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Piracicaba recebe 7ª edição de evento sobre tecnologia na cultura da cana

Evento acontece nesta quarta (15) e quinta-feira (16) no Engenho Central de Piracicaba.

Encontro Tecnológico Tecnocana prevê mais de 25 palestras sobre o tema.

O Encontro Tecnológico da Cultura da Cana-de-Açúcar (Tecnocana) será realizado, na próxima quarta-feira (15) e na quinta (16), em Piracicaba (SP). Segundo a organização, o evento se destina a apresentação de novas tecnologias e tendências do setor bioenergético, além promover troca de informações.

O Tecnocana acontece no Teatro do Engenho Central e receberá, durante os dois dias, cerca de 300 convidados de empresas nacionais e multinacionais que, conforme a organização, participam da programação de palestras com cerca de 25 profissionais da área.

Entre os temas incluídos na programação estão: "Setor Bioenergético: Passado, Presente e Futuro", "Manejo da Cultura da Cana-de-Açúcar:

Para Onde Vamos?

"Variabilidade Climática e Seus Impactos no Setor Bioenergético"

"Nova Plataforma de Controle de Plantas Daninhas Em Cana-de-Açúcar" entre muitos outros:

Acesse: http://tecnocana.agr.br/site/

 

 

 

Rumo estuda capitalização de R$ 2 bilhões na Malha Sul

A Rumo, concessionária de ferrovia e terminais portuários controlada pelo grupo Cosan, vai avaliar propostas de investidores para fazer uma injeção de capital na América Latina Logística Malha Sul. Uma de suas empresas, na qual detém 100% das ações, a ALL Malha Sul tem operações nos estados da região Sul do país.

Conforme apurou o Valor, o plano de capitalização em estudo prevê um montante de R$ 2 bilhões. Os recursos serão utilizados para um plano de investimento nessa malha, avaliado em R$ 4 bilhões. É o valor previsto para adequar a Malha Sul a padrões operacionais mais elevados e atender ao crescimento futuro de demanda na região e ganhar volumes com substituição do transporte por meio de caminhões.

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) está atuando no processo de captação e seleção de investidores que manifestaram interesse na proposta. Eles devem ter perfil de investidor com visão de longo prazo no empreendimento. Além do aporte de capital, é considerado muito bem-vindo se for alguém que puder agregar uma parceria comercial. Por exemplo, uma grupo que disponha de carga para a ferrovia.

A avaliação é que os programas de concessões de infraestrutura em curso no país, que incluem a renovação de contratos de ferrovias existentes, começam a abrir portas para novos projetos de investimentos, atraindo a atenção de investidores que buscam ativos para alocar seus recursos.

O Valor apurou que já foram identificados pelo BofA grupos do Japão, China e também da Europa. Todos mostraram, a princípio, interesse no plano de capitalização e de investimentos da Malha Sul da Rumo. É uma operação vista com enorme potencial para ampliar volume de cargas.

Essa unidade de negócio transporta, principalmente, commodities agrícolas, grãos (soja, farelo de soja e milho), açúcar, arroz, trigo, bem como fertilizantes e produtos industriais (combustíveis, papel, celulose e outros). No ano passado, teve receita líquida de R$ 1,1 bilhão, um quinto do valor apurado pela Rumo.

Com sede em Curitiba, a Malha Sul é a maior da Rumo em extensão, mas inferior à Paulista-Norte ­ que forma o corredor Rondonópolis, no Mato Grosso, a Santos, litoral paulista ­ em faturamento. A ferrovia é oriunda da ALL, que se fundiu à Rumo em 2015. Com 7,2 mil km, abrange os estados do Sul em corredores que deságuam em vários portos ­ Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS).

O projeto de capitalização tem como premissa a renovação antecipada do contrato da concessão, que é de 1997 e tem término em 2027. Mas pode ser renovada por mais 30 anos, mediante acordo com a União. Tal medida está prevista no edital de privatização realizado pela antiga RFFSA.

A Rumo pretende refazer o pedido de renovação ainda este ano junto às autoridades do governo, lideradas pela agência reguladora ANTT. No momento, o grupo está na fase final do processo de renovação da Malha Paulista, que abrange o Estado de São Paulo e se interliga à Malha Norte (Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, até a cidade de Rondonópolis).

Com entrada de um parceiro estratégico, o objetivo da Rumo é desenvolver novos projetos de expansão da malha atual da ferrovia, principalmente no noroeste do Paraná. Ao mesmo tempo, investir em trechos que hoje não permitem um transporte com maior agilidade e segurança.

Bank of America já identificou potenciais investidores do Japão, China e Europa para investir na ferrovia

A expansão prevê novos trechos nas regiões de Cascavel e Maringá, alcançando cargas de grãos (soja e milho) que atualmente são perdidas para caminhão. Por exemplo, soja do sul do Estado de Mato Grosso do Sul e até do Paraguai, segundo disse uma fonte que conhece bem o negócio. Grande parte da carga desce por caminhões até Paranaguá.

Uma ferrovia mais ágil e competitiva em fretes é o sonho de usuários paranaenses. Hoje, a Rumo consegue nos trajetos atuais atingir cargas num raio máximo de 500 a 600 km. Com investimentos em novos eixos, poderia alcançar entre 800 e 1.000 km.

A meta é gerar capacidade extra na ferrovia que garanta o escoamento de produtos, grãos e industriais, com mais eficiência até Paranaguá e São Francisco do Sul (SC). Estima-se, conforme estudos levados pelo BofA a investidores, que a capacidade de transporte possa triplicar, para cerca de 50 milhões de TKU (tonelada por quilômetro útil) ao ano.

A entrada do sócio permitiria ainda antecipar os investimentos que a Rumo tem previstos para a Malha Sul em vários anos. É um projeto a ser realizado em até cinco anos, a partir de 2019, se todas as condições forem atendidas, entre elas a renovação da concessão.

A injeção de capital, com emissão de novas ações, tornaria a ALL Malha Sul uma empresa mais robusta. Na operação, a Rumo teria sua participação acionária diluída, mas sem perder o controle. Procurada, a Rumo não se manifestou sobre a capitalização. (Valor Econômico 14/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ainda a Índia: As dúvidas em relação ao cenário de oferta e demanda na Índia, somadas ao fortalecimento do dólar ante o real, pressionaram os contratos futuros do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 18,15 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 4 pontos. Enquanto a moeda americana mais forte tende a elevar as exportações brasileiras, pressionando as cotações, o déficit na oferta interna da Índia confere volatilidade ao pregão. Em nota, a Archer Consulting observa que a Índia tem 35 milhões de produtores, bem acima dos 80 mil estimados para o Centro+-Sul do Brasil, onde já há dificuldades para estimar a produção. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 77,79 a saca de 50 quilos, baixa de 0,73%.

Cacau: Preço atraente: Os baixos preços do cacau têm despertado o interesse de compradores na bolsa de Nova York. Os papéis da amêndoa com vencimento em maio fecharam a US$ 2.017 a tonelada ontem, avanço de US$ 83. Trata-se da segunda alta consecutiva nos preços da commodity, cujos fundamentos ainda são de queda. De acordo com a Organização Internacional do Cacau (ICCO), a safra 2016/17 deve registrar um superávit de 264 mil toneladas. Na Costa do Marfim, maior produtor mundial, as estimativas são de uma colheita de 1,9 milhão de toneladas, com previsões privadas de até 2 milhões de toneladas. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 101,40 a arroba, alta de 1,4%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Oferta abundante: A abundante oferta mundial de soja esperada para a safra 2016/17 voltou a pressionar os contratos futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 10,06 o bushel, recuo de 0,5 centavo. Juntos, Brasil e EUA devem colher 215,21 milhões de toneladas da oleaginosa (63% da produção mundial). Enquanto a colheita já foi concluída nos EUA, o que afasta a possibilidade de problemas na atual temporada, no Brasil os trabalhos em campo já atingiram 56% da área estimada para a cultura, segundo a AgRural. O percentual está acima dos 52% registrados no mesmo período de 2016 e da média histórica dos últimos cinco anos, de 47%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 71,08 a saca de 60 quilos, retração de 0,86%.

Milho: Recuperação no Brasil: A recuperação da produção brasileira de milho pressiona as cotações do grão na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a US$ 3,61 o bushel, recuo de 3,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país deve colher 91,5 milhões de toneladas de milho na atual safra. Se confirmado, esse volume representará um avanço de 36,5% em relação ao registrado na safra 2015/16, quando houve quebra na produção do país. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a colheita do milho de verão atingiu 43,8% da área plantada no Brasil na última semana, abaixo dos 49,1% observados na safra passada. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 34,85 a saca de 60 quilos, queda de 1,66%. (Valor Econômico 14/03/2017)