Macroeconomia e mercado

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Temer não queria ser ouvido; por isso, acabou sendo “escutado”

Um dos enigmas do grampo de Michel Temer, a incapacidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em rastrear escutas e garantir a privacidade do presidente da República, foi respondido em parte ao RR por uma fonte do setor de informações das Forças Armadas.

Por arrogância ou intenção proposital de não ter suas conversas monitoradas, Temer deixou “pontos vazios” e mandou relaxar os procedimentos de controle e segurança nas suas dependências.

É até razoável aceitar que o porão do Palácio do Jaburu não estivesse entre as dependências mais visadas para que fosse montado algum sistema de averiguação.

Mas é estranho que Joesley Batista, um empresário notoriamente envolvido na Lava Jato, tivesse liberado seu ingresso de carro na guarita do Jaburu sem a obrigatoriedade de identificação.

Ou mesmo que, com tamanha folha corrida, não fosse feita pelo menos uma revista protocolar no “convidado”, abrir pastas, palmear bolsos etc. Algo bem menos invasivo do que a busca realizada pela Alfândega norte-americana no ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim.

Convém rememorar que foi o próprio Temer quem desautorizou a aquisição de equipamentos para interferência em dispositivos eletrônicos (ver RR edição de 18 de maio).

A metade do enigma da esfinge, portanto, está decifrada: o setor de informações não foi inepto nas suas responsabilidades. Foi Temer que não deixou o GSI funcionar.

A segunda interrogação é de um silêncio ensurdecedor: o presidente agiu de caso pensado ou por se sentir acima de qualquer risco?

É um dilema entre a criminalidade e a onipotência.

Nenhuma das hipóteses abona plenamente Michel Temer. (Jornal Relatório Reservado 22/05/2017)

 

Máquinas esvaziam a capital dos bóias-frias

Com a mecanização quase total da lavoura de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, figura do cortador se torna cada vez mais rara.

Uma colheitadeira moderna faz o trabalho de até 100 cortadores braçais e opera também à noite.

Depois de três dias viajando de ônibus desde Timbiras, no leste do Maranhão, o trabalhador rural Adão Alves da Silva, de 23 anos, desembarcou em Guariba, interior de São Paulo, em maio do ano passado, para trabalhar no corte da cana-de-açúcar. Ele se transformou em personagem raro. Menos de 150 migrantes chegaram de outros Estados nos últimos 12 meses para se empregarem como cortadores de cana em canaviais da região. Há dez anos, vieram 9.600, segundo a Pastoral do Migrante da Igreja Católica.

A quase extinção dos cortadores, apelidados de bóias-frias, em São Paulo tem relação direta com a proibição da queima da palha da cana-de-açúcar, processo que se iniciou, de forma gradual, em 2007, e termina este ano. Sem a queima, o corte manual da cana torna-se inviável, e é necessário o uso de máquinas. Pela legislação, apenas pequenas propriedades, com menos de 150 hectares, ou áreas com declives acentuados, onde as máquinas não têm acesso, terão permissão para continuar com o corte manual.

Desde a safra de 2006/07, houve queda de 91,5% na área de colheita com autorização para queima em São Paulo. O número de colheitadeiras aumentou de 750 naquela safra para 3.080 na safra 2016/17, além de 670 colhedoras terceirizadas pelas usinas. Na safra atual, o governo do Estado autorizou a queima de apenas 136,9 mil hectares, 2,5% da área total plantada com cana-de-açúcar, o menor número da história.

Rumo

Guariba, que no passado ficou conhecida como a “capital dos cortadores de cana”, por fornecer força braçal às usinas da região de Ribeirão Preto, maior produtora de açúcar e álcool do País, sofre de forma aguda os efeitos dessa mudança. “Antes, com a falta de mão de obra na região, as usinas e plantadores iam buscar cortadores em outros Estados”, lembra o secretário municipal de Administração, Daniel Louzada. Mas, com a proibição gradativa da queima da cana, as colheitadeiras modernas, que fazem o trabalho de até 100 trabalhadores braçais, tomaram conta das plantações. “Só uma usina do município, a Bonfim, chegou a ter 7 mil cortadores. Hoje, é tudo colheita mecânica. Não há mais alojamentos e até as casas de colonos foram demolidas.”

O processo de migração se inverteu. “A grande força migratória que vinha para a safra e retornava para seus Estados não existe mais. Aqueles que se fixaram aqui e não mudaram de atividade, agora viajam para cortar cana em Goiás.” Diariamente, saem cerca de dez ônibus da cidade com ex-cortadores que agora trabalham na indústria, comércio e serviços de Araraquara e Ribeirão Preto.

A chegada da mecanização mudou o perfil dos canaviais e trouxe para a região de Guariba empregos novos e mais bem remunerados que o de cortador de cana, embora em número menor. Uma nova profissão é a de mecânico de colheitadeira, que José Noli, de 52 anos, abraçou. Antes, ele era mecânico de trator. “Estamos com cinco colhedoras nesta fazenda. Enquanto quatro trabalham, uma fica na manutenção preventiva”.

Uma máquina como a que ele atende colhe 300 toneladas por dia, trabalho equivalente ao de 80 homens. “Elas operam também à noite, o que o braçal não pode fazer.” Cada máquina precisa estar acompanhada de pelo menos quatro profissionais: um operador, um soldador e dois mecânicos. Os salários variam de R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil. (O Estado de São Paulo 21/05/2017)

 

Recuperação da colheita de grãos puxa avanço previsto

Ainda que o forte crescimento da colheita brasileira de grãos nesta safra 2016/17 vá liderar a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do país em 2017, culturas como laranja e fumo, que ajudaram a derrubar os resultados do setor em 2016, também terão papel importante nessa retomada, ue não será mais aguda em função de quedas previstas para café, cana e mandioca.

A influência negativa da produção nessas três frentes, porém, começou a pesar na balança neste segundo trimestre. O robusto resultado positivo do PIB do campo de janeiro a março, que será confirmado nos próximos dias, deverá refletir sobretudo a safra recorde de soja, carro-hefe do agronegócio nacional, e, em menor escala, dada as diferenças de volumes, os incrementos observados nas colheitas de milho, arroz e feijão.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura, a produção de soja, a maior parte dela colhida no primeiro trimestre, totalizou 113 milhões de toneladas, 18,4% mais que no ciclo 2015/16 e novo recorde histórico. Como o cálculo do PIB da agropecuária privilegia volume em detrimento de preços, não terá influência relevante sobre o resultado que será anunciado o fato de os preços do grão terem registrado forte queda desde o fim do ano passado, tendência que espremeu as margens de lucro dos agricultores e poderá limitar avanços na próxima temporada (2018/19).

Mas as estimativas de economistas de que o PIB da agropecuária brasileira possa ter crescido mais de 5% no primeiro trimestre também levam em consideração que a colheita de verão de milho cresceu 17,1% em 2016/17, para 30,2 milhões de toneladas, e que houve, de acordo com a Conab, incremento de 12,8% da produção de arroz, para 12 milhões de toneladas. Também pesa positivamente sobre o PIB o salto da colheita de feijão na "safra das águas". Para essa primeira das três safras da leguminosa, a Conab estima aumento de 32,5%, para 1,4 milhão de toneladas.

É importante lembrar que todos esses expressivos percentuais de crescimento espelham, em larga medida, recuperações após os sérios danos provocados por adversidades climáticas às lavouras no ciclo 2015/16, basicamente por causa da influência do fenômeno El Niño. E que, se os ventos estão particularmente favoráveis em 2016/17, já há ameaças no horizonte para a próxima temporada, já que a possibilidade de que o El Niño volte a causar estragos é real.

A colheita de soja ainda respingará nos resultados do PIB no segundo trimestre, bem como as de arroz, da segunda safra de feijão (que deverá aumentar 37,9%, para 1,3 milhão de toneladas) e de algodão em caroço (que tende a subir 15,4%, para 2,2 milhões de toneladas). Mas o pratogonismo ficará mais concentrado na segunda safra de milho, cuja colheita, que começa a ganhar ritmo, deverá chegar a 62,7 milhões de toneladas, 53,7% mais que no ciclo passado. A laranja já começa a jogar a favor, mas café e cana limitarão avanços (ver infográfico acima). Para essas culturas perenes, é a temporada 2017/18 que está começando.

Milho, algodão, laranja, cana, mandioca e café voltarão a dividir as atenções no terceiro trimestre, e no quarto o jogo estará com cana, laranja, mandioca, trigo e fumo. Sem esquecer, ainda, que durante o ano as principais cadeias da pecuária também estarão no tabuleiro, mas com oscilações menores. (Valor Econômico 22/05/2017)

 

Lula e Dilma tinham US$ 150 mi em ‘conta’ de propina da JBS, diz Joesley

O termo de colaboração 1 do empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, descreve o fluxo de duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que o saldo das duas contas bateu em US$ 150 milhões em 2014. Ele disse que o ex-ministro Guido Mantega (Fazenda/Governos Lula e Dilma) operava as contas.

O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma.

Joesley revelou que em dezembro de 2009, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, “para apoio do plano de expansão” naquele ano.

“O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor”, relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele “que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma”.

“O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente”, contou o empresário.

“O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema, e Guido confirmou que sim.”

Joesley declarou que foi feito um financiamento de R$ 2 bilhões, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que Mantega “interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse”.

“A operação foi realizada após cumpridas as exigências legais”, afirmou Joesley. “Sempre percebeu que os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim de evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais.”

O empresário declarou que depositou, “a pedido de Mantega”, por conta desse negócio, crédito de US$ 30 milhões em nova conta no exterior.

“O depoente, nesse momento, já sabia que esse valor se destinava a Dilma; que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$ 150 milhões.”

Segundo Joesley, a partir de julho de 2014, Mantega “passou a chamar o depoente quase semanalmente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, ou na sede do Banco do Brasil em São Paulo, para reuniões a que só estavam presentes os dois, nas quais lhe apresentou múltiplas listas de políticos e partidos políticos que deveriam receber doações de campanha a partir dos saldos das contas”.

Neste trecho de seu depoimento, Joesley cita o partido do Governo Michel Temer. O empresário destacou que o executivo Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F (controladora da JBS), fazia o contato com partidos e políticos.

“A primeira lista foi apresentada em 4 de julho de 2014 por Guido ao depoente, no gabinete do Ministro da Fazenda no 15º andar da sede do Banco do Brasil em São Paulo, e se destinava a pagamentos para políticos do PMDB; que a interlocução com políticos e partidos políticos para organizar a distribuição de dinheiro coube a Ricardo Saud, Diretor de Relações Institucionais da J&F, exceção feita a duas ocasiões”, relatou.

Joesley disse que em outubro de 2014 no Instituto Lula, encontrou-se com Lula e relatou ao petista que as doações oficiais da JBS já tinham ultrapassado R$ 300 milhões.

“Indagou se ele (Lula) percebia o risco de exposição que isso atraía, com base na premissa implícita de que não havia plataforma ideológica que explicasse tamanho montante; que o ex-presidente olhou nos olhos do depoente, mas nada disse”, contou.

Em outra ocasião, em novembro de 2014, Joesley disse que “depois de receber solicitações insistentes para o pagamento de R$ 30 milhões para Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, veiculadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha de Dilma em 2014), e de receber de Guido Mantega a informação de que ‘isso é com ela’, solicitou audiência com Dilma”.

“Dilma recebeu o depoente no Palácio do Planalto; que o depoente relatou, então, que o governador eleito de MG, Fernando Pimentel, estava solicitando, por intermédio de Edinho Silva, R$ 30 milhões, mas que, atendida essa solicitação, o saldo das duas contas se esgotaria; que Dilma confirmou a necessidade e pediu que o depoente procurasse Pimentel”, narrou aos investigadores.

Joesley afirma que, no mesmo dia, encontrou-se com Pimentel no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e disse ao petista “que havia conversado com Dilma e que ela havia indicado que os 30 milhões deveriam ser pagos”.

“Pimentel orientou o depoente a fazer o pagamento por meio da compra de participação de 3% na empresa que detém a concessão do Estádio Mineirão; que afora essas duas ocasiões, Edinho Silva, então tesoureiro da campanha do PT, encontrava-se, no período da campanha de 2014, semanalmente com Ricardo Saud e apresentava as demandas de distribuição de dinheiro; que Ricardo Saud submetia essas demandas ao depoente, que, depois de verificá-las com Guido Mantega, autorizava o que efetivamente estivesse ajustado com o então ministro da Fazenda.”

Defesa

Em nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, que defendem Lula, afirmam: “Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi, ilegalmente, devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos, bancário, fiscal e contábil, foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas, com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.

A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premidas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência, ainda que frivolamente, ao nome do ex-Presidente”. (Isto é Dinheiro 19/05/2017 às 15h: 30m)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeito dólar: Os contratos de açúcar demerara se recuperaram na sexta-feira, na bolsa de Nova York, depois do forte recuo da quinta-feira, quando o dólar foi às alturas na esteira das delações de executivos da JBS. Na sexta-feira, porém, a moeda americana perdeu força, o que fez os papéis para o açúcar com vencimento em outubro encerrarem o pregão com alta de 35 pontos, a 16,59 centavos de dólar. Os movimentos do dólar influenciam as cotações do açúcar, uma vez que podem estimular ou não as exportações, ou seja, a oferta no mercado. Embora baixista, a informação de que o governo chinês deve elevar as tarifas de importação do açúcar extra-cota não chegou afetar as cotações. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,10% na última sexta-feira, para R$ 76,52 por saca.

Café: Dia de ajuste: A última sexta-feira também foi de ajustes para os contratos futuros de café na bolsa de Nova York após a forte queda do dia anterior, quando o dólar disparou em decorrência das delações dos executivos da JBS. Na sexta-feira, o dólar perdeu força, o que levou os contratos de café com vencimento em setembro a fechar com alta de 245 pontos, a US$ 1,3450 a libra-peso. O dólar mais baixo em relação ao real tende a desestimular as exportações da commodity, à medida que reduz a rentabilidade do exportador. Essa oferta menor eleva os preços. Além do impacto da moeda americano, as cotações do café também têm sido influenciadas pelo início da colheita da safra 2017/18 no Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 457,95 por saca, com leve queda de 0,06%.

Soja: Recuperação: Depois de uma quinta-feira de forte alta do dólar, o que elevou o volume de negócios em Chicago e derrubou as cotações da oleaginosa, os contratos futuros subiram na bolsa americana na sexta-feira. Refletindo a perda de força do dólar, os papéis com vencimento em agosto fecharam o último pregão da semana com alta de 7,50 centavos de dólar a US$ 9,5425. Na quinta-feira, o real caiu ao menor nível em 18 anos, o que tornou a soja brasileira mais competitiva no mercado internacional. Além do comportamento do dólar, os traders seguem atentos ao clima nos Estados Unidos, que continua chuvoso, atrasando o plantio de soja, milho e trigo. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,04 por saca, com queda de 1,63%.

Trigo: Na esteira da soja: Acompanhando o comportamento da soja na bolsa de Chicago, os contratos futuros de trigo também subiram na sexta-feira. Os papéis com vencimento em setembro de 2017 fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar a US$ 4,485 por bushel. Em Kansas, os contratos com mesmo vencimento subiram 11,75 centavos a US$ 4,55 por bushel. O mercado foi influenciado pelo ajuste técnico que afetou outros mercados, depois que o dólar perdeu força na sexta-feira. Afora isso, sinais de demanda pelo trigo americano também ajudaram a sustentar as cotações. O Egito comprou mais de 100 mil toneladas do cereal americano, o que não ocorria desde o ano passado, segundo Jack Scoville, da Price Futures. No Paraná, o preço médio do trigo caiu 0,76%, para R$ 612,26 por tonelada. (Valor Econômico 22/05/2017)