Macroeconomia e mercado

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Faturamento da divisão de agronegócio da Basf cresce 4% no 1º tri

A divisão de soluções agrícolas da gigante alemã Basf teve um faturamento de 1,9 bilhão de euros no primeiro trimestre deste ano, 4% superior ao do mesmo período de 2016.

Segundo a companhia, o resultado é consequência de um aumento nas vendas e de efeitos cambiais positivos, mas com preços estáveis para seus produtos.

O lucro antes de juros e taxas (Ebit, na sigla em inglês) da divisão caiu 52 milhões de euros na comparação anual, para 533 milhões de euros. “Este é resultado de margens mais baixas devido a um mix de produtos diferentes”, diz o texto de divulgação dos resultados. A empresa também justifica a queda do Ebit pelo aumento de custos fixos com a contratação de novos funcionários.

No total, o faturamento da Basf cresceu 19, para 16,9 bilhões de euro. (Valor Econômico 27/04/2017)

 

Vendas da John Deere na América do Sul devem crescer entre 15% e 20%

Ancorada na supersafra brasileira de grãos, a John Deere espera crescimento de 15% a 20% nas vendas de máquinas agrícolas na América do Sul em 2017. "Estamos vendo uma reação nas indústrias e nas vendas e isso provém de três fatores: o primeiro é ano excelente de produtividade e produção, para 230 milhões de toneladas no Brasil; o segundo fator é que, mesmo com queda nos preços, a margem ainda está positiva", disse Alex Sayago, diretor de Vendas e Marketing da América do Sul da companhia.

"O terceiro fator positivo são os instrumentos de financiamento e acesso ao financiamento, o que melhora as vendas", emendou. Sayago minimizou o fato de os juros do crédito agrícola terem ficado mais "caros" e até mesmo negativos com a queda na inflação e na taxa básica de juros e disse esta confiante que o governo continuará com apoio ao setor na safra 2017/2018.

"Monitoramos a situação de juros, acompanhando as declarações do Ministério da Agricultura, do BNDES e entendemos que uma situação não foi definida por completo. Mas estamos confiantes de que as autoridades vão continuar apoiando a agricultura". O executivo lembrou que a John Deere considera o Brasil um dos mercados mais importantes e que seguirá com investimentos no País.

Nos últimos dez anos, o aporte da montadora no País somou cerca de US$ 500 milhões. (Agência Estado 02/05/2027)

 

FMC reverte lucro e tem prejuízo de US$ 124,2 milhões

A norte-americana FMC Corporation, do setor químico, registrou prejuízo líquido de US$ 124,2 milhões (US$ 0,93 por ação) no primeiro trimestre de 2017. Em igual período do ano passado, a companhia havia reportado lucro de US$ 48,3 milhões (US$ 0,36 por ação). A receita recuou 1,7%, para US$ 596 milhões.

No segmento de soluções agrícolas, a receita foi de US$ 530 milhões, 3% menor na comparação anual. A pressão veio de vendas menores na Europa e América Latina, que foram parcialmente compensadas pelo desempenho melhor do que o esperado na região da Ásia e América do Norte.

"A FMC apresentou um trimestre sólido", disse Pierre Brondeau, CEO e presidente da empresa. "No setor de soluções agrícolas, nós elevamos nossa lucratividade em um mercado que permanece desafiador", acrescentou. Para o encerramento de 2017, a empresa projeta um ganho por ação entre US$ 2,20 e US$ 2,60, em base ajustada.

Para o setor de soluções agrícolas, em específico, a empresa espera que as receitas fiquem entre os US$ 2,2 bilhões e US$ 2,4 bilhões. O lucro do setor deve ficar entre US$ 410 milhões e US$ 450 milhões, alta de 8% na comparação anual. O desempenho deve ser influenciado pelo fortalecimento do mercado na América Latina no segundo semestre e um ano robusto nas vendas na Ásia. (Agência Estado 02/05/2017)

 

A hora dos elétricos: petrolíferas começam a admitir que os carros elétricos vêm para ficar

Os carros elétricos estão com o pé na tábua, e isto já não é a opinião das montadoras apenas. A Total S.A., uma das maiores companhias de petróleo do mundo, declarou que os elétricos devem corresponder a quase um terço das vendas de carros novos até o fim da próxima década.

Com a ascensão dos veículos a bateria, a demanda por combustíveis derivados de petróleo terá seu pico na década de 2030. Ao menos é nisto que acredita Joel Couse, economista-chefe da Total, que discursou numa conferência organizada pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em Nova York. Os elétricos representarão entre 15% e 30% dos novos veículos até 2030, após o que “a demanda de combustíveis irá se estagnar”, afirmou Couse, ou “talvez até declinar”.

Trata-se da mais otimista projeção para os carros elétricos já feita por um representante de alguma gigante do setor de petróleo, superando as previsões da própria BNEF, segundo Colin McKerracher, analista-chefe de transportes avançados da entidade.

“É muita coisa. É de longe a [previsão para os elétricos] mais agressiva que já se viu por parte de alguma das grandes” Colin McKerracher, analista da Bloomberg

Outras empresas do setor vêm ajustando suas previsões de longo prazo para a demanda de petróleo. Ben van Beurden, da Royal Dutch Shell, afirmou em março que essa demanda deve chegar ao ápice na reta final da década de 2020. A empresa criou uma nova divisão de negócios destinada a identificar setores onde as tecnologias limpas provavelmente serão mais lucrativas.

Os elétricos estão começando a competir com os modelos a gasolina, tanto em termos de preço como de performance. A bateria é o componente mais caro de um veículo elétrico, podendo representar metade do custo total, segundo a BNEF. Os primeiros elétricos que conseguiram competir de igual para igual em matéria de preço foram modelos de luxo, com destaque para o Model S, da Tesla, que é hoje o mais vendido da categoria nos Estados Unidos.

Mas o custo das baterias vem caindo numa base de 20% ao ano, e as montadoras estão investindo bilhões para eletrificar suas frotas. A Volkswagen projeta que 25% de suas vendas sejam de elétricos até 2025. Já a Toyota tem planos para encerrar as operações com combustíveis fósseis até 2050.

Atualmente, os carros elétricos representam em torno de 1% das vendas globais, mas as montadoras tradicionais estão se preparando para a revolução. A Volks pretende entrar forte na briga em 2018, com um Audi SUV elétrico e a primeira rede de recarga de alta velocidade dos Estados Unidos, para competir com as estações Supercharger da rival Tesla, capazes de recarregar um veículo em menos de uma hora. A Tata Motors, com o Jaguar, e a Volvo também estão preparando modelos promissores, e em algum momento até 2020 devemos testemunhar uma verdadeira avalanche, com Mercedes-Benz, Volks, GM e outras colocando dezenas de novos modelos no mercado. (Bloomberg 02/05/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ladeira abaixo: Os contratos futuros do açúcar voltaram a registrar queda ontem na bolsa de Nova York, pressionados pela atuação dos fundos diante das previsões de superávit na oferta mundial em 2017/18. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 16,15 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 25 pontos. Segundo a Comissão de Negociações de Futuros de Commodities (CFTC), o saldo líquido comprado dos fundos somava 13.656 papéis no dia 25, queda semanal de 56,47%. No último mês, a retração chega a cerca de 76%. "Estamos assistindo a uma superabundância de notícias baixistas que se acumulam, potencializando a queda", afirma a Archer Consulting, em nota. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 77,04 a saca de 50 quilos, alta de 0,68%.

Cacau: Superávit em 2016/17: A perspectiva de superávit na oferta mundial de cacau na safra 2016/17 segue pressionando as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a US$ 1.805 a tonelada, recuo de US$ 7. Segundo a Organização Internacional do Cacau, a oferta superará a demanda em 264 mil toneladas nesta temporada. Soma­se a esse cenário os sinais de demanda enfraquecida na Europa, onde está concentrado um terço do processamento mundial. A região aumentou em 1,1% o consumo da amêndoa no primeiro trimestre de 2017, abaixo das expectativas de alta de 1,5%. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor subiu 1,04%, para R$ 96,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Déficit em 2017/18: A previsão de déficit na oferta mundial de algodão em 2017/18 deu força aos contratos futuros da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 79,37 centavos de dólar a libra-peso, alta de 42 pontos. De acordo com o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês), a produção mundial deverá somar 23,58 milhões de toneladas na atual temporada, enquanto o consumo alcançará 24,55 milhões de toneladas. Na China, terceiro maior importador mundial, o ICAC estima um consumo de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 1%, em meio aos leilões de estoques no país. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 91,81 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Milho: Plantio nos EUA: O avanço do plantio da safra 2017/18 nos EUA ajudou a pressionar as cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 3,7225 o bushel, queda de 5,25 centavos. Apesar das fortes chuvas registradas no sul do país no fim de semana, o plantio do grão nos EUA atingiu 34% da área total estimada para a atual temporada até o último dia 30, avanço semanal de 17 pontos percentuais, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Com isso, os trabalhos em campo, que estavam atrasados até semana passada, alinharam­se com a média histórica para o período, de 34%, apesar do atraso em relação a 2016. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 27,91 a saca de 60 quilos, queda de 0,92%. (Valor Econômico 03/05/2017)