Macroeconomia e mercado

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Terras do Qatar

O Qatar Investment Authority (QIA) está se unindo a uma das maiores empresas agrícolas brasileiras para comprar terras no país, notadamente no Centro-Oeste.

O fundo soberano aguarda apenas a votação do projeto de lei que libera a entrada do capital estrangeiro no setor para iniciar a "Operação Trator". (Jornal Relatório Reservado 01/08/2017)

 

Justiça suspende aumento de PIS/Cofins para combustíveis na Paraíba

A Justiça Federal da Paraíba concedeu liminar nesta terça-feira ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB) que suspende o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis, informaram o sindicato e a Advocacia-Geral da União (AGU), que já anunciou que irá recorrer.

Em sua página no Facebook, o Sindipetro-PB comemorou a decisão do juiz João Pereira de Andrade Filho, da 1ª Vara Federal da Paraíba. Já a AGU, por meio de sua assessoria de imprensa, apontou que a decisão se aplica somente aos filiados da entidade sindical e não tem âmbito nacional.

O presidente do Sindipetro-PB, Omar Hamad Filho, disse que a decisão é parte da luta da sociedade contra o que chamou de excessiva carga tributária.

“Essa é uma luta de toda a sociedade, que precisa se mobilizar e ir atrás de seus direitos”, disse, de acordo com a entidade.

No dia 20 de julho, o governo do presidente Michel Temer anunciou a alta da alíquota do PIS/Cofins sobre os combustíveis com o objetivo de gerar uma receita adicional de 10,421 bilhões de reais no restante de 2017 em um momento em que se esforça para cumprir a meta fiscal deste ano, fixada em um déficit de 139 bilhões de reais. (Reuters 02/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Realização de lucros: A atuação dos fundos na bolsa de Nova York pressionou ontem as cotações do açúcar após a commodity registrar alta de 51 pontos na segunda-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam a 15,56 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 4 pontos. Segundo Mauricio Muruci, os investidores seguem atentos aos fundamentos de médio prazo, que indicam superávit global na oferta mundial de mais de 3 milhões de toneladas. "Os fundos resistem a manter apostas de alta acima de 14,5 centavos com esses números", afirmou o analista, ao lembrar das chuvas de monções dentro da média na Índia e o avanço da colheita no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 58 a saca de 50 quilos, queda de 0,82%.

Café: Como uma onda: Os contratos futuros do café devolveram ontem os ganhos registrados na segunda-feira em Nova York, quando a commodity foi impulsionada pela queda do dólar e pela presença da broca em algumas regiões do Brasil. Os papéis para dezembro fecharam a US$ 1,414 por libra-peso, queda de 135 pontos. Segundo analistas, o mercado tem apresentado intensa volatilidade diante do elevado posicionamento dos fundos. No último dia 25, eles mantinham um saldo líquido vendido de 21.765 papéis, queda de 26,27% ante o registrado uma semana antes, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 460,07 a saca de 60 quilos, queda de 0,93%.

Algodão: Pregão instável: Após um pregão marcado pela instabilidade, os contratos futuros do algodão registraram alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 69,31 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 45 pontos. "A oferta apertada da última safra nos EUA e na Índia continua dando sustentação ao mercado, mas a melhora das previsões para a safra atual e o aumento dos estoques nos Estados Unidos são encarados como fatores negativos para as cotações", afirma o Zaner Group em nota. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os estoques finais do país crescerão 65,6% em 2017/18. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 82,88 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Tombo em Chicago: A melhora nas condições de desenvolvimento das lavouras de soja dos EUA no último fim de semana, quando o tempo quente e seco deu trégua no país, pressionou as cotações da oleaginosa ontem em Chicago. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 9,6425 o bushel, queda de expressivos 35,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 59% da soja plantada nos EUA apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, avanço de dois pontos percentuais ante uma semana antes. As expectativas do mercado eram de queda ou estabilidade nesses percentuais. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá (PR) ficou em R$ 69,98 a saca de 60 quilos, em queda de 2,25%. (Valor Econômico 02/08/2017)