Macroeconomia e mercado

Notícias

Gigante do agronegócio

O Beidahuang Group entrou na disputa pela operação de milho da Dow AgroScience no Brasil, avaliada em US$ 1 bilhão.

Seria a primeira grande investida dos asiáticos no país.

O Beidahuang é um dos "tratores" do agronegócio na China: fatura por ano mais de US$ 20 bilhões. (Jornal Relatório Reservado 04/07/2017)

 

Terra fértil

Ao lado de sócios brasileiros, o grupo Los Grobo vem comprando extensas plantações de soja no Centro-Oeste.

A empresa é controlada por Gustavo Grobocopatel, um dos nomes mais fortes do agronegócio argentino. (Jornal Relatório Reservado 04/07/2017)

 

Avanço total

A francesa Total está despejando um caminhão de dinheiro no pré-sal.

Após desembolsar US$ 2,2 bilhões na aquisição de ativos da Petrobras, quer comprar também a participação de 10% da portuguesa Galp no campo de Iara, na Bacia de Santos.

Ressalte-se que a Total já detém 22,5% da operação, comprados da própria Petrobras. (Jornal Relatório Reservado 03/07/2017)

 

Margens da Ipiranga

A disposição da Petrobras de reajustar os preços dos combustíveis diariamente para conter as importações tem endereço certo.

Em abril e maio, a Ipiranga mais do que duplicou a compra de derivados no mercado externo.

Foram 216 milhões de litros, uma média de 108 milhões por mês.

No primeiro trimestre, essa média foi de 57 milhões. (Jornal Relatório Reservado 03/07/2017)

 

Petrobras eleva preço da gasolina em 1,8%; valor do diesel sobe 2,7%

Esse é o primeiro ajuste após a petroleira anunciar na sexta-feira (30) que ajuste nos preços poderá ser feito diariamente.

A Petrobras decidiu nesta segunda-feira aumentar o preço médio do diesel nas refinarias em 2,7% e elevar o da gasolina em 1,8%, a partir de terça-feira (4), informou a petroleira.

A empresa não detalhou os motivos para o movimento. O ajuste é o primeiro após a revisão feita em sua política de preços na semana passada, que busca aumentar a frequência de reajustes em uma tentativa de retomar participação de mercado. A partir de agora, segundo a estatal, os preços dos combustíveis poderão cair ou subir diariamente.

Na sexta-feira (30), a Petrobras revisou sua política de preços do diesel e da gasolina, dando certa liberdade para que a área de marketing e comercialização da empresa reajuste as cotações na refinaria de forma mais frequente, inclusive diariamente, em busca de maior competitividade e com o objetivo principal de recuperar receita e participação de mercado, devido ao aumento das importações de combustíveis, distribuidoras concorrentes vêm ganhando mercado da estatal.

Os ajustes de preços de combustíveis passarão a ser divulgados através de site próprio e nos canais internos de comunicação aos clientes.

A partir da nova orientação, a área técnica de marketing e comercialização da Petrobras poderá realizar ajustes sempre que achar necessário, dentro de uma faixa determinada, de redução de 7% a alta de 7% sobre os preços vigentes dos derivados nas refinarias.

Na sexta-feira, Petrobras anunciou redução

Na última sexta-feira, a Petrobras reduziu o preço médio nas refinarias em 5,9% para a gasolina e 4,8% para o diesel, na 3ª redução de preços nas refinarias em menos de 40 dias. O último corte tinha sido anunciado no dia 14 de junho. Na ocasião, o valor da gasolina foi reduzido em 2,3% e o do diesel em 5,8%.

Na semana passada, o valor médio da gasolina no Brasil caiu pela 7ª vez seguida. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pela Agência Nacional de Petróleo, o valor por litro foi de R$ 3,542 para R$ 3,51, o menor valor desde outubro de 2015. (G1 04/07/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Condições favoráveis: As boas condições de desenvolvimento da safra 2017/18 de cana-de-açúcar pressionaram as cotações do açúcar refinado na bolsa de Londres ontem. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a US$ 388,90 a tonelada, recuo de US$ 1,60. Segundo o banco Pine, as chuvas de monções estão acima da média nas regiões produtoras da Índia e na Tailândia, beneficiando a produtividade da cana-de-açúcar. "Até mesmo o Paquistão, que ficou vários anos ausentes do mercado internacional, está com um excedente exportável de produto", destaca o banco. No Brasil, a maior destinação de cana para a produção de açúcar também pressiona a commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 63,08 a saca de 50 quilos, com queda de 0,39%.

Cacau: Feriado nos EUA: O feriado do Dia da Independência nos EUA reduziu o volume de negociações na bolsa de Londres ontem, dando espaço para o cacau reagir, apesar dos fundamentos de queda do mercado. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a 1.528 libras a tonelada, recuo de 10 libras. Com os fundos menos ativos, as cotações reagiram às previsões para as safras 2016/17 e 2017/18, quando a oferta mundial deve apresentar superávits de 360 mil e 140 mil toneladas respectivamente, segundo o Rabobank. O excedente é resultado de uma maior regularidade de chuvas no oeste da África, região que concentra dois terços da produção mundial. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou em R$ 103,40 a arroba, queda 1,52%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Café: Preços robustos: As preocupações com a qualidade da safra 2017/18 de café conilon no Brasil após a fim da colheita no Vietnã deram força às cotações do grão robusta na bolsa de Londres ontem, quando o feriado do Dia da Independência nos EUA reduziu o volume de negociações. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.149 a tonelada, avanço de US$ 3. "Há preocupações transpirando no mercado internacional referente a qualidade da safra nova brasileira, não sendo ainda considerada por compradores", aponta a Archer Consulting, destacando que o valor do robusta continua acima do preço dos arábicas menos nobres. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do conilon ficou em R$ 415,45, com alta de 0,89%.

Trigo: Colheita em xeque: As preocupações com o volume de trigo a ser colhido na safra 2016/17 no Brasil dão fôlego às cotações do cereal no mercado interno. O preço médio do grão duro (de maior qualidade) praticado no Paraná ficou em R$ 651,53 a tonelada ontem, alta diária de 1,63%, segundo o Cepea. De acordo com os pesquisadores do órgão, o baixo preço do cereal no período de decisão de cultivo levou os produtores a reduzir significativamente a área destinada à cultura no país. Além disso, o órgão destaca que há pouco trigo disponível para negociação no mercado interno, com um número reduzido de lotes da nova temporada vendidos antecipadamente. No Rio Grande do Sul, o preço médio do trigo brando ficou em R$ 600,35 a tonelada ontem, recuo de 0,11%, conforme o Cepea. (Valor Econômico 05/07/2017)