vantagens ambientais está prestes a ganhar a Europa em carros do grupo PSA Peugeot Citroën. A empresa desenvolveu no Brasil revestimentos a partir de cortiça e do couro de alguns peixes, que ganham visual sofisticado.

"A cortiça pode ser uma solução para tapetes e guarnição de teto, enquanto o couro é aplicado em detalhes de bancos, painel, alavanca de câmbio, volante e freio de mão", diz a empresa, em nota. Um modelo já foi apresentado com essas soluções: o Peugeot 208 Natural.

Entre os produtos, um dos marcos da indústria nacional foi a criação do EcoSport. Enquanto os europeus tinham um compacto desengonçado chamado Fusion, sem relação com o sedã atual, a Ford no Brasil apostou num estilo diferente, com ares de utilitário esportivo, e criou um segmento.

"Ter uma engenharia local é importante, permite adaptar-se ao país e trabalhar as características sensoriais dos clientes", afirma Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da Ford América do Sul.

A nova geração do EcoSport chega em breve ao Brasil. Pela primeira vez, o carro será vendido também nos EUA, além de outros países. (Folha de São Paulo 23/02/2017)

 

Microalgas são o próximo passo na revolução dos biocombustíveis

Entre as centenas de espécies de microalgas que analisa, o robô do laboratório da Embrapa Agroenergia, em Brasília, é programado para não perder nenhum detalhe. Essa seleção automática pode levar à próxima revolução no setor de biocombustíveis.

Esses microorganismos crescem em qualquer tipo de água (até mesmo a suja), acumulam biomassa mais rápido que as plantas terrestres, reproduzem-se o ano todo e em menor área de cultivo. E o óleo que acumulam pode virar o biocombustível mais eficiente do mundo.

"Nós vemos a microalga como uma biofábrica", diz Guy de Capdeville, da Embrapa Agroenergia. "Com a ajuda do robô, já identificamos cepas capazes de crescer em vinhaça e produzir biomassa com até 30% de amido."

A vinhaça, líquido residual da produção do etanol de cana-de-açúcar, é bastante usada para adubar o solo. Mas, com o tempo, deixa o terreno mais salino e acaba prejudicando a produção. "As microalgas reduzem a carga de sal da vinhaça e ainda produzem amido, que é matéria-prima para ser convertida em etanol", explica.

Com a tecnologia atual, microalgas apresentam o dobro da produtividade na geração de combustível em comparação com outras fontes agrícolas, como cana e soja, diz o pesquisador Bruno Brasil. Segundo ele, biocombustíveis a partir de microalgas devem ganhar escala industrial a partir de 2030.

CANA

A cana-de-açúcar continua como um tema quente do setor. Desde que se transformou numa fonte alternativa ao petróleo no país, há quatro décadas, a planta recebeu atenção até chegar a um patamar para "aguentar tudo", afirma Gonçalo Pereira, diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol e professor da Unicamp.

Ele fala da cana-energia, produzida a partir de melhoramento genético. "É o início de uma revolução técnica", afirma Pereira. Com menos açúcar e mais fibra, a nova cana aumenta em até 1.000% a produção de energia elétrica, com queima em caldeiras.

A planta deve ainda aumentar a produção de etanol de segunda geração, que transforma em combustível o açúcar insolúvel contido na biomassa, na palha e no bagaço de cana, por exemplo.

"Ainda há um caminho para se atingir grande lucratividade, mas o desenvolvimento dessa tecnologia é importante para o Brasil liderar", diz Pereira. A primeira grande colheita comercial está programada para a safra 2017/2018 em usinas de São Paulo, Alagoas e Goiás.

Apontado como sustentável e aliado no combate às mudanças climáticas, o etanol ainda tem desafios "escondidos", afirma Arnaldo Cardoso, da Unesp. "O uso de fertilizantes e a queima do combustível produzem macro-nutrientes no solo e na atmosfera. E o excesso deles no planeta é um grande problema que vamos enfrentar". (Folha de São Paulo 23/02/2017)

 

Maranhão receberá aportes de R$ 7 bi

O Maranhão deve receber investimentos de R$ 7 bilhões até o final de 2018. Do total, R$ 6 bilhões virão de projetos privados e R$ 1 bilhão, de recursos públicos, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e governo estadual, conforme levantamento do governo maranhense. Para Simplício Araújo, secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, o valor poderia ser ainda mais elevado, se não fosse o impacto da crise econômica. "Se não fosse a crise, o Maranhão, pela localização, pelos modais de transporte e pelo porto de Itaqui, teria mais novos negócios."

Em 2016, os investimentos com recursos públicos somaram R$ 1,3 bilhão, volume considerável para um Estado com receita corrente líquida de cerca de R$ 10 bilhões, avalia Felipe de Holanda, presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). Foram R$ 570 milhões em operações de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 730 milhões de recursos estaduais, para um programa de construção de rodovias, escolas, hospitais regionais e penitenciárias e asfaltamento urbano. "Foi um esforço grande. Se não fosse a crise, o programa teria avançado mais", diz Holanda.

Para o Imesc, os investimentos no Maranhão poderão estimular a retomada da economia local em 2017. O instituto estima ainda que a normalização da safra de grãos, produzida principalmente na região do Matopiba (áreas de cerrado contíguas no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), deverá contribuir para um aumento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em 2016, houve queda superior a 40% na produção.

Os novos investimentos privados foram estimulados pela mudança na política de incentivos fiscais do Estado, que passaram a ser concedidos a cadeias produtivas e não a empresas discriminadas. Na cadeia de proteína animal, por exemplo, devem ser concluídos neste ano investimentos de R$ 200 milhões da Algar Agro, na ampliação da capacidade de processamento da unidade de soja em Porto Franco, e da Notaro Alimentos, de R$ 172 milhões em um complexo avícola em Balsa.

Na área de combustíveis, a Raízen vai investir R$ 200 milhões em uma base de distribuição no polo industrial de São Luiz, no porto de Itaqui. O projeto deverá ser concluído em três anos e vai dobrar o volume de combustíveis que a empresa movimenta na região compreendida por Maranhão, leste e sul do Pará, Tocantins e Piauí, hoje de 1,2 bilhão de litros. Segundo o secretário Araújo, o projeto poderá aumentar entre 10% e 15% a arrecadação de impostos com a venda de combustíveis no Estado.

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no porto de Itaqui, que começou a operar comercialmente em 2015, tem uma segunda fase programada, com investimentos de R$ 150 milhões. Os aportes estão previstos para começar quando a primeira fase estiver próxima de atingir sua capacidade operacional, de 6 milhões de toneladas por ano, de acordo com Marcos Pepe Bertoni, diretor de operações da CGG Trading e porta-voz do Tegram.

Em 2016, o terminal movimentou 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo de soja, produzidas em Matopiba e do nordeste do Mato Grosso. O total ficou abaixo dos 3,34 milhões de toneladas de 2015, devido a fatores climáticos que afetaram a safra de grãos. Para 2017, a expectativa é embarcar entre 2,5 milhões de toneladas e 3,5 milhões de toneladas.

Na área de energia, deverá entrar em operação em meados do segundo semestre deste ano o complexo Delta 3, da Omega Energia, na região nordeste do Estado, o primeiro projeto de geração eólica do Maranhão, com oito parques, 96 aerogeradores e capacidade instalada de 220,8 MW. Os investimentos da empresa no Estado podem atingir até R$ 1,5 bilhão em 2017, segundo Gustavo Mattos, diretor de implantação da empresa.

Já a Vale investe na expansão do terminal marítimo de Ponta da Madeira, para receber o minério de ferro que produz em Canaã dos Carajás, no Pará, no projeto S11D. A capacidade do terminal deverá passar de 150 milhões de toneladas anuais para 230 milhões de toneladas por ano em 2018. Inaugurado em dezembro de 2016, com investimentos de US$ 14,3 bilhões, o complexo S11D inclui mina, usina, logística ferroviária e portuária. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Mercedes-Benz testa etanol celulósico E20 em automóveis

Combustível de resíduos agrícolas tem boa queima sem consumo adicional.

 Uma pequena frota de automóveis da Mercedes-Benz testou por um ano na Alemanha o uso de etanol celulósico Sunliquid 20, combustível obtido a partir de resíduos agrícolas, em parceria com a Clariant, empresa do ramo químico e responsável pela produção do combustível, e com a Haltermann Carless, do Grupo HCS.

O etanol celulósico utilizado no teste foi produzido na planta da Clariant em Straubing, município do centro-oeste alemão, onde a cada ano cerca de 4,5 mil toneladas de resíduos agrícolas, como palha de cereais ou de milho, são convertidas em etanol celulósico. Já a mistura de 20% acontece na fábrica da Haltermann Carless, em Hamburgo, onde o bioetanol é misturado com componentes selecionados para criar o combustível cujo composto utilizado é o E20, conteúdo de 20% de etanol celulósico.

O resultado se mostrou promissor: apresentou propriedades de combustão muito boas, com alto grau de eficiência e consumo idêntico ao combustível padrão atual E10. Devido à densidade de energia inferior do E20 em comparação com o E10, esperava-se um consumo de combustível ligeiramente mais alto, sob as mesmas condições operacionais. Os testes realizados em laboratório demonstraram uma variação no consumo, com índice de 0 a 3% a mais. Além da performance, o teste mostrou uma melhora nas emissões de material particulado em cerca de 50% com relação ao combustível de referência da UE, o Euro 5.

O etanol celulósico também permite a redução nas emissões de gás de efeito estufa de até 95% ao longo de toda a cadeia e sem competir com a produção de alimentos ou a utilização de terrenos agrícolas. Além disso, o E20 dá ao combustível um número de octanas (RON) significativamente maior, acima de 100. Com seu uso generalizado, os motores poderiam ser adaptados no futuro de forma que a vantagem da qualidade do combustível poderia ser usada para melhorar a eficiência dos motores e, assim, reduzir ainda mais o consumo e as emissões.

“Desenvolver e trazer ao mercado soluções para uma mobilidade mais sustentável é uma das tarefas mais importantes no setor de transportes hoje. Estamos muito satisfeitos pela comprovação da alta qualidade do Sunliquid 20 no teste de campo, com a mesma autonomia e o mesmo conforto na direção”, afirma Martin Vollmer, chefe de tecnologia da Clariant. “O etanol celulósico feito a partir de resíduos agrícolas é um combustível neutro em carbono com grande potencial, que pode ser economicamente produzido e utilizado nos dias de hoje. Para que a transição de energia possa ser bem-sucedida no setor de transportes, precisamos urgentemente de um quadro estável de condições, como, por exemplo, a taxa de mistura obrigatória de biocombustíveis avançados que está sendo discutida pelos países membros da União Europeia”, relembra.

“Esta é mais uma prova de que a Alemanha é uma pioneira tecnológica na pesquisa e no desenvolvimento de combustíveis especiais sustentáveis. Como uma empresa de especialidades e parceira de pesquisas industriais, estamos muito satisfeitos por produzir um combustível com especificações e propriedades ambientais espetaculares, que pode demonstrar a sua utilidade em motores existentes, com a infraestrutura existente, sem quaisquer problemas”, enfatiza o Bruno Philippon, vice-presidente sênior de combustíveis de alta performance na Haltermann Carless. (Automotive Business 21/02/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Consolidação: Após terem subido mais de 2% na última terça-feira, os contratos futuros do açúcar demerara registraram leve queda ontem em meio à consolidação das cotações. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 20,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo marginal de 6 pontos. Esta semana, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou negativamente suas estimativas para os estoques finais da safra 2016/17. Segundo o órgão, a relação estoques-uso ao final da atual temporada deverá ser a mais apertada desde a temporada 2010/11, de 43,78%, com 76,265 milhões de toneladas armazenadas em todo o planeta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 81,96 a saca de 50 quilos, alta de 0,12%.

Suco de laranja: Demanda fraca nos EUA: O enfraquecimento da demanda americana por suco de laranja segue pressionando a commodity na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a US$ 1,6745 a libra-peso, recuo de 190 pontos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos importaram 4,11 mil toneladas de laranja em dezembro, volume 26,5% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo passado (2015/16). No acumulado do atual ano-safra (2016/17), essa queda chega a quase 30%. No Brasil, por outro lado, o órgão estima um aumento de 27% no volume a ser colhido na safra 2017/18. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos em São Paulo ficou em R$ 21,36, alta de 3,54%, segundo o Cepea.

Soja: Clima bom no Brasil: As boas condições climáticas na América do Sul pressionaram os contratos futuros da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a US$ 10,335 o bushel, recuo de 3,75 centavos. O Brasil continua com condições climáticas boas para a colheita da soja e plantio do milho safrinha. A previsão para os próximos cinco dias são de chuva leve a moderada e apenas breves atrasos, se houver, para o processo de colheita. Na Argentina, há pouco motivo de preocupação com o clima esta semana e a umidade do solo continua em níveis considerados de adequado a excessivo nas principais regiões. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 72,61 a saca de 60 quilos, queda de 2,26%.

Milho: Demanda firme: Os sinais de demanda firme pela safra americana deram sustentação aos papéis do milho na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 3,7825 o bushel, avanço de 1,75 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos fecharam contratos hoje para a venda de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul. No acumulado da atual temporada até o último dia 16, o país já havia exportado 24,42 milhões de toneladas do grão ­ 43,2% do estimado pelo órgão para ser exportado ao longo de 2016/17 acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 40%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 36,39 a saca de 60 quilos, alta de 1,03%. (Valor Econômico 23/02/2017)