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Em 10 anos, safra de grãos 48% maior

Em estudo divulgado na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura e a Embrapa projetaram que a safra brasileira de grãos poderá alcançar entre 288,2 milhões de toneladas e 343,8 milhões de toneladas em 10 anos. O estudo destacou ainda a possibilidade de o milho ultrapassar a soja em produção absoluta. Os dois produtos, que são as principais commodities agrícolas cultivadas no país, continuarão a puxar a expansão dos grãos até 2026/27, segundo o documento.

Considerando o limite superior da estimativa, haveria um salto de 48,2% na produção brasileira de grãos em relação à estimada da Conab de 232 milhões de toneladas para a safra 2016/17.

Em relação à área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas perenes), o estudo prevê um crescimento de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares em no ciclo 2016/17 para 84 milhões de hectares em 2026/27.

Segundo o estudo, a área de grãos deve aumentar 17,3% nos próximos 10 anos. Essa expansão deve ser concentrar em soja (estimativa de aumento de 9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar (1,9 milhão de hectares a mais) e milho (1,3 milhão de hectares a mais). (Valor Econômico 24/07/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Estabilidade em NY: Após uma semana de alta diante do tempo frio no Centro-Sul do Brasil e do registro de geada em canaviais do Mato Grosso do Sul, os contratos futuros do açúcar demerara encerraram o pregão de sexta-feira estáveis em Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a 15,15 centavos de dólar a libra-peso, mesmo valor de quinta-feira. A alta acumulada na semana foi de 12 pontos. Apesar da ampla oferta mundial na atual temporada, o aumento de impostos sobre os combustíveis no Brasil dá força às cotações. A medida tende a elevar a demanda pelo biocombustível, reduzindo o interesse das usinas em produzir açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 59,31 a saca de 50 quilos, queda de 0,32%.

Cacau: Turbulências: Mesmo com a queda na moagem de cacau na América do Norte no segundo trimestre, o que frustrou as expectativas de mercado, os contratos futuros da amêndoa ampliaram os ganhos da semana na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2.005 a tonelada, alta de US$ 12. Episódios de agitação política na Costa do Marfim na última semana ajudaram a manter o mercado em alta. "Apesar dos últimos incidentes não terem grande escala, reacendem a memória dos momentos iniciais da guerra civil que ocorreu no país no início desta década", diz a Zaner Group em nota. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou em R$ 98 a arroba, queda de 1,01%, segundo a secretaria de agricultura do Estado, a Seagri.

Milho: Ajuste de posições: O ajuste de posições dos fundos antes do fim de semana pressionou o algodão na bolsa de Nova York na sexta-feira após a commodity acumular alta de 240 pontos até a quinta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 68,42 centavos de dólar a libra-peso no último pregão da semana, com queda de 56 pontos. As boas condições climáticas na Índia, com chuvas de monções acima da média, ajudaram a pressionar o mercado. Nos EUA, maior exportador mundial, as condições de desenvolvimento das lavouras na safra 2017/18 seguem acima da média, apesar da recente deterioração causada pelo clima quente e seco no país. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 81,03 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Milho: Realização de lucros: A realização de lucros dos fundos após os contratos futuros de milho terem acumulado alta de 28,5 centavos até quinta-feira pressionou as cotações do grão em Chicago no último pregão da semana passada. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,935 o bushel, queda de 11,25 centavos. Os investidores seguem atentos às chuvas dos últimos dias nos EUA e à previsão de novas precipitações ao longo desta semana. O cenário levou a um ajuste de posições antes do fim de semana. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), os fundos mantinham um saldo líquido comprado de 100.964 papéis na última terça-feira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 26,41 a saca de 60 quilos na sexta-feira, com queda de 0,83%. (Valor Econômico 24/07/2017)