Macroeconomia e mercado

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O último ato da Petrobras no etanol

A Petrobras está em negociações para a venda da sua participação de 40% na Bambuí Energia.

Do outro lado da mesa estão um grupo indiano ainda sem negócios no Brasil e a Turdus Participações, do usineiro José Geraldo Ribeiro, dono dos 60% restantes da companhia.

Este é o último ativo da estatal no setor.

A Petrobras não vê a hora de virar essa página e deixar para trás um prejuízo de R$ 1 bilhão, apenas em 2016. (Jornal Relatório Reservado 30/03/2017)

 

O setor está preparado para cumprir a lei do Enlonamento de Carga que entra em vigor em 1 de junho?

Já existem no mercado várias alternativas para o enlonamento da carga canavieira.

A partir de 1 de junho passa a ser obrigatório o enlonamento das gaiolas canavieiras com lona ou dispositivo similar. A Lei já era para ter entrado em vigor desde 2016, mas entidades do setor solicitaram adiamento da data, argumentando que não havia tempo hábil para inserir dispositivos que facilitem a colocação das lonas ou telas nas mais de 23 mil gaiolas em circulação no país.

Já existem no mercado várias alternativas para o enlonamento da carga canavieira, e também muitas usinas desenvolveram soluções caseiras. Mas para muitos, o setor ainda não está preparado para cumprir essa norma, outro problema, é que várias dessas alternativas utilizadas não se apresentam tão eficientes.

O tema, de grande interesse do setor, será debatido no do 19° Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-Açúcar, realizado pelo Grupo IDEA, nos dias 29 e 30 de março, em Ribeirão Preto, SP. Fará parte da palestra: “As novas legislações que irão influir no transporte canavieiro”, que será ministrada por Luiz Nitsch, da Sigma Consultoria Automotiva. (Cana Online 29/03/2017)

 

Cooperativas de crédito terão IOF igual ao do sistema financeiro

A equipe econômica confirmou que as cooperativas de crédito passarão a contar com a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas mesmas alíquotas que já incidem sobre os empréstimos em todo o sistema financeiro. Com a medida, o governo prevê arrecadação de R$ 1,2 bilhão. Os números foram apresentados pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

"Estamos eliminando uma distorção no mercado de crédito na medida em que um dos agentes concedentes de crédito, que são as cooperativas, não têm incidência de IOF. Agora, há isonomia", disse Meirelles. Segundo o ministro, as alíquotas serão idênticas às já praticadas pelos bancos: 0,38% para empresas e 0,041% ao dia chegando ao máximo de 3,38% para as pessoas físicas. "São as mesmas alíquotas que já são prevalentes em todas as operações de crédito". (Agência Estado 29/03/2017)

 

Faturamento da indústria de máquinas sobe 14,5% em fevereiro

Balanço divulgado nesta quarta-feira, 29, pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, mostra que o faturamento do setor subiu 14,5% na passagem de janeiro para fevereiro. Na comparação com o mesmo período de 2016, houve, porém, queda de 17% na receita.

As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam o segundo mês do ano com faturamento de R$ 4,86 bilhões, o que leva para R$ 9,11 bilhões o total faturado no primeiro bimestre, queda de 10,1%.
O desempenho do mês reflete o recuo de 26,3%, na comparação anual, do consumo de máquinas no País, que somou R$ 6,12 bilhões em fevereiro. Na comparação mensal, a queda foi de 11,8%.

Nos dois primeiros meses do ano, as compras de bens de capital, um termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, registraram queda de 22,4%, totalizando R$ 13,06 bilhões.

Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo período de 2016, as exportações do setor, de US$ 607,2 milhões, subiram 4,2%, enquanto as importações de máquinas no País encolheram 14%, chegando a US$ 887,7 milhões.

O déficit comercial ficou, então, 37,5% menor do que o saldo negativo de um ano antes e 58,7% abaixo de janeiro, somando US$ 280,4 milhões em fevereiro.

O balanço da Abimaq revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas brasileiras subiu 0,8% na passagem de janeiro para o mês passado.

A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, ficou estável. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 292,6 mil pessoas, 5,9% abaixo do total ocupado em fevereiro de 2016. (Agência Estado 29/03/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Recuo em NY: As boas condições climáticas no Brasil pressionaram os contratos futuros do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 17,22 centavos de dólar a libra-peso, queda de 38 pontos. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Centro-Sul do Brasil processou 3,26 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de março, volume 38,43% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, mas 197,5% superior à moagem da última quinzena de fevereiro. No cenário macroeconômico, as perspectivas de alta do dólar ajudaram a pressionar os contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 74,75 a saca de 50 quilos, alta de 0,48%.

Algodão: De olho no USDA: A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) eleve a estimativa para a área plantada com algodão pressionou os preços da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam o pregão a 77,63 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 65 pontos. De acordo com a média das previsões de mercado coletadas pelo "The Wall Street Journal", o USDA deve elevar sexta-feira a estimativa para o plantio da pluma no país para 4,81 milhões de hectares, ante 4,65 milhões de hectares projetados no mês passado. A estimativa de fevereiro já indicava a maior área plantada nos EUA em quatro anos. No mercado brasileiro, o preço médio pago ao produtor na Bahia foi de R$ 92,65 por arroba, de acordo com a associação de produtores local, a Aiba.

Cacau: Excedente de oferta: As perspectivas de curto prazo para a oferta mundial de cacau pressionaram os contratos futuros da amêndoa na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em julho fecharam a sessão a US$ 2.091 por tonelada, queda de US$ 44. A safra 2016/17, em curso, deve registrar um superávit estimado em 264 mil toneladas pela Organização Internacional do Cacau (ICCO). Isso se deve à melhora das condições climáticas no oeste da África, região que concentra dois terços da produção mundial. Na Costa do Marfim, maior produtor mundial, o órgão estima que serão colhidas 1,9 milhão de toneladas da amêndoa. No Brasil, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, subiu 0,37%, para R$ 106,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Trigo: Rearranjo de posições: As projeções para o próximo relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) têm levado a um reposicionamento dos fundos nas bolsas americanas, o que impulsionou os preços do trigo ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho subiram 1 centavo de dólar, para US$ 4,385 o bushel enquanto em Kansas o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,365, recuo de 0,5 centavo. "Parece que os operadores de mercado estão se reposicionando diante das estimativas da área plantada do USDA" na sexta-feira", avalia o Commerzbank, em nota. O órgão deve indicar o plantio de 18,63 milhões de hectares do cereal na safra 2017/18, queda de 8%. No mercado interno, o preço médio no Paraná foi de R$ 598,92 a tonelada, alta de 0,3%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 30/03/2017)