Macroeconomia e mercado

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BNDES lança editais para distribuidoras de gás

Pernambuco e Mato Grosso do Sul devem ser os primeiros Estados a avançar com a privatização de suas distribuidoras de gás canalizado, no âmbito do programa de desestatização do setor coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ontem, o banco publicou os editais para contratação dos serviços de modelagem e implementação da desestatização das concessionárias MSGás e Copergás.

A licitação prevê a contratação de serviços de avaliação econômico-financeira das empresas; do estudo de alternativas para evolução do modelo regulatório do setor nos Estados; além da modelagem do processo de desestatização, "due dilligence" das companhias, assessoria jurídica e de comunicação.

Os valores globais estimados para as licitações são, no caso da Copergás, de até R$ 2,07 milhões para os serviços de avaliação econômico-financeira, e de até R$ 14,53 milhões para os demais serviços. Para a MSGás, os valores estimados são de até R$ 2,07 milhões e R$ 13,22 milhões, respectivamente.

Essas licitações fazem parte do apoio do BNDES ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). De acordo com o banco, até agora, outros cinco Estados já manifestaram formalmente o interesse para desestatização das empresas de distribuição de gás: Rio Grande do Sul (Sulgás), Santa Catarina (SCGás), Espírito Santo (BR-ES), Rio Grande do Norte (Potigás) e Paraíba (PBGás).

Cerca de 20 anos depois da primeira onda de concessões na área, ainda na década de 90, o setor vive a expectativa em torno de uma nova rodada de privatizações, o que pode abrir espaço para a entrada de novos operadores. Hoje, apenas Cosan (que controla a Comgás), a Gas Natural Fenosa (CEG e Gas Natural São Paulo Sul), Gaspetro (Gas Brasiliano /SP e BR/ES) e Termogás (Gasmar /MA) atuam como acionistas controladores de distribuidoras no país.

A iniciativa privada já tem manifestado interesse na aquisição de distribuidoras de gás no Brasil, nos últimos anos. Dois exemplos concretos são o da Mitsui, que em 2015 pagou R$ 1,9 bilhão pela compra de 49% da Gaspetro, da Petrobras; e da Gas Natural Fenosa, que um ano antes chegou a anunciar interesse na Gasmig, negócio que, na ocasião, não se confirmou devido a resistências políticas sobre a privatização da concessionária mineira. (Valor Econômico 26/07/2017)

 

Resultados da DuPont superam estimativas puxados por força em negócio agrícola

O lucro e a receita trimestral da DuPont superaram as estimativas nesta terça-feira, favorecidos pela força em seu negócio agrícola, o maior da empresa, levando as ações para uma máxima recorde.

A DuPont, que está em processo de fusão com a Dow Chemical, subiu até 2,4 por cento para 86,36 dólares nesta manhã. A Dow, que irá divulgar o lucro trimestral na quinta-feira, subia 1,7 por cento.

As vendas na unidade agrícola da DuPont, que responde por quase metade de sua receita total, subiram 7 por cento à medida que a companhia vendeu mais sementes de soja na América do Norte e sementes de girassol na Europa.

Os produtores dos EUA plantaram uma área recorde com soja na primavera deste ano, uma vez que a demanda da China ofereceu uma oportunidade para a cultura frente à queda na demanda por milho.

A DuPont e a Dow estão se desfazendo de ativos que valem bilhões, incluindo uma parte do negócio de proteção de safras da DuPont, para cumprir exigências de órgãos anti-truste após anunciarem seu acordo de fusão de 130 bilhões de dólares.

A nova companhia chamará DowDuPont, e a DuPont disse esperar que o negócio seja concluído no próximo mês.

As vendas líquidas da DuPont subiram 5,1 por cento para 7,42 bilhões de dólares no segundo trimestre encerrado em 30 de junho. O lucro líquido atribuível à DuPont caiu 15,5 por cento para 862 milhões de dólares, ou 99 centavos por ação.

A DuPont disse que teve gastos não recorrentes de 376 milhões de dólares no trimestre devido principalmente a custos relacionados à sua fusão com a Dow.

Excluindo esses itens, a DuPont lucrou 1,38 dólar por ação. Analistas haviam estimado um lucro de 1,29 dólar por ação e receita de 7,29 bilhões de dólares, segundo a Thomson Reuters. (Reuters 25/07/2017)

 

UPL se prepara para a maior feira de negócios do eixo São Paulo-Minas Gerais

Para discutir o panorama dos últimos anos, a evolução do mercado e os avanços com inovação e tecnologia é que acontece a Feira de Agronegócios Coopercitrus, a Feacoop 2017. “É muito importante que a UPL esteja dentro do cooperativismo no agronegócio e participar de uma Feacoop, uma feira que cresce com consistência ano a ano, nos garante um melhor acesso ao mercado em um espaço de grande relevância para nos conectarmos aos cooperados”, afirma Fernando Gilioli, Desenvolvedor de Mercado da UPL.

“A UPL tem apresentado o maior crescimento do setor nos últimos anos, e como parte de seu plano estratégico está ampliar sua presença em importantes cultivos como cana-de-açúcar, HF, citros, café e cereais. Neste sentido, a Feacoop é uma grande oportunidade para apresentarmos nosso amplo portfólio. Nosso objetivo é o de levar soluções e otimização para o produtor, que precisa ampliar produtividade e qualidade de forma a atingir uma rentabilidade maior. E por isso, entregamos soluções com tecnologia suficiente para que o produtor tenha essa segurança de entrega”, conta Giano Caliari, Gerente de Culturas da UPL.

O Brasil é detentor de cerca de 7% do comércio agrícola no mundo e o MAPA vem falando em possibilidades para alcançar a casa de 10% atingindo 42 países além da União Europeia. E para acompanhar o Brasil nesta jornada, a UPL investe cada vez mais na inovação tecnológica, pensando em soluções que ajudem no manejo e no controle de doenças e pragas que tem gerado um aumento na resistência em várias culturas em todo país.

“Sperto é nosso mais novo inseticida multiuso, que controla com alto desempenho importantes pragas das principais culturas plantadas no Brasil e com seletividade a inimigos naturais. Essa é uma grande oportunidade para podermos apresentar essa solução e debater sobre o que aconteceu nas últimas safras. O inseticida Sperto soma-se ao já consagrado fungicida Unizeb Gold, tão utilizado na soja e em outras culturas. É ideal para o manejo de resistência no controle de Ferrugem Asiática. Sua ação multissítio age em vários pontos de metabolismo do fungo mantendo eficiência no controle”, explica Rogério Rangel, Diretor de Marketing da UPL.

Investir em soluções efetivas de manejo é a melhor oportunidade para contribuir para produtividade e rentabilidade do produtor. “É importante se discutir sobre os temas principais do campo, buscando sempre se atualizar e colocar em prática esses aprendizados nas safras seguintes”, finaliza Gilioli. (UPL 25/07/2017)

 

JBS fecha acordo com bancos para estabilizar mais de R$20 bi em dívidas

A JBS fechou acordos com vários bancos para estabilizar cerca de 20,5 bilhões de reais em dívidas por 12 meses, de acordo com fato relevante nesta terça-feira.

Sob os termos acordados, a JBS manterá pagamento integral dos juros previstos nos contratos originais, assim como o pagamento de quatro parcelas de 2,5 por cento do montante principal, a serem quitadas em até 270 dias.

Caso a JBS receba novos recursos através do que chamou de "eventos de liquidez", como com a venda de ativos, a empresa se comprometeu a utilizar 80 por cento desses recursos líquidos para amortizar a dívida sujeita ao acordo.

O nome dos bancos não foram revelados. Em meados de julho a JBS informou que seu conselho havia autorizado negociação com diversos bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander Brasil, BNP Paribas Brasil, HSBC, Rabobank, Banco Mizuho do Brasil, Citibank, Industrial and Commercial Bank of China, Bank of China, Deutsche Bank, além de Cargill.

Simultaneamente, a JBS também fechou acordo com o Itaú Unibanco para renegociação de cerca de dívidas no montante de cerca de 1,2 bilhão de reais.

Pelo acordo, 40 por cento do saldo serão pagos segundo o contrato original, ao passo que os 60 restantes terão prazo renovado em 12 meses, mantendo-se as condições originais.

"As condições dos acordos assegurarão a liquidez financeira e a normalidade das operações da JBS, pois permitem a estabilização do endividamento de curto prazo e a preservação dos contratos bancários nas condições originais, necessária à adequação do perfil financeiro da JBS", disse a empresa. (Reuters 25/07/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Produção avança: O avanço da produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil ao longo da primeira quinzena de julho pressionou as cotações do demerara na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,7 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 46 pontos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foram processadas 246,58 milhões de toneladas de cana na região no acumulado de 2017/18 até 16 de julho, queda de 6,13% ante igual período do ano passado. Ainda assim, a produção da commodity está 2,1% maior, com 14,149 milhões de toneladas fabricadas, refletindo o mix mais açucareiro da atual temporada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 59,17 a saca de 50 quilos, alta de 0,02%.

Café: Tempo seco: Com as condições secas no Centro-Sul do Brasil, favoráveis para o avanço da colheita e da secagem da safra 2017/18 de café do país, os contratos futuros do grão já acumulam queda nesta semana de 590 pontos na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam ontem a US$ 1,342 a libra-peso, baixa de 195 pontos. Segundo a Climatempo, um bloqueio atmosférico se formou em praticamente todo o Brasil esta semana e não há nenhuma previsão de chuva nos próximos 10 a 15 dias nas regiões de café do Sudeste. Para o fim de julho e início de agosto, contudo, há previsão de uma nova massa de ar que deve derrubar as temperaturas, causando risco de geada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica ficou em R$ 445,67 a saca de 60 quilos, queda de 0,97%.

Soja: Alívio climático: As chuvas que se estendem desde o fim de semana no Meio-Oeste dos EUA levaram os contratos futuros da soja ao terceiro pregão consecutivo de queda. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 9,86 o bushel, recuo de 16,5 centavos. De acordo com a AgRural, o momento de definição do potencial produtivo da soja é em agosto e, até lá, as lavouras podem apresentar recuperação. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 57% da soja plantada no país apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, abaixo dos 71% observados em igual momento do ano passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 72,18 a saca de 60 quilos, alta de 0,97%.

Trigo: Oferta abundante: A ampla oferta mundial de trigo, com estoques elevados, associada à melhora das condições climáticas nos EUA, pressionou o cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,99 o bushel, recuo de 14,5 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,995 o bushel, queda de 15 centavos. "É certo que os receios de uma seca nos EUA se revelaram infundados. No entanto, apenas 33% do trigo de primavera do país está atualmente em boas ou excelentes condições contra 68% no mesmo ano do ano passado", afirma o Commerzbank em nota. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 671,46 a tonelada, queda marginal de 0,05%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 26/07/2017)