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ChemChina diz que governo chinês aprovou compra da Syngenta

A ChemChina disse nesta segunda-feira que o governo chinês aceitou seu pedido de aprovação regulatória para sua aquisição de 43 bilhões de dólares da Syngenta no mês passado.

Mais cedo, Gao Hucheng, que se aposentou como ministro do Comércio chinês há menos de duas semanas, disse que o governo não recebeu um pedido formal para a maior aquisição no exterior já realizada pela China.

Ao falar à Reuters nos bastidores da reunião anual do Parlamento, Gao também disse que o Ministério do Comércio (MOFCOM) não iria começar a considerar nenhum pedido até que reguladores em outros países dessem o aval ao acordo.

Respondendo aos comentários, o porta-voz da ChemChina, Ren Kan, negou e disse por telefone que a empresa enviou o pedido e que este foi aceito pelo ministério.

Uma segunda autoridade da empresa, que não tem autorização para falar com a imprensa, disse que o órgão antitruste do governo aceitou o pedido em 9 de fevereiro.

Não está claro se Gao, que deixou o cargo e foi substituído por seu vice em 23 de fevereiro, não teve acesso a informações mais recentes sobre o negócio.

Representantes de imprensa do Ministério de Comércio não estavam disponíveis para comentários imediatamente e a Syngenta não respondeu imediatamente a uma solicitação de comentário.

No mês passado, o presidente da Syngenta não confirmou se o Ministério do Comércio da China havia aceitado oficialmente o pedido, mas disse estar confiante de que o negócio seria aproado sem grandes atrasos.

A transação tem chamado atenção dos investidores em um momento em que a aquisição da Monsanto pela Bayer e a fusão da Dow Chemical com a DuPont passam pelo crivo de reguladores ao redor do mundo. (Reuters 07/03/2017)

 

Chinesa CCCC e Banco Modal estudam investimentos em ferrovias no Brasil

Depois da parceria com o CCCC (China Communications Construction Company) na área de portos, o Banco Modal projeta novos investimentos chineses na área de ferrovias no Brasil.

"Estamos expandindo nossa presença também para o financiamento de empresas da China no país", diz Eduardo Centola, sócio do banco.

"Há interesse na Ferrogrão [do Mato Grosso ao Pará], que talvez entre no PPI, e na Norte-Sul [entre Tocantins e São Paulo], que também já consta do programa federal de concessões."

O Modal fez uma joint venture, a MDC, com a CCCC e o australiano Macquarie Capital. Há um primeiro projeto de R$ 1,5 bilhão em uma usina hidrelétrica na Colômbia. Na MDC, os estrangeiros têm cerca de 42%, e o Modal, 16%.

"Estão em estudo vários investimentos na área de energia." No Brasil, o banco é também assessor financeiro exclusivo da CCCC, como na compra de 80% da Concremat -por R$ 350 milhões-, e no Porto São Luís, operações em que a gigante chinesa investirá sozinha R$ 1,7 bilhões.

"Ainda faltam algumas condições para o fechamento do negócio, mas um dos objetivos desse projeto é que a CCCC faça o investimento no ativo, com financiamento também seja chinês e que seja o primeiro de outros."

Outra parceria do Modal relacionada a China e infraestrutura é com o fundo americano TPG, que anunciou fechamento do escritório no Brasil em dezembro.

Ao mesmo tempo, o TPG lançou um novo fundo de infraestrutura de US$ 4 bilhões, baseado na China, para aportes em emergentes.

"Um dos primeiros alvos que estudam são os ativos da Abengoa no Brasil", afirma o sócio do banco. (Folha de São Paulo 07/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Entrega recorde: A entrega de um volume recorde de açúcar após o contrato futuro da commodity para março expirar continua movimentando o mercado. Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 19,04 centavos de dólar, queda de 29 pontos. Na última semana, uma única trading recebeu cerca de 1,2 milhão de toneladas de açúcar, bem acima da média para o contrato, de 480 mil toneladas. "Um volume dessa magnitude entregue no período de entressafra do Centro-Sul denota que o mercado físico de açúcar estava (ou ainda está) à deriva e o melhor comprador era (ou ainda é) mesmo a bolsa", destacou a consultoria Archer Consulting, em nota. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 80,44, alta de 0,09%.

Café: Juros americanos: O possível aumento dos juros nos EUA pressionou os contratos futuros do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,4145 a libra-peso, com recuo de 185 pontos. Na última semana, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, deu declarações reafirmando uma possível alta dos juros dos EUA este mês. Caso isso ocorra, a moeda americana poderia ganhar fôlego ante o real, dando impulso às exportações brasileiras e à oferta mundial. Em fevereiro, o Brasil exportou 2,308 milhões de sacas de café, queda de 13,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 490,09 a saca de 60 quilos ontem, com queda de 0,45%.

Soja: No compasso do USDA: As expectativas com o relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pressionaram os contratos futuros da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 10,3725 o bushel, recuo de 0,25 centavo. Segundo a média das estimativas de mercado, o USDA deverá apontar, na próxima quinta-feira, uma safra de 106,1 milhões de toneladas no Brasil contra 104 milhões projetadas em fevereiro. No caso da Argentina, no entanto, o volume estimado deverá ficar em 55,15 milhões de toneladas, levemente abaixo das 55,5 milhões de toneladas previstas no último mês. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa no porto de Paranaguá ficou estável em R$ 72,64 por saca.

Milho: Recuo em Chicago: A perspectiva de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) eleve suas estimativas para os estoques mundiais de milho ao fim da safra 2016/17 pesou nas cotações do grão na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 3,7850, queda de 2,25 centavos. Segundo a média das estimativas de mercado acompanhadas pelo Wall Street Journal, o USDA apontará um estoque final de 218,6 milhões de toneladas de milho contra 217,6 milhões de toneladas previstas em fevereiro. Para o Brasil, os analistas esperam que o USDA aumente suas previsões para a safra 2016/17 de 86,5 para 87,58 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 35,95 a saca, queda de 0,83%. (Valor Econômico 07/03/2017)