Macroeconomia e mercado

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Black River busca soja

A gestora norte-americana Black River, que administra mais de US$ 250 bilhões, fincou raiz no agronegócio brasileiro.

Depois de desembolsar R$ 830 milhões por duas usinas de etanol do Grupo Ruette em São Paulo, está vasculhando a Região Centro-Oeste em busca de plantações de soja. (Jornal Relatório Reservado 13/03/2017)

 

Soja puxa aumento das exportações do campo

Apesar de ter recuado 11,6% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para US$ 5,9 bi, as exportações brasileiras do agronegócio encerraram o primeiro bimestre em alta de 0,9% na comparação com igual período de 2016. E o montante de US$ 11,9 bilhões alcançado no intervalo foi diretamente influenciado pela reação dos embarques de soja e derivados.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques do "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo) somaram US$ 2,7 bilhões em janeiro e fevereiro, 61,3% mais que no primeiro bimestre do ano passado. Isso graças ao aumento da oferta oriunda da safra recorde que está sendo colhida e da própria antecipação da colheita nesta temporada, graças ao clima favorável.

Os embarques de carnes, por sua vez, renderam US$ 2,3 bilhões nos dois primeiros meses deste ano, 18,7% acima do resultado do mesmo período de 2016, um alento em tempos de mercado doméstico mais desfavorável.

Outro segmento que colaborou para o aumento geral das exportações do agronegócio no primeiro bimestre foi o sucroalcooleiro. As exportações de açúcar e etanol também colaboraram para o incremento observado. Atingiram US$ 1,9 bilhão no primeiro bimestre, um aumento de 29,2%. (Valor Econômico 10/03/2017)

 

Banco do Brasil adere ao Agro+, programa do Ministério da Agricultura

O Banco do Brasil passou a adotar na carteira de crédito agrícola o Plano Agro+, encampado pelo Ministério da Agricultura e que visa à desburocratização de procedimentos no setor. A informação foi passada nesta sexta-feira, 10, pelo próprio ministério. "Entre os produtos oferecidos pelo Banco do Brasil aos produtores rurais destacam-se o Custeio Agrícola Digital, o Investe Agro, o GeoMapa Rural e o Extrato de Financiamento, possibilitando maior agilidade no acesso ao crédito agrícola", acrescentou a pasta.

Para acelerar a análise de crédito, o BB lançou o custeio agrícola digital, oferecido inicialmente em feiras agropecuárias, como a Expodireto Cotrijal, realizada até esta sexta-feira em Não-me-Toque (RS). O sistema permite o encaminhamento de propostas de contratação de crédito via celular. Já o Investe Agro é uma linha de investimento simplificada, para financiar sem limitação de crédito máquinas e equipamentos novos e usados importados para a formação de lavouras permanentes.

O GeoMapa, por sua vez, que também faz parte do Agro+, é um aplicativo que permite ao produtor captar e enviar ao banco as coordenadas geodésicas de área a ser plantada. "As coordenadas são necessárias para obter financiamento junto à instituição", diz o ministério. "Já o Extrato de Financiamento visa possibilitar consulta também pelo celular sobre operações com detalhamento de liberações, pagamentos e saldo devedor", finalizou.

Rondônia

O ministro Blairo Maggi vai lançar o Plano Agro+ em mais um Estado, desta vez em Rondônia, conforme informou o ministério. Na segunda-feira, Maggi estará em Porto Velho para o evento. A Agricultura informa que este é o terceiro Estado - após Rio Grande do Sul e São Paulo - a aderir ao Agro+, lançado em agosto de 2016. (Agência Estado 10/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Correção em NY: Após quatro sessões consecutivas de queda, os contratos futuros do cacau passaram por uma correção na última sexta-feira, refletindo a desvalorização do dólar ante as principais divisas do mundo. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1.934 a tonelada, avanço de US$ 36. Mas, no ano, as perdas do cacau já chegam a US$ 179. A commodity tem sido pressionada pelas previsões de superávit na oferta mundial em 2016/17 após o oeste da África apresentar uma das estações secas mais fracas dos últimos anos. Segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO), a oferta mundial superará a demanda em 264 mil toneladas na atual temporada. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou estável, em R$ 104 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Algodão: Maior oferta: O algodão ampliou, na sexta­feira, as perdas registradas no pregão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou as estimativas para a safra americana da pluma. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 78,37 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 52 pontos. Segundo o USDA, os produtores americanos colherão 3,75 milhões de toneladas de algodão na atual temporada ­ volume superior às 3,69 milhões apontadas em fevereiro e bem acima das expectativas de mercado, que indicavam uma estabilidade nas previsões. Os Estados Unidos são o maior exportador de algodão do mundo. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 90,96 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Efeito USDA: O aumento nas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra 2016/17 voltou a pressionar os contratos futuros da soja na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 10,065 o bushel, recuo de 4,5 centavos. Segundo o órgão americano, a produção mundial somará 340,79 milhões de toneladas de soja, 4,17 milhões de toneladas acima do projetado em fevereiro e quase 9% acima do registrado no ciclo anterior. Para o Brasil, o órgão elevou em 4 milhões de toneladas o volume estimado para a colheita na safra 2016/17, para 108 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,70 a saca na sexta-feira, queda de 0,94%.

Milho: Brasil em foco: A melhora das perspectivas para a safra brasileira de milho após a quebra registrada na última temporada pressionou os contratos do cereal na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam na sexta-feira a US$ 3,6425 o bushel, recuo de 2,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os brasileiros colherão 91,5 milhões de toneladas de milho na safra 2016/17, 5 milhões acima do apontado em fevereiro e bem acima das 87,58 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. Com isso, os estoques de passagem do país deverão aumentar 19,8% ante o registrado no ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 35,44 a saca de 60 quilos, recuo de 0,25. (Valor Econômico 13/03/2017)