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Colheita de café, cana e milho deve acelerar com tempo seco

Previsões de tempo seco no Brasil, pelo menos durante a próxima semana, permitirão que agricultores acelerem a colheita de café, cana, milho segunda safra e outras culturas, após um início lento devido a chuvas incomuns para a época na região centro-sul do país.

O meteorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, disse que uma massa seca e polar na maior parte do Brasil garantirá condições secas durante pelo menos uma semana e possivelmente por mais tempo.

"Com isso, teríamos boas condições para a colheita de café, cana, milho e algodão, entre outros produtos", disse ele.

"Será um clima perfeito para os trabalhos de campo."

O Thomson Reuters Weather Dashboard mostra basicamente zero precipitação acumulada até 7 de julho no grande cinturão de cana em torno de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.

A mesma previsão aplica-se à região produtora de café de Minas Gerais.

A colheita de cana do centro-sul do Brasil está cerca de 30 milhões de toneladas atrasada na comparação com a safra do ano passado, de acordo com o último relatório da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

A colheita de café também está atrasada ante o ano passado e em comparação com a média nos últimos cinco anos. O mesmo está acontecendo com a colheita da segunda safra de milho.

Embora algumas casas comerciais apontem possíveis geadas na região centro-sul nos próximos dias, Santos disse que não vê esse risco, já que as temperaturas não devem cair para níveis que levam ao fenômeno climático. (Reuters 22/06/2017)

 

Ultrapar diz que Cade estendeu por 30 dias prazo para análise de aquisição da Alesat pela Ipiranga

A Ultrapar Participações informou nesta quinta-feira que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estendeu por mais 30 dias o prazo para análise da aquisição da Alesat Combustíveis pela Ipiranga, seu braço de distribuição de combustíveis.

Em comunicado, a Ultrapar esclareceu que o caso será retirado da pauta da reunião na autarquia marcada para 28 de junho. Ainda de acordo com a empresa, o prazo final para conclusão do processo no Cade passará a ser 16 de agosto de 2017. (Reuters 22/06/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Estoques elevados: Os estoques elevados de café nos EUA e Europa, importantes consumidores mundiais da commodity, seguem pressionando as cotações do grão na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega para setembro fecharam a US$ 1,165 a libra-peso ontem, queda de 55 pontos. Segundo a Federação Européia do Café (ECF, na sigla em inglês), havia 663.619 toneladas de café nos portos europeus em março, segundo avanço mensal consecutivo, de 2,64%. Já nos EUA, o volume armazenado somava 7,11 milhões de sacas em 1 de maio, aumento mensal de 224,17 mil sacas (3,25%) e o maior volume já registrado desde 1994, segundo a Associação do Café Verde. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 424,37 a saca de 60 quilos, queda de 3,48%.

Algodão: Área maior nos EUA: As perspectivas de uma revisão positiva nas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA para a área plantada com algodão nos EUA em 2017/18 pressionaram as cotações da pluma em Nova York ontem. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 68,03 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 24 pontos. O órgão divulga estimativa baseada no plantio efetivo dos agricultores americanos na próxima sexta-feira e, segundo previsão do banco Pine, deve elevar em 1,47% as previsões de área do país contra 4,94 milhões de hectares apontados em março, o que já representava um avanço expressivo de 21% ante o ciclo anterior. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 90,29 arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Melhora climática: A melhora das condições climáticas nos EUA segue pressionando as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 9,085 o bushel ontem, recuo de 14 centavos. O mercado também segue atento às perspectivas para o próximo relatório de área plantada dos Departamento de Agricultura dos EUA. O documento, baseado no plantio efetivo, é conhecido por trazer uma previsão mais próxima do resultado final da safra e, segundo o banco Pine, deve apontar queda marginal de 0,3% nas estimativas, para 36,1 milhões de hectares - quase 7% acima da área plantada em 2016/17. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão no porto de Paranaguá ficou em R$ 68,94 a saca de 60 quilos, queda de 1,15%.

Milho: De olho no petróleo: Além do clima nos EUA, a recente desvalorização do petróleo, cujas cotações atingiram o menor patamar em dez meses essa semana, pressiona os contratos futuros do milho em Chicago. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 3,7075 o bushel, recuo de 6 centavos. O petróleo chegou a apresenta sinais de recuperação ontem, mas ainda insuficientes para reverter a forte desvalorização dos últimos dias. O petróleo mais barato tende a reduzir a competitividade do etanol no mercado americano, bicombustível produzido a partir do milho no país, comprometendo a demanda interna pelo grão. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 26,84 a saca de 60 quilos, queda de 1,15%. (Valor Econômico 23/06/2017)