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Geadas poupam lavouras de cana e de café em SP e MG, diz Rural Clima

As lavouras de cana-de-açúcar e de café arábica de São Paulo e Minas Gerais, os dois principais produtores nacionais dessas culturas, foram poupadas de geadas que atingiram nesta terça-feira principalmente Estados do Sul do país, afirmou o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

De acordo com ele, a massa de ar polar já provocou geadas na faixa oeste do país que vai do Rio Grande do Sul até o sul de Mato Grosso do Sul.

"(As geadas) só não chegaram a São Paulo porque estamos com uma linha de instabilidade, um sistema de chuvas que impede (esse avanço). Também não chegou nem perto de Minas Gerais", afirmou ele à Reuters.

Os dois Estados não devem registrar geadas também nos próximos dias, segundo ele.

De acordo com Santos, até agora a cultura mais prejudicada pelo fenômeno foi o trigo, no oeste do Paraná.

"Essa região não deve perder 100 por cento, mas deve perder alguma coisa", disse, acrescentando que uma avaliação mais precisa só poderá ser feita em uma semana.

Com relação ao Rio Grande do Sul, Santos destacou que as geadas também pegaram áreas de trigo, mas em estágio inicial de desenvolvimento e, portanto, mais tolerantes ao frio.

Outra cultura afetada pela geada, segundo o agrometeorologista, foi a cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, "de Dourados para baixo", mas, mesmo assim, não em larga escala. "O impacto deve ser pequeno."

Santos afirmou que as temperaturas deverão voltar a subir a partir de quinta-feira. (Reuters 18/07/2017)

 

Logum renova empréstimo de R$ 1,1 bi com BNDES

A Logum, responsável pela construção e operação do etanolduto que conecta regiões produtoras de etanol do interior do Centro-Sul até o litoral, renovou um empréstimo-ponte com o BNDES no valor de R$ 1,1 bilhão na semana passada. A renovação, que está em fase de assinatura, ocorre enquanto a empresa ainda não pode acessar um financiamento de longo prazo, o que depende da saída da Odebrecht Transport Participações e da Camargo Corrêa de seu quadro societário, apurou o Valor.

Segundo o banco, não é a primeira vez que o empréstimo-ponte à Logum é renovado. A operação venceu em 2013 e desde então a linha já foi renovada diversas vezes, informou. Desde o ano passado, o banco de fomento deixou de conceder novos empréstimos-ponte. Mesmo assim, a linha com a Logum foi renovada e nas mesmas condições do acordo anterior, com juros de 3,02% ao ano.

Há a expectativa entre os sócios e no banco de que a reestruturação societária seja resolvida em breve, apurou o Valor. Equacionada a participação de cada sócio, espera-se que o BNDES conceda um financiamento de longo prazo para o projeto. Além de Odebrecht e da Camargo Corrêa, são sócias na Logum a Copersucar, com 21,28% de participação, a Raízen, também com 21,28%, a Petrobras, com 15,51%, e a Uniduto Logística, com 10,64%.

A saída das duas empreiteiras do capital da Logum tornou-se uma necessidade para a empresa depois que as companhias envolvidas na Operação Lava-Jato tiveram piora em seu risco de crédito, impedindo a concessão de empréstimos de longo prazo. A Odebrecht Transport Participações tem 21,28% das ações da Logum e a Camargo Corrêa, 10%.

A Logum foi criada em 2011 para distribuir etanol aos mercados consumidores. Em novembro daquele ano, a companhia acertou um empréstimo-ponte com o BNDES de R$ 1,7 bilhão com carência de 5 anos e 7 meses e amortização em apenas um mês.

Afora os recursos do BNDES, a empresa tem recebido aportes dos sócios. No total, já foram investidos R$ 2 bilhões na construção do sistema dutoviário. Atualmente, o etanolduto sai de Itumbiara e passa por Uberaba, Ribeirão Preto, Paulínea, Barueri, Guarulhos, Guararema, Volta Redonda, Duque de Caxias, até o porto em Ilha D'Água, de onde o etanol é embarcado para ao Nordeste ou para o exterior.

Até a safra 2016/17, o trecho de Barueri a Duque de Caxias foi atendido de forma plena, enquanto os trechos entre Paulínea, Guarulhos e Volta Redonda eram operados ainda de forma parcial, conforme informações divulgadas pela Logum em recente evento do setor.

A empresa pretende agora expandir o duto para a região metropolitana de São Paulo, incluindo terminais em São Caetano do Sul, São José dos Campos e a ampliação do terminal de Guarulhos -, além da extensão da via até o porto de Santos em uma etapa posterior. Todo o projeto do etanolduto prevê investimentos de R$ 5 bilhões. (Valor Econômico 19/07/2017)

 

Brasil perdeu espaço no mercado agrícola mundial, afirma OMC

Os produtos agrícolas brasileiros perderam espaço no mercado internacional. Isso é o que revela a OMC em seu informe sobre a política comercial brasileira, que faz uma análise detalhada da situação do País.

Com a quarta maior superfície agrícola do mundo, o Brasil continua sendo o terceiro maior exportador do planeta, superado apenas pelos EUA e Europa. Mas, ainda assim, a fatia no mercado internacional encolheu. Na avaliação anterior feita pela OMC, em 2012, o Brasil correspondia a 7,3% do fornecimento mundial. No atual exame, a constatação é de que essa taxa caiu para 5,1%. A OMC destaca que o Brasil manteve a liderança mundial na venda de açúcar, suco de laranja e café.

Mas uma das constatações aponta para o fato de que o crescimento médio anual da produtividade no campo foi desacelerado, passando de 4,08% entre 2000 e 2009 para 3,99% entre 2000 e 2015. A OMC ainda sustenta que a produtividade do trabalho rural é quase quatro vezes inferior à produtividade nos demais setores da economia.

Para a organização, esta realidade da produtividade no Brasil é o reflexo da existência de duas agriculturas no País. A produção intensiva e em grande escala coexiste com um grande número de pequenos agricultores relativamente "improdutivos". (G1 17/07/2017)

 

UPL se prepara para a maior feira de negócios

Feacoop traz tecnologia e sustentabilidade dos dias 31 de julho a 03 de agosto em Bebedouro.

Para discutir o panorama dos últimos anos, a evolução do mercado e os avanços com inovação e tecnologia é que acontece a Feira de Agronegócios Coopercitrus, a Feacoop 2017. “É muito importante que a UPL esteja dentro do cooperativismo no agronegócio e participar de uma Feacoop, uma feira que cresce com consistência ano a ano, nos garante um melhor acesso ao mercado em um espaço de grande relevância para nos conectarmos aos cooperados”, afirma Fernando Gilioli, Desenvolvedor de Mercado da UPL.

 “A UPL tem apresentado o maior crescimento do setor nos últimos anos, e como parte de seu plano estratégico está ampliar sua presença em importantes cultivos como cana-de-açúcar, HF, citros, café e cereais. Neste sentido, a Feacoop é uma grande oportunidade para apresentarmos nosso amplo portfólio. Nosso objetivo é o de levar soluções e otimização para o produtor, que precisa ampliar produtividade e qualidade de forma a atingir uma rentabilidade maior. E por isso, entregamos soluções com tecnologia suficiente para que o produtor tenha essa segurança de entrega”, conta Giano Caliari, Gerente de Culturas da UPL. 

O Brasil é detentor de cerca de 7% do comércio agrícola no mundo e o MAPA vem falando em possibilidades para alcançar a casa de 10% atingindo 42 países além da União Europeia. E para acompanhar o Brasil nesta jornada, a UPL investe cada vez mais na inovação tecnológica, pensando em soluções que ajudem no manejo e no controle de doenças e pragas que tem gerado um aumento na resistência em várias culturas em todo país.

“Sperto é nosso mais novo inseticida multiuso, que controla com alto desempenho importantes pragas das principais culturas plantadas no Brasil e com seletividade a inimigos naturais. Essa é uma grande oportunidade para podermos apresentar essa solução e debater sobre o que aconteceu nas últimas safras. O inseticida Sperto soma-se ao já consagrado fungicida Unizeb Gold, tão utilizado na soja e em outras culturas. É ideal para o manejo de resistência no controle de Ferrugem Asiática. Sua ação multissítio age em vários pontos de metabolismo do fungo mantendo eficiência no controle.”, explica Rogério Rangel, Diretor de Marketing da UPL.

Investir em soluções efetivas de manejo é a melhor oportunidade para contribuir para produtividade e rentabilidade do produtor. “É importante se discutir sobre os temas principais do campo, buscando sempre se atualizar e colocar em prática esses aprendizados nas safras seguintes”, finaliza Gilioli. (UPL 18/07/2017)

 

ANP propõe mudanças em regras para destravar projetos de petróleo

Está em consulta pública opção às empresas que têm contrato de exploração e produção a partir de 2005, que poderão aderir aos novos percentuais de conteúdo local.

Para destravar projetos de desenvolvimento da exploração e produção de petróleo no país, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) colocou em consulta pública uma resolução que dá opção às empresas que têm contrato de exploração e produção a partir de 2005, a aderir aos novos percentuais de conteúdo local aprovados pelo governo federal para as próximas licitações.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ao explicar que a proposta da resolução se destina a regulamentar o chamado pedido de waiver, que é a solicitação da empresa para não cumprir o conteúdo local previsto no contrato de concessão assinado com a ANP.

A resolução vai em consulta pública no dia 1º de setembro e a ANP espera regulamentar o assunto até meados de setembro. Segundo Oddone, existem cerca de 220 pedidos de waiver para serem julgados na agência. Um dos mais conhecidos é em relação à plataforma (FPSO) do campo gigante de Libra, explorado pelo consórcio liderado pela Petrobras. Outro pedido da Petrobras é para a plataforma de Sépia, um dos campos na Cessão Onerosa, também no pré-sal.

Pelas regras novas recentemente aprovadas, o percentual médio de conteúdo local na fase exploratória é de 18%, e de 25% para a fase de desenvolvimento da produção.

“Além da regulamentação dos pedidos de isenção [para cumprimento dos índices de conteúdo local previstos nos contratos], a gente incluiu na Resolução a possibilidade de celebrar um aditivo contratual para adoção das mesmas regras de conteúdo local pelas companhias nos contratos de concessão desde a 7ª Rodada (em 2005) e também para os contratos de Partilha, seja a Cessão Onerosa, seja a primeira rodada de partilha”, destacou Décio Oddone.

De acordo com ele, o objetivo é regular a questão beneficiando a sociedade e destravando ‘o mais rápido possível’ os investimentos em contratação de bens e serviços junto à indústria local. “Com esses índices que estão agora, a gente acredita que vai ter mais flexibilidade para cumprimento das obrigações. O que está colocado na consulta pública é a possibilidade de as empresas optarem por manter as condições atuais dos contratos ou por essa adesão ao modelo atual de regras de conteúdo local”, explicou.

Segundo o diretor-geral da ANP, atualmente existem cerca de 20 projetos de exploração e produção que estão travados e que poderão, no curto prazo, representar investimentos da ordem de R$ 240 bilhões.

Além disso, até o próximo dia 20, será publicado o edital e o modelo do contrato de concessão para a 14ª rodada de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo, prevista para acontecer no dia 27 de setembro deste ano.

Dentre as novidades incluídas no contrato da 14ª rodada, segundo Décio Oddone, está a possibilidade de as companhias usarem como garantias financeiras as futuras reservas de petróleo a serem descobertas.

“Isso vai ser muito bom para a indústria e vai permitir uma dinâmica maior na financiabilidade dos contratos, que é o que queremos”, destacou.

Outra novidade no contrato é que está prevista a redução do percentual dos royalties sobre a produção de petróleo em seu declínio, caso as empresas se comprometam a investir para estimular essa produção.

“Nos contratos da 14ª rodada, a gente prevê a possibilidade de redução de royalties para parcela adicional de produção que vier de investimentos adicionais feitos na época da renovação da concessão, ou seja, no final da vida útil do contrato. Se houver investimentos adicionais para renovação do contrato, a produção adicional que vier desses campos pode ser objeto de royalties reduzidos”, destacou Oddone.

Na área do etanol, a ANP decidiu proibir a venda do produto entre distribuidoras. Segundo Décio Oddone a medida tem como objetivo de reduzir a postergação e a sonegação de ICMS. (O Globo 18/07/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ajuste técnico: Um ajuste de posições dos fundos derrubou as cotações do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os papéis para março fecharam a 14,84 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 19 centavos. A valorização ocorreu apesar das previsões de geada e do risco de comprometimento dos açúcares totais recuperáveis (ATR) da cana no Brasil. "Neste momento de entrada de safra, os preços têm que estar abaixo das médias mais longas, e na entressafra, acima. Quando as cotações bateram a média de 40 dias, o mercado lembrou dos fundamentos", disse Mauricio Muruci, da Safras & Mercado, destacando as previsões de superávit na mundial. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 61,31 a saca de 50 quilos, queda de 1,84%.

Algodão: Más condições: As más condições de desenvolvimento do algodão nos EUA deram força ás cotações da pluma em Nova York ontem. Os papéis para dezembro fecharam a 67,76 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 118 pontos. Após o fechamento, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 60% das lavouras de algodão dos EUA estavam em boas ou excelentes condições até o último domingo, recuo de um ponto percentual ante a semana anterior, mas ainda acima dos 54% registrados no ciclo anterior. O país é o maior exportador mundial da pluma e deverá colher 4,13 milhões de toneladas em 2017/18, segundo o USDA. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 84 a arroba segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Alívio climático: O alívio nas condições climáticas dos EUA, com chuvas registradas na Dakota do Norte ao longo do fim de semana, pressionou as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 9,975 o bushel, recuo de 4 centavos. As previsões são de chuva ao longo da próxima semana em parte das regiões afetadas pela seca, aliviando as más condições de desenvolvimento da safra 2017/18 nos EUA. Segundo o Departamento de Agricultura do país, 61% da soja plantada nos EUA apresentava condições boas ou excelentes até o último dia 16, bem abaixo dos 71% observados em 2016/17. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 71,51 a saca de 60 quilos, alta de 0,55%.

Milho: Apesar dos pesares: O milho acompanhou a queda dos demais grãos em Chicago ontem, em razão das temperaturas mais amenas no último fim de semana nos Estados Unidos. O grão com entrega para dezembro fechou a US$ 3,88 o bushel, queda de 1,5 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 64% das lavouras do país apresentavam condições boas ou excelentes até o último domingo, recuo de um ponto percentual ante o observado uma semana antes e abaixo dos 76% registrados em igual período de 2016/17. As lavouras dos EUA estão atualmente na fase de polinização, considerada crítica para a produtividade. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 26,38 a saca de 60 quilos, alta de 0,46%. (Valor Econômico 19/07/2017)