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Cargill vende fábrica em SP à alemã Döehler, diz fonte

A Cargill fechou um contrato para vender a fábrica de preparados de frutas, coberturas e recheios, localizada em São José do Rio Pardo (SP), para a alemã Döehler, companhia global que produz e distribui ingredientes naturais para a indústria de alimentos e bebidas, disse nesta segunda-feira uma fonte com conhecimento da transação.

A venda da unidade segue plano da multinacional norte-americana Cargill de sair do negócio de preparados de frutas, coberturas e recheios no Brasil, de acordo com a fonte, que pediu para não ser identificada, porque o negócio ainda não foi divulgado.

A fonte não tinha informações sobre o valor da transação.

A Cargill é uma das principais companhias que negociam e processam commodities agrícolas como soja e milho no Brasil e no mundo. (Reuters 26/06/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Bom clima e boa safra: As boas condições climáticas no Brasil e na Índia, dois maiores produtores mundiais de açúcar, pressionam as cotações do adoçante na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em outubro fecharam ontem a 12,85 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 32 pontos. No Brasil, o tempo seco observado ao longo do mês de junho favorece a colheita e o processamento da safra 2017/18, com um percentual de cana destinada à produção de açúcar acima do registrado no ciclo anterior (2016/17). Na Índia, as chuvas de monções mais regulares colaboram para o aumento da oferta local após um avanço de 6% na área plantada. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal no Estado de São Paulo ficou em R$ 68,26 a saca de 60 quilos, retração de 2,25%.

Café: Alta especulativa: Os contratos futuros do café arábica registraram alta ontem na bolsa de Nova York, ampliando os ganhos registrados na sexta-feira, quando a commodity reverteu as perdas acumuladas ao longo da semana passada em meio a um ajuste técnico dos fundos. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,245 por libra-peso, avanço de 150 pontos. Na última sexta-feira, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) apontou que os gestores de recursos mantinham um saldo líquido vendido de 37.506 papéis no último dia 20, avanço de 21,04% ante o registrado uma semana antes. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 439,36 a saca de 60 quilos, desvalorização de 3,01%.

Cacau: Superávit em 2017/18: As boas condições climáticas no oeste da África e a possibilidade cada vez mais remota de formação do El Niño no próximo semestre pressionam as cotações do cacau na bolsa e Nova York. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1.845 a tonelada, recuo de US$ 34. Com o clima mais ameno no oeste da África, região que concentra dois terços da produção mundial da amêndoa, as primeiras estimativas para a safra 2017/18 também são de superávit na oferta. Segundo o Rabobank, será registrado um excedente de 140 mil toneladas na oferta mundial em 2017/18 após um superávit de 380 mil toneladas em 2016/17. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável, em R$ 104 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Soja: Más condições: A piora nas condições de desenvolvimento da safra 2017/18 de soja nos EUA apesar da melhora climática no país vem dando força às cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 9,1125 o bushel ontem, avanço de 2,75 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 66% da soja plantada apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, bem abaixo dos 72% observados em igual momento do ciclo anterior e recuo de um ponto percentual ante o registrado uma semana antes. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão com saída pelo porto de Paranaguá ficou em R$ 68,11 por saca de 60 quilos, desvalorização de 0,48%. (Valor Econômico 27/06/2017)