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Açúcar: Petróleo em queda

A forte desvalorização do petróleo pressionou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,43 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 18 pontos.

O petróleo mais barato tende a reduzir a competitividade do etanol ante a gasolina, desestimulando a produção do biocombustível em benefício do adoçante.

Segundo previsão do banco Pine, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve apontar a destinação de 51% da cana para produção de açúcar na segunda quinzena de junho em seu próximo relatório, contra 47% na safra passada.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,23 a saca de 50 quilos, alta de 0,24%. (Valor Econômico 06/07/2017)

 

Setor sucroenergético prospera e WhatsCall recomenda compra de duas ações

Colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul atingiu, até agora, 25,8% do estimado para o ano.

A WhatsCall Research reiterou a recomendação de compra para as ações da Cosan e da São Martinho após dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicarem que a colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul atingiu, até agora, 25,8% do estimado para o ano. Foram produzidos 22,9% do estimado para o açúcar, e 23,5% para o etanol.

“Ainda temos nove meses pela frente antes de encerrar a safra 2017/18 e os números, até agora apresentados, estão em linha com o estimado para o ano. Os atrasos deverão ser recuperados, e quem ditará a tendência de preços daqui para frente será o clima no Brasil e na Índia”, observam os analistas da WhatsCall.

Além disso, no curto prazo, as ações da Cosan têm sido influenciadas pelas aquisições de duas usinas da Tonon Bioenergia e com as especulações sobre possível aumento da Cide, que impacta o segmento de distribuição de combustível, explicam os analistas. A São Martinho divulgou recentemente bom resultado para o ano, referente a safra 2016/17.

Para a Cosan, o preço-alvo é de R$ 46, com potencial de valorização de 34,5% em relação ao fechamento de segunda-feira (3). Para a São Martinho, o preço-alvo em 12 meses é de R$ 24,50, valor 43% acima do fechamento do último pregão. (Info Money 05/07/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo em queda: A forte desvalorização do petróleo pressionou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,43 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 18 pontos. O petróleo mais barato tende a reduzir a competitividade do etanol ante a gasolina, desestimulando a produção do biocombustível em benefício do adoçante. Segundo previsão do banco Pine, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve apontar a destinação de 51% da cana para produção de açúcar na segunda quinzena de junho em seu próximo relatório, contra 47% na safra passada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,23 a saca de 50 quilos, alta de 0,24%.

Cacau: De volta aos negócios: A retomada das negociações do cacau em Nova York após o feriado de independência nos EUA foi marcada por forte volatilidade. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 1.947 a tonelada, recuo de US$ 11. Em nota, o Commerzbank lembra que o mercado tem recebido informações muito díspares sobre a safra 2016/17 diante das chuvas que atingem a região do oeste da África. Inicialmente vistas como positivas para a próxima safra, relatos de que algumas regiões do país foram atingidas por inundações, destruindo flores e frutos ainda imaturos, têm aumentado o ceticismo em relação aos possíveis benefícios. Em Ihéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável, cotado a R$ 103,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Pregão volátil: Os contratos futuros do algodão operaram a maior parte do pregão de ontem em Nova York no negativo, pressionados pela queda do petróleo, mas mudaram de rumo momentos antes do fechamento diante das expectativas com o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as condições de desenvolvimento da safra 2017/18 no país. Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 69,01 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 17 pontos. Segundo o USDA, 54% das lavouras americanas estavam em boas ou excelentes condições até o último dia 2 contra 57% uma semana antes. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 84,23 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Fase crítica: Com 18% das lavouras de soja dos EUA em floração, momento considerado crítico para a produtividade da safra, as cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago seguem extremamente sensíveis às previsões climáticas para o país. Os papéis com vencimento em agosto fecharam ontem a US$ 9,8175 o bushel, alta de 11,75 centavos. Embora as condições estejam favoráveis para o desenvolvimento das lavouras em boa parte do Meio-Oeste, nas planícies do norte dos EUA formam-se bolsões de seca, o que impulsiona o mercado. Segundo o USDA, 64% da soja plantada nos EUA apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, recuo semanal de dois pontos percentuais. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 72,28 a saca de 60 quilos, alta de 1,28%. (Valor Econômico 06/07/2017)