Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Déficit em 2017/18: A mudança nas perspectivas para a oferta e demanda mundial de açúcar na safra mundial 2017/18 tem dado impulso às cotações do açúcar na bolsa de Nova York nesta semana. Ontem, os papéis com vencimento em outubro fecharam a 16,14 centavos de dólar a libra-peso, alta de 38 pontos. Na semana, o açúcar acumula ganhos de 55 pontos. Esta semana, a consultoria FCStone estimou um déficit de 271 mil toneladas na safra 2017/18. Se confirmada a previsão, será a terceira safra consecutiva em que a demanda superará a oferta no mercado mundial. Na Europa, o tempo frio coloca em xeque as previsões de um alta de 18% na oferta local. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,76 a saca de 50 quilos, queda de 0,05%.

Café: Efeito do câmbio: O cenário macroeconômico, com o dólar registrando a maior queda em uma semana ante o real, deu força às cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1,3665 a libra-peso, avanço de 150 pontos. Na semana, o grão acumula alta de 95 pontos. A moeda americana mais fraca tende a desestimular as exportações do Brasil, reduzindo a oferta do país no mercado internacional. Maior produtor mundial, o Brasil deve colher entre 43,65 milhões e 47,51 milhões de sacas de 60 quilos de café, redução entre 15% e 7,5% na comparação com a safra anterior, de acordo com a primeira estimativa da Conab. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 458,39 a saca de 60 quilos, alta de 0,94%.

Cacau: Chuva na África: O cacau registrou queda ontem na bolsa de Nova York, refletindo as previsões de superávit na oferta mundial na safra 2016/17. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1.954 a tonelada, recuo de US$ 6. Na semana, contudo, a amêndoa acumula valorização de US$ 88. O tempo úmido no oeste da África, com relatos de doenças nas lavouras da Nigéria, tem sustentado os papéis esta semana, fomentando movimentos especulativos, segundo o Commerzbank. No último dia 2, os fundos elevaram em 20,97% suas apostas na queda do cacau, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável, em R$ 100,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Maior oferta: As previsões de aumento na produção brasileira de laranja na safra 2017/18 divulgadas pelo Fundecitrus mexeram com o mercado ontem, dia em que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também elevou a estimativa para a oferta americana da fruta. Os contratos de suco de laranja com vencimento em julho fecharam a US$ 1,4365 a libra-peso, recuo de 475 pontos. Segundo o USDA, os EUA colherão 5,16 milhões de toneladas de laranja, alta de 1% ante o apontado em abril, mas ainda 15% abaixo da safra 2015/16. No Brasil, o Fundecitrus estimou que a produção deve somar 365 milhões de caixas, alta de 48,6% sobre o ciclo anterior. No mercado interno, o preço médio da caixa de laranja destinada à indústria recuou 1,62%, para R$ 16,40, segundo o Cepea. (Valor Econômico 11/05/2017)