Macroeconomia e mercado

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Fora do páreo

O PT procura um nome para ser candidato ao governo do Rio em 2018. Lindbergh Farias, que perdeu a presidência do partido para a senadora Gleisi Hoffmann, já é tratado como carta fora do baralho. (Jornal Relatório Reservado 07/06/2017)

 

Vendas de máquinas agrícolas cresceram 17% em maio

Em maio, as fabricantes de máquinas agrícolas tiveram mais um mês positivo de vendas no Brasil. Boletim divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), na manhã desta terça-feira (6/6), em São Paulo, aponta alta de 17,6% no comércio de tratores e colheitadeiras no mês passado em relação a abril. Ao todo, foram vendidas 4.054 unidades, contra 3.446 em abril.

Com os dados de maio, o desempenho do setor nos primeiros cinco meses do ano melhorou em relação ao ano passado. De janeiro a maio de 2017, a indústria vendeu no país 17.262 tratores e colheitadeiras, ante 13.410 vendidos no mesmo período de 2016. (Globo Rural 06/06/2017)

 

IPI de carro elétrico pode ser reduzido, diz ministro

O ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Coelho Filho, disse que o governo estuda reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre veículos elétricos, hoje em 25%. A ideia é aplicar a mesma a alíquota do imposto cobrado sobre veículos “flexfuel” que, segundo o ministro, é de 7,5%.

“Queremos pelo menos igualar aos 7,5%. Alguns defendem até que seja menos que isso”, afirmou Coelho Filho.

O ministro recebeu na segunda-feira, 5, um veículo elétrico, adaptado pela usina de Itaipu. O modelo, um Renault Fluence preto, será o carro oficial do ministro.

Um eletroposto, que servirá para recarregá-lo, foi instalado em frente ao edifício do MME.Embora já seja realidade em alguns países do mundo, os veículos elétricos ainda não são populares no Brasil.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou a discutir uma regulamentação para a infraestrutura de postos de recarga para esses veículos, que poderá ser explorada por distribuidoras e também por terceiros.

Mesmo sendo alto o custo do veículo elétrico e de sua recarga, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse ser contra a criação de subsídios para o setor. “Não podemos mais uma vez inaugurar um novo subsídio cruzado no setor elétrico. A infraestrutura de reabastecimento não é barata e não parece razoável que seja paga por todos consumidores”, afirmou. “O usuário do veículo elétrico deve ter sinal de preço para custear isso”.

O ministro concordou com a opinião de Rufino. “A escala dos veículos elétricos vai se dar quando as condições estiverem lançadas. A indústria, quando sentir que o ambiente é propício a isso, vai investir”, afirmou. “Ainda é caro, mas a solução não é criar subsídios. A gente luta incansavelmente para reorganizar o setor em relação a todos os subsídios que foram criados no passado”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado 06/06/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão especulativa: A atuação dos fundos na bolsa de Nova York em meio à recomposição dos estoques de café dos principais países importadores do grão pressionou o mercado futuro do café arábica. Os papéis com vencimento em setembro fecharam ontem a US$ 1,2790 a libra-peso, recuo de 290 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, os fundos elevaram em 16% o saldo líquido vendido ao longo da semana móvel encerrada no dia 30, para 18.378 papéis. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais do grão totalizaram 9,54 milhões de sacas em abril deste ano, queda de 5,2% ante abril de 2016. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão em São Paulo ficou em R$ 450,62 a saca de 60 quilos, queda de 1,15%.

Cacau: Chuvas na África: As condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento da safra intermediária de cacau no oeste da África pressionaram as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1.997 a tonelada, recuo de US$ 8. Foram registradas chuvas benéficas para o desenvolvimento da safra intermediária no último fim de semana e há previsão de novas precipitações nos próximos dias, o que corrobora a estimativa de um superávit de 382 mil toneladas feita pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) para a oferta mundial em 2016/17. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável, cotado a R$ 105,50 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Sinais positivos: O bom andamento da safra 2017/18 de algodão nos EUA, maior exportador mundial, levou as cotações da pluma a recuarem ontem na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 74,42 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 12 pontos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 80% da área estimada para a cultura no país havia sido semeada até o último domingo, acima dos 73% observados em igual momento do ano passado. Ainda segundo o órgão, 61% estavam em boas ou excelentes condições nesse período contra 47% no ciclo anterior e uma média histórica dos últimos cinco anos de 55%. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 94,67 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Trigo: Más condições: A piora nas condições das lavouras americanas de trigo deu força às cotações do cereal nas bolsas do país ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,5025 o bushel, avanço de 6,5 centavos. Já em Kansas, o grão com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,5575 o bushel, alta de 8 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 49% do trigo de inverno americano apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, recuo de um ponto percentual na comparação com o visto uma semana antes, abaixo dos 62% registrados no ciclo anterior e o pior resultado para o período desde 2002. No Paraná, o preço médio praticado ficou em R$ 622,31 a tonelada, recuo de 0,01%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 07/06/2017)