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Praj demonstra com êxito sua tecnologia de etanol celulósico

O Sr. Nitin Gadkari, ministro indiano de Transporte, inaugurou a refinaria demonstrativa de etanol celulósico da Praj, perto de Pune, Índia, em 7 de maio de 2017. É a primeira biorefinaria integrada da Índia, construída para mostrar a tecnologia de ponta da Praj do processo de produção de etanol a partir de resíduos agrícolas.

A refinaria demonstrativa tem capacidade para produzir 1 milhão de litros de etanol anualmente a partir de uma grande variedade de biomassa como palha de arroz e de trigo, hastes de algodão, sobras da cana-de-açúcar, bagaço, sabugos de milho e restolhos. Apoiada pela sua experiência e conhecimento de tecnologias integradas de primeira geração, a Praj está confiante de que sua tecnologia de etanol de segunda geração produzirá etanol ao menor custo e emissões de Gases de Efeito Estufa.

A plataforma de tecnologia avançada da Praj permite a expansão de seu portfólio de tecnologia para outros combustíveis renováveis e produtos químicos.

Praj, uma empresa conhecida por tecnologias que reduzem as emissões de gases de efeito estufa, além de melhorarem significativamente a sustentabilidade dos negócios na primeira geração do etanol, espera que sua tecnologia de etanol de segunda geração seja pioneira na indústria.

A Praj investiu cerca de US$ 30 milhões de sua provisão interna para o desenvolvimento da tecnologia de etanol celulósico nos últimos sete anos.

A Praj já assinou Memorandos de Entendimento com a Indian Oil Corporation e a Bharat Petroleum Corporation Ltd para que sejam parceiros tecnológicos em certos projetos na Índia.

Na primeira fase, cerca de 10 a 12 projetos, baseados na tecnologia de etanol de segunda geração, estão sendo planejados em todo o país, cada um com desembolso de capital de aproximadamente US$ 100 milhões e uma capacidade média de 100 mil litros de etanol por dia.

O Sr. Pramod Chaudhari, Presidente Executivo da Praj disse: "Esta tecnologia possui grande potencial para impulsionar a economia rural, criar empregos e ajudar a melhorar a sustentabilidade de forma significativa".

Sobre a Praj Industries Limited

A Praj é uma empresa global de soluções de processos impulsionada pela inovação e as capacidades de integração, oferecendo soluções para agregar valor significativo às instalações de bioetanol, equipamentos e sistemas de processos críticos, soluções de Hipurity e bioprodutos. Nas últimas três décadas, a Praj manteve o foco em aplicações ambientais, energéticas e processos agrícolas. A Praj tem sido um parceiro confiável para engenharia de processos, além de instalações e equipamentos e sistemas críticos com mais de 750 referências em cinco continentes. As soluções oferecidas pela Praj são apoiadas pelo seu avançado Centro de Pesquisa e Desenvolvimento chamado Praj Matrix. A Praj está listada na Bolsa de Valores Nacional da Índia e na de Bombaim. (Brasil Agro 10/05/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Otimismo: O otimismo com a produção mundial na safra 2017/18 colaborou para a queda nas cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1,3515 a libra-peso, recuo de 175 pontos. Em relatório, a Organização Internacional do Café (OIC) destacou ontem que "as preocupações iniciais em relação a geadas no Brasil e a uma escassez de chuvas no Vietnã, que poderiam afetar a safra 2017/18, diminuíram". O órgão lembrou ainda que os estoques dos EUA atingiram o maior nível desde 1994 em março, o que também pressiona o mercado. Os EUA são o maior consumidor mundial de café. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 454,11 a saca, queda de 1,72%.

Cacau: Quarta alta: Quarta alta seguida: O cacau registrou sua quarta alta consecutiva na bolsa de Nova York ontem, acumulando ganhos de US$ 180 (10,11%) desde quinta­feira. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1.960 a tonelada, avanço de US$ 5. Em nota, o banco privado alemão Commerzbank destaca que foram identificados alguns casos de fungos em pés de cacau da Nigéria, fazendo com que alguns especuladores aproveitassem para cobrir suas posições vendidas e realizarem lucros enquanto ainda podem. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), os fundos aumentaram em 20,97% as apostas na queda do cacau na semana passada. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável, em R$ 100 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Soja: De olho no USDA: O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga hoje sua primeira previsão para a oferta de soja na safra 2017/18, o que motivou ajustes de posições ontem. Os papéis para julho fecharam a US$ 9,74 o bushel, alta de 9,25 centavos. Apesar do plantio recorde para 2017/18, a média das previsões de mercado indica que o órgão apontará produção de 115,6 milhões de toneladas da oleaginosa, ante 117,21 milhões de toneladas estimados para a temporada 2016/17. Em relação aos estoques do país para 2017/18, espera-se que seja indicado um aumento para 15,1 milhões de toneladas, ante 12,12 milhões em 2016/17. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 69,87 a saca de 60 quilos, alta de 0,79%.

Trigo: Melhor que o esperado: As condições melhores do que o esperado das lavouras de trigo dos EUA pressionaram as cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o grão com vencimento em julho fechou a US$ 4,295 o bushel, queda de 4 centavos. Em Kansas, o mesmo contrato caiu 5,5 centavos, para US$ 4,3875 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 53% do trigo de inverno americano estava em boas ou excelentes condições até o dia 7, um ponto percentual abaixo do registrado uma semana antes e abaixo dos 62% do mesmo período da safra 2016/17. O mercado esperava que o órgão apontasse 51% das lavouras nessas condições. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 614,09 a tonelada ontem, alta de 1,57%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 10/05/2017)