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Governo estuda aumentar imposto sobre combustíveis

Gasolina e diesel podem ficar mais caros com elevação da Cide para gerar receita a cofres públicos.

O governo federal estuda aumentar a Cide Combustíveis, um imposto cobra sobre a venda de gasolina e diesel. A medida pode gerar uma elevação do preço dos dois combustíveis até o fim do ano para aumentar a arrecadação do governo.

Cada R$ 0,10 a mais no preço dos combustíveis resulta num extra de R$ 3,5 bilhões anuais para os cofres públicos. No entanto, o consumidor pode só sentir o aumento em 2018, já que a eventual decisão só começaria a vigorar três meses após sua sanção.

O aumento nos preços de gasolina e diesel ainda pode ter um efeito colateral muito aguardado. O etanol se tornaria comparativamente mais barato, aumentando sua competitividade, bastante reduzida em boa parte do País. (O Estado de São Paulo 29/06/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ajuste técnico: O ajuste de posições dos fundos antes do vencimento dos contratos de açúcar com entrega para julho impulsionou as cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os papéis para outubro fecharam a 13,50 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 74 pontos. Com a valorização, o contrato reverteu as perdas acumuladas de mais de 3,11% na semana até quarta-feira para uma alta de 2,51% até ontem. Segundo analistas, até o último dia 28, havia 48.966 lotes em aberto em Nova York, o equivalente a 2,4 milhões de toneladas. O vencimento dos contratos tem sido acompanhado pela entrega de grandes volumes em Nova York, o que impacta as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 66,08 a saca de 50 quilos, queda de 1,77%.

Café: Frente fria: A chegada de uma frente fria ao Sudeste do Brasil deu força às cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,2635 a libra-peso, com alta de 195 pontos. Segundo Jack Scoville, da Price Futures Group, o frio não deve prejudicar os cafezais, mas existe a possibilidade de as previsões serem revistas e potencial risco de geada no sul de Minas Gerais, importante região produtora de café arábica. Segundo a Safras & Mercado , a colheita da safra 2017/18 no país alcançou 44% da produção estimada em 51,1 milhões de sacas até o dia 27 contra 47% em igual momento do ano passado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 443,49 a saca de 60 quilos, com leve alta de 0,68%.

Milho: Alta pressão nos EUA: As previsões de formação de um sistema de alta pressão no cinturão agrícola dos EUA continuam a sustentar as cotações do milho em Chicago. Os papéis com vencimento em setembro fecharam ontem a US$ 3,695 o bushel, avanço de 3,25 centavos. "Embora as projeções de curto prazo mostrem melhores chuvas nas regiões produtoras dos EUA, é nas previsões de longo prazo que o mercado busca suporte", observa a Granoeste Corretora em nota. Um sistema de alta pressão poderia ocasionar clima quente e seco no início de julho, momento em que as lavouras americanas estão em fase de polinização, período crítico para a produtividade final. No mercado interno, indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 25,89 a saca de 60 quilos, queda de 1,3%.

Trigo: De volta a 1994: Com as condições historicamente ruins das lavouras do trigo de primavera nos EUA, os contratos futuros do grão registraram expressiva alta nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o grão com vencimento em setembro fechou a US$ 4,96 o bushel, com valorização de 23 centavos de dólar. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês encerrou a US$ 4,995 o bushel, avanço de 19,25 centavos. Até o dia 25, 40% da área plantada com o trigo de primavera nos EUA apresentava condições boas ou excelentes, bem abaixo dos 72% observados no mesmo período do ano-safra anterior e a pior avaliação desde 1994, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 642,56 a tonelada, queda de 0,22%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 30/06/2017)