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Trump assinará ordem que anula medidas contra o aquecimento global

Em novo passo de sua campanha para desmantelar o plano de Barack Obama para frear o aquecimento global, o presidente Donald Trump assinará uma ordem executiva nesta terça (28) que irá suspender, rescindir ou colocar para revisão ao menos seis medidas tomadas pelo antigo presidente.

O objetivo de Trump é impulsionar a produção de energia por combustíveis fósseis nos EUA.

O governo irá iniciar uma revisão do Plano de Energia Limpa, que restringe emissão de gases por usinas de carvão. A regulação, que foi uma das decisões mais importantes de Obama contra as emissões de carbono, tem sido alvo de contestações legais por estados governados por republicanos.

O novo presidente, que já chamou o aquecimento global de "farsa inventada pelos chineses", criticou por diversas vezes o Plano de Energia Limpa, dizendo que este é um ataque aos trabalhadores americanos e à indústria de carvão do país.

Além de cancelar o Plano de Energia Limpa, o governo Trump irá rescindir uma moratória sobre a mineração de carvão em território americano e cobrar agências federais a "identificar todas as regulações, regras e políticas que servem de obstáculo à indústria de energia dos EUA". A ordem executiva também irá retirar menções ao "custo social" de gases do efeito estufa.

O governo ainda discute se irá abandonar o Acordo de Paris sobre o clima, onde os EUA definiram metas ambiciosas para a redução de emissão de carbono.

No início deste mês, o chefe da Agência de Proteção Ambiental de Trump, Scott Pruitt, disse que não acreditava que o dióxido de carbono é um contribuinte importante no aquecimento global. A afirmação é contestada pela maioria dos cientistas e pela própria agência que Pruitt comanda.

A decisão de Trump foi elogiada pela Câmara de Comércio dos EUA, que disse que administração Obama deixou "a energia mais cara com regulações que acabavam com empregos".

Por outro lado, Gina McCarthy, antiga líder da Agência de Proteção Ambiental, disse que a decisão é "perigosa e embaraçosa para nós e para nossos negócios em escala global". (Associated Press 28/03/2017)

 

Pedro Parente tem novo mandato na Petrobras

O conselho de administração da Petrobras aprovou nesta segunda-feira, 27, a recondução do presidente da companhia, Pedro Parente, para um mandato de dois anos. Parente havia sido eleito para o cargo em 31 de maio de 2016, em continuidade ao mandato de Aldemir Bendine. "Com isso, tem início um novo mandato de dois anos", disse a estatal em comunicado ao mercado.

A petroleira explica que no processo de recondução foram renovadas as análises de integridade e do cumprimento dos requisitos da posição. O Comitê de Indicação, Remuneração e Sucessão do Conselho de Administração da Petrobras afirma que "avaliou toda a documentação pertinente e recomendou a aprovação do novo mandato".

Eletrobras

A economista Elena Landau vai substituir José Luiz Alquéres na presidência do conselho de administração da Eletrobras. Nesta segunda, no Facebook, Alquéres comentou a mudança. "Minha sucessora é ótima e o Wilson (Ferreira Júnior), o presidente, muito bom", afirmou.

A substituição será formalizada em 28 de abril. Segundo fontes, Alquéres saiu por desentendimentos com o presidente da estatal. Ele deixará o cargo após nove meses de trabalho. (Agência Estado 28/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Estoques altos: Mesmo com a perspectiva de queda na produção brasileira de café na safra 2017/18, os preços internacionais do grão continuam pressionados pelos elevados estoques do produto nos principais países consumidores. Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a US$ 1,412 a libra-peso, com recuo de 35 pontos. Segundo o Rabobank, a atual preocupação com a escassez de oferta de café se restringe ao mercado brasileiro, já que, "de maneira geral, nos países importadores, os estoques de café permanecem relativamente confortáveis, não dando espaço para retomada nas cotações internacionais". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 477,62 a saca de 60 quilos ontem, com valorização de 0,63%.

Algodão: Sessão instável: As perspectivas de aumento de mais de 14% na área plantada dos EUA na safra 2017/18 associada à passagem de um ciclone tropical na Austrália conferiram forte volatilidade às cotações do algodão na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 78,28 centavos de dólar a libra-peso, recuo de marginal de 3 pontos. Chamado de Debbie, o ciclone pode atingir diretamente as principais regiões produtoras do país, cuja safra 2016/17 está em fase final de desenvolvimento. Segundo a FCStone, se seguir o trajeto previsto, a tempestade poderá afetar tanto a produtividade quanto a qualidade das lavouras. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 92,65 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Leve aumento: A recente série de quedas nas cotações da soja na bolsa de Chicago deu margem a um movimento de compras ontem, impulsionando os preços da oleaginosa apesar da perspectiva de aumento da área plantada nos Estados Unidos em 2017/18. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 9,8225 o bushel, com avanço de 0,5 centavo. Segundo a média das previsões de mercado, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deve estimar em 35,66 milhões de hectares a área plantada com soja na próxima temporada no país, avanço de 5,6% ante o observado na safra atual e acima dos 35,61 milhões de hectares apontados no mês passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 67,24 a saca de 60 quilo, alta de 0,18%.

Milho: Recuo de área: As expectativas com o próximo relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deram sustentação às cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,655 o bushel, alta de 2 centavos. Embora o órgão deva revisar para cima suas estimativas para a safra 2017/18, de 36,42 milhões de hectares para 36,84 milhões de hectares, segundo a média das previsões de mercado, essa área ainda representaria queda de 3,18% ante o projetado para a atual temporada. Segundo a última estimativa do USDA, a produção do país em 2017/18 deve ficar 7% abaixo do atual ano­safra. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 30,42 a saca de 60 quilos ontem, queda de 0,13%. (Valor Econômico 29/03/2017)