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Refinarias à venda

Em encontro fechado com investidores na última semana, em São Paulo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa está concluindo a modelagem da venda de ativos na área de refino, como antecipou o RR em 24 de fevereiro.

Segundo Parente, a meta é dar a partida na operação em julho.

Procurada, a Petrobras informou que "o modelo de parcerias no refino está em análise e não há previsão para conclusão desse processo". (Jornal Relatório Reservado 10/04/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ainda a Índia: As especulações com a decisão da Índia de autorizar uma cota de importação de 500 mil toneladas de açúcar deram força às cotações da commodity na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 16,74 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 25 pontos. Embora o volume anunciado tenha ficado abaixo das expectativas de mercado, alguns analistas avaliam que o país realizará novas autorizações ao longo do ano. Na semana, a commodity acumulou queda de 83 pontos em meio à liquidação de posições vendidas dos fundos e à perspectiva de superávit na oferta mundial em 2017/18. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 73,56 a saca de 50 quilos, com recuo de 0,03%.

Cacau: Correção em NY: Uma correção no valor dos contratos do cacau derrubou os preços da amêndoa na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 2.007 a tonelada, queda de US$ 83. A commodity vinha sendo sustentada por uma onda de compras após ter atingido o menor patamar desde 2008, mas os fundamentos do mercado continuam sendo de queda. Segundo estimativa da Organização Internacional do Cacau (ICCO), a oferta mundial na atual temporada, a 2016/17, deve apresentar um superávit de 264 mil toneladas após um déficit de 150 mil toneladas na safra 2015/16. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus, na Bahia, ficou em R$ 103 a arroba, queda de 1,9%, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri).

Algodão: Liquidação de posições: A liquidação de posições vendidas dos fundos na bolsa de Nova York em meio às previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de um aumento de 21% da área plantada nos EUA pressionou os contratos futuros do algodão na última semana. Na sexta-feira, os papéis com vencimento em julho fecharam a 75,47 centavos de dólar a libra-peso, queda de 93 pontos. Na semana, as perdas acumuladas somam 312 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, os fundos mantinham um saldo líquido comprado de 94.729 papéis no último dia 4, queda de 10,16% ante o observado uma semana antes. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia, ficou em R$ 89,28 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Trigo: Seca na Rússia: O clima seco na Rússia levou a revisões nas estimativas de safra do país para 2016/17, o que deu força às cotações do cereal nas bolsas americanas na última sexta-feira. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 4,3625 o bushel, avanço de 0,25 centavo. Já em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,3425 o bushel, alta de 1,25 centavo. Segundo a consultoria russa IKAR, o país colherá de 64 milhões a 69 milhões de toneladas do cereal, volume inferior ao intervalo de 67 milhões a 73 milhões de toneladas estimados anteriormente pela empresa. A Rússia é o terceiro maior produtor mundial de trigo atrás de China e Índia. No mercado interno, o preço médio do cereal praticado no Paraná ficou em R$ 604,56 a tonelada, avanço de 0,32%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 10/04/2017)