Macroeconomia e mercado

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Bolsa e real em alta levam de volta 14 brasileiros à lista global de bilionários

A alta da Bolsa de Valores e a valorização do real em relação ao dólar pesaram mais do que a recessão econômica, e o Brasil ganhou 14 "novos" bilionários na tradicional lista da revista "Forbes".

No total, há 43 brasileiros na lista de 2017 com um patrimônio de ao menos US$ bilhão, ante 31 no levantamento anterior, duas pessoas morreram entre as duas divulgações: Edson Godoy Bueno, fundador da Amil, e Ivens Dias Branco, do grupo M. Dias Branco.

As aspas nos "novos" é por um motivo simples: todos os nomes diferentes em relação ao ranking do ano passado apareciam no levantamento da publicação de 2015. Naquele ano, havia 54 brasileiros na lista.

Entre eles, estão Rubens Ometto Silveira Mello, da Cosan (com US$ 1,4 bilhão), Jayme Garfinkel, da Porto Seguro (dono de um patrimônio de US$ 1,5 bilhão), e Ana Lucia Villela, acionista do Itaú Unibanco e que tem uma fortuna de US$ 1,7 bilhão.

Acesse para ver os bilionários brasileiros: a posição mundial, o patrimônio em US$ bilhões e idade de cada um deles:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1868297-bolsa-e-real-em-alta-levam-de-volta-14-brasileiros-a-lista-global-de-bilionarios.shtml

(Fonte: Folha de São Paulo 21/03/2017)

 

Corte menor no orçamento nacional pode levar a aumento de tributo sobre combustíveis

A equipe econômica vai apresentar ao presidente Michel Temer duas propostas de alteração no Orçamento de 2017 para cumprir a meta de déficit de R$ 139 bilhões neste ano.

A primeira prevê um contingenciamento superior a R$ 60 bilhões para evitar aumento de tributos. A segunda considera um bloqueio de gastos em torno de R$ 50 bilhões. A diferença, nesse caso, seria coberta pelo aumento na alíquota de PIS/Confins sobre combustíveis.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento têm até esta quarta-feira (22) para definir o volume de recursos que será preciso contingenciar no Orçamento.

Os recursos bloqueados por meio desse expediente poderão ser liberados ou cortados de forma definitiva mais tarde, dependendo da evolução da arrecadação e das contas do governo ao longo do ano.

O governo ainda mantém a previsão de terminar este ano com um corte máximo de R$ 30 bilhões, o que dependerá da retomada do crescimento e da consequente melhora na arrecadação. (Reuters 21/03/2017)

 

Petrobras fecha 2016 com prejuízo de R$ 14,8 bilhões

Ainda sob forte impacto das baixas contábeis feitas ao longo do ano, a Petrobras fechou 2016 com prejuízo de R$ 14,824 bilhões. Foi o terceiro ano seguido com perdas bilionárias em seu balanço, em 2015, o prejuízo foi de R$ 34,836 bilhões.

No quarto trimestre de 2016, a empresa registrou lucro de R$ 2,510 bilhões, provocado pelo aumento das exportações de petróleo e redução das despesas financeiras.

O resultado, porém, foi insuficiente para reverter as perdas de R$ 17,334 bilhões acumuladas nos primeiros nove meses do ano.

No terceiro trimestre, a empresa havia anunciado baixas contábeis de R$ 15,7 bilhões, referentes a efeitos do aumento do risco-país, do câmbio e da postergação de alguns projetos.

Em entrevista para detalhar o balanço, o presidente da companhia, Pedro Parente, defendeu que a empresa vem apresentando evolução em seu desempenho operacional, mas que ainda não pode perder o foco em medidas para reduzir o elevado endividamento.

"Pelo sétimo trimestre seguido, apresentamos um fluxo de caixa livre (isto é, a empresa gerou mais dinheiro do que gastou", disse ele. No trimestre, o fluxo de caixa livre foi de R$ 11,953 bilhões. No acumulado do ano, foram R$ 41,572 bilhões.

O resultado foi obtido com o aumento da produção e das margens de lucro na venda de combustíveis. Mas também sofrem impacto de uma redução nos investimentos, que foram 32% menores do que os realizados em 2015.

Parente citou, entre os avanços, o recorde na produção de petróleo no país, de 2,144 milhões de barris por dia, e o fato de a empresa ter se tornado, ao final do ano, exportadora líquida de petróleo e derivados, a empresa vendeu no exterior uma média de 168 mil barris por dia a mais do que comprou.

Com maior produção do pré-sal, a companhia tem reduzido as compras de óleo leve no exterior, que antes eram necessárias para a produção de diesel e querosene de aviação. Em 2016, o petróleo nacional representou 92% do suprimento às refinarias da Petrobras, contra 84% no ano anterior.

"Isso gera uma grande economia logística", disse o diretor de abastecimento da companhia, Jorge Celestino. "Praticamente, estamos importando óleo leva apenas para a produção de lubrificantes".

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros e impostos) foi de R$ 88,693 bilhões, contra R$ 73,859 bilhões no ano anterior.

Beneficiada pela valorização do real frente ao dólar e por pagamentos antecipados de empréstimos, a dívida líquida da companhia caiu de R$ 391,962 bilhões, ao fim de 2015, para R$ 314,120 bilhões. Em dólares, caiu de US$ 100,425 para US$ 96,381 bilhões.

O indicador de dívida líquida sobre Ebitda, que é uma das prioridades do plano de negócios da companhia, caiu de 5,11 vezes para 3,54 vezes. A meta é chegar a 2,5 vezes em 2018. Parente não descartou, porém, buscar um número inferior a esse.

"Não achamos que 2,5 vezes realmente é o número final. O número que é mais confortável é 1,5 vezes"' disse, frisando que "nenhum relaxamento, nenhum refresco" será dado se a meta for atingida antes do prazo.

A Petrobras fechou 2016 com uma receita de R$ 282,589 bilhões, queda de 12% com relação aos R$ 321,638 registrados em 2015.

TCU

Parente disse que a empresa ainda prevê atingir sua meta de venda de ativos, apesar das mudanças que terá que fazer para dar maior transparência ao processo por exigência do TCU (Tribunal de Contas da União).

Considerando que faltaram US$ 1,5 bilhão para atingir a meta de US$ 15,1 bilhões para o período entre 2015 e 2016, o presidente da estatal disse que a expectativa agora é vender US$ 21 bilhões até o fim de 2018.

Questionado sobre a possibilidade de atrasos no processo, o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, afirmou que a empresa já passou por uma "curva de aprendizado" e que agora as negociações serão mais rápidas. Entre os ativos afetados, está a BR Distribuidora.

Parente disse, porém, que as liminares que vêm sendo obtidas por sindicalistas contra venda de ativos têm atrapalhado a entrada de recursos do programa de venda de ativos. Ele citou especificamente o caso da malha de gasodutos vendida à Brookfield por US$ 5,2 bilhões, fechada no ano passado, mas suspensa até que a liminar foi derrubada, no início deste mês. (Folha de São Paulo 22/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Fundos em fuga: O otimismo com a produção de açúcar na safra 2017/18, para quando é esperado um superávit na oferta mundial, tem estimulado a liquidação de posições vendidas dos fundos na bolsa de Nova York, pressionando os contratos futuros da commodity. Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 17,32 centavos de dólar a libra-peso, queda de 37 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, os fundos mantinham um saldo líquido comprado de 90.503 papéis no último dia 14 deste mês, 24,3% abaixo do registrado uma semana antes. O órgão divulga um novo balanço na sexta-feira, referente ao fechamento de ontem. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 76,34 a saca de 50 quilos, alta de 0,07%.

Cacau: Mais uma alta: O cacau ampliou, ontem, os ganhos registrados desde segunda-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 2.157 a tonelada, avanço de US$ 37. A amêndoa é impulsionada pela perspectiva de retorno do El Niño no segundo semestre deste ano, o que poderia comprometer a oferta mundial. O fenômeno climático foi responsável por derrubar a produção no oeste da África no ciclo 2015/16, levando a um déficit na oferta mundial estimado em 150 mil toneladas. Segundo os principais centros meteorológicos do mundo, há entre 40% e 50% de o El Niño se formar na segunda metade de 2017. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio ao produtor subiu 1,32%, para R$ 107 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Retomada das apostas: A retomada das apostas dos fundos na alta do suco de laranja na bolsa de Nova York tem dado sustentação às cotações da commodity. Os contratos com vencimento em julho fecharam ontem a US$ 1,791 a libra-peso, avanço de 405 pontos. De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os fundos ampliaram em 56,26% suas apostas na valorização da commodity, passando para um saldo líquido comprado de 1.261 papéis no último dia 14. Um novo balanço deve ser divulgado na sexta-feira, referente ao fechamento de hoje. As apostas refletem a menor produção nos EUA em meio à entressafra no Brasil. Em São Paulo, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou em R$ 21,21, recuo de 0,8%, segundo o Cepea.

Algodão: Foco em 2017/18: As previsões para a oferta mundial de algodão na safra 2017/18 têm dado o tom das cotações da pluma na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 78,09 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 45 pontos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país deve elevar em 14,2% a sua área plantada na próxima temporada, para 4,65 milhões de hectares ­ a maior em quatro anos. No mundo, a área plantada na safra 2017/18 deverá atingir 30,6 milhões de hectares, um avanço de 5% ante a atual temporada, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês). No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,28 a arroba ontem, segundo a associação de produtores local, a Aiba. (Valor Econômico 22/03/2017)