Macroeconomia e mercado

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Preços de gasolina, diesel e etanol voltam a registrar queda nos postos, diz ANP

Os preços médios da gasolina, do diesel e do etanol vendidos nos postos do Brasil voltaram a apresentar queda semanal, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicados nesta sexta-feira.

O preço médio da gasolina caiu 0,6 por cento, nesta semana ante semana anterior, para 3,678 reais por litro, enquanto o etanol, seu concorrente nas bombas, caiu 1,5 por cento, para 2,744 reais por litro.

Já o diesel caiu 0,5 por cento, no período, para 3,047 reais por litro.

As quedas acontecem após a Petrobras reduzir duas vezes o valor do combustível fóssil vendido nas refinarias, apenas neste ano, como parte de sua nova política de preços. (Reuters 20/03/2017)

 

Governo quer que trabalhador rural contribua 5% com a Previdência

Com a reforma da Previdência, o governo planeja exigir de trabalhadores rurais uma contribuição máxima de 5% do salário mínimo, disse o secretário de acompanhamento econômico da Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida.

Atualmente, trabalhadores rurais têm regras diferentes de aposentadoria das de trabalhadores urbanos. Mesmo não contribuindo com a Previdência, eles têm acesso ao benefício ao atingirem a idade mínima de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens) se comprovarem terem exercido atividades no campo.

Pela proposta de reforma do governo, os regimes seriam unificados. Para se aposentar, trabalhadores rurais também serão obrigados a contribuir por 25 anos e ter uma idade mínima de 65 anos para se aposentar.

A diferença é que o benefício continuará a ser subsidiado em parte, uma vez que a contribuição exigida, de 5% no máximo, é inferior à alíquota do setor privado, que hoje varia entre 8% e 11%.

Mansueto defendeu a proposta dizendo que a mudança permite o acesso do trabalhador rural a outros benefícios previdenciários, como o auxílio doença.

De acordo com o governo, o comum hoje é que o trabalhador rural busque a Previdência, regularizando sua situação, apenas quando está próximo da aposentadoria.

Esse seria um exemplo de que a reforma da Previdência, ao igualar as regras para todos os trabalhadores, protege os mais pobres e ataca privilégios, disse Mansueto em evento da Câmara Americana de Comércio em São Paulo nesta segunda (20), do qual também participaram o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Funcionários públicos e políticos perderão porque não faz sentido terem aposentadorias especiais. O que faz sentido numa democracia é que as regras sejam iguais para todos", disse.

Antecipando a disputa eleitoral de 2018, Mansueto afirmou que a maior preocupação dos investidores estrangeiros com quem conversa não é a recuperação da economia brasileira –algo que já estaria sendo tomado como dado– mas a possibilidade da política econômica atual e da agenda de reformas ser mantidas após a posse de um novo presidente.

A referência a um suposto temor do mercado com a próxima eleição presidencial acontece após o ex-presidente Lula ter se lançado candidato em discurso neste domingo.

"Eu nem sei se estarei vivo para ser candidato em 2018, mas sei que eles querem evitar que eu seja candidato. Eles que peçam a Deus para eu não ser candidato. Porque, se eu for, é pra ganhar a eleição nesse país", afirmou o petista em ato no sertão da Paraíba. (Folha de São Paulo 21/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: De olho em 2017/18: As boas condições climáticas no início de 2017 no Brasil alimentam as expectativas de recuperação na oferta mundial de açúcar na safra 2017/18, pressionando as cotações na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 17,69 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 41 pontos. Maior produtor mundial de açúcar, o país deve contar com uma oferta de 36,8 milhões de toneladas, 3,5% acima do estimado para a safra atual, segundo a consultoria Datagro. Mundialmente, a Organização Internacional do Açúcar fala em um superávit modesto, enquanto as previsões privadas são de um excedente de mais de 2 milhões de toneladas. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 76,29 a saca de 50 quilos, queda de 0,95%.

Café: Impulso cambial: A queda dólar ante o real após o Fed descartar um aperto monetário mais forte nos EUA na última semana voltou a dar sustentação aos preços do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,4525 a libra-peso, avanço de 320 pontos. A moeda americana mais fraca tende a reduzir as margens dos exportadores, isso pode deixar as vendas no mercado doméstico mais atrativas que no internacional. Assim, a oferta no mercado externo cairia. De acordo com a Conab, os brasileiros devem colher entre 43,65 milhões e 47,51 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2017/18, redução de 15% a 7,5% na comparação com a safra anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão em São Paulo ficou em R$ 489,94, alta de 0,25%.

Cacau: El Niño a caminho: As previsões de retorno às condições de El Niño no Oceano Pacífico no próximo semestre deu força aos preços do cacau na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 2.120 a tonelada, avanço de US$ 98. Segundo o escritório de meteorologia da Austrália, seis dos oito modelos meteorológicos usados pelo órgão indicam um aquecimento anormal das águas superficiais do pacífico no segundo semestre de 2017, com uma probabilidade de El Niño avaliada em 50%. O fenômeno derrubou a produção do oeste da África em 2015/16, gerando um déficit na oferta mundial avaliado em 150 mil toneladas. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor avançou 1,34%, para R$ 105,60 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: Recuo na demanda: O recuo nos embarques americanos de milho pressionou os contratos futuros do grão na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,7125 o bushel, recuo de 3,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país enviaram 1,33 milhão de toneladas de milho para o exterior na semana móvel encerrada no último dia 16, volume 14,8% inferior ao registrado na semana anterior. No cenário macroeconômico, a queda nos preços do petróleo ajudou a catalisar as perdas. O óleo mais barato tende a reduzir a demanda por etanol, produzido a partir do milho nos EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal ficou cotado em R$ 34,32 a saca de 60 quilos, queda de 0,92% ante o último pregão. (Valor Econômico 21/03/2017)