Macroeconomia e mercado

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Mazda anuncia motor a gasolina mais econômico e menos poluente

A Mazda afirmou nesta terça-feira (8) que vai se tornar a primeira montadora de veículos do mundo a comercializar um motor a gasolina que usa tecnologia que rivais maiores estão tentando desenvolver há décadas, em uma virada em uma indústria que está cada vez mais migrando para a eletricidade.

A montadora japonesa planeja vender carros a partir de 2019 equipados com motores de ignição por compressão, um tipo de motor mais limpo e eficiente que tem sido perseguido por rivais como Daimler e General Motors.

"É um importante avanço", disse Ryoji Miyashita, presidente da companhia de engenharia automotiva AEMSS.

O anúncio coloca motores tradicionais no centro da estratégia da Mazda e acontece alguns dias depois de a companhia ter afirmado que vai trabalhar com a Toyota no desenvolvimento de veículos elétricos.

"Eletrificação é necessária, mas o motor de combustão deve vir primeiro", disse o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Mazda, Kiyoshi Fujiwara, a jornalistas.

Um motor de compressão de carga homogênea (HCCI, na sigla em inglês) detona a gasolina pela compressão, eliminando a necessidade de velas. A economia de combustível dessa tecnologia se equipara potencialmente ao motor a diesel sem altas emissões de gases poluentes.

O motor da Mazda usa velas em algumas situações, como em baixas temperaturas, para superar os obstáculos técnicos que têm impedido a comercialização dessa tecnologia.

Segundo a montadora japonesa, o motor equipado com a tecnologia será 20% a 30% mais eficiente que seu modelo atual. A empresa não tem planos de fornecer o motor para outras montadoras de veículos, disse o vice-presidente da Mazda, Akira Marumoto. (Reuters 08/08/2017)

 

Agronegócio brasileiro precisa ser ainda mais competitivo, diz ABAG

Observação foi feita no encerramento do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela entidade nesta segunda (07-ago), em São Paulo.

A mensagem final do presidente da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, feita no encerramento do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela entidade nesta segunda-feira (7), em São Paulo, foi a de que o setor precisa ficar atento em relação aos ganhos de produtividade. “As novas revisões feitas pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e pela FAO, braço da ONU voltado para Agricultura e Alimentos, indicam uma taxa de crescimento bem menor na demanda mundial por alimentos nos próximos dez anos. Com isso, nós, produtores agrícolas brasileiros temos de ser ainda mais competitivos”, observou ao fazer uma síntese dos debates do Congresso, cujo tema central neste ano foi “Reformar para Competir”.

Os dados da OCDE/FAO, cujas revisões foram divulgadas agora em julho, apontam que, com exceção de produtos lácteos e açúcar, as projeções para o período 2017-2026 são de um crescimento anual na demanda mundial por commodities agrícolas bem inferior ao registrado nos últimos dez anos. “Em razão disso, não podemos ter aquela visão antiga de que o mundo vai comprar nossos produtos. Nós temos de aprender a vender. E temos de nos prepararmos para isso”, reforçou Carvalho. Nesse sentido, ganha importância as recomendações feitas nos debates do 16º Congresso da ABAG, para que o país atue de forma mais contundente na busca pela formulação do maior número possível de acordos comerciais.

Além de fazer o alerta sobre a necessidade de o produtor rural ter sempre em mente ganhos de produtividade, Carvalho também fez um balanço geral do evento, que classificou como de grande sucesso, uma vez que atraiu a atenção de aproximadamente 900 pessoas, uma plateia formada por empresários, executivos de empresas, gestores públicos ligados ao agronegócio, além de especialistas, consultores, lideranças setoriais, pesquisadores e profissionais de vários segmentos da cadeia produtiva do agro.

Carvalho lembrou ainda que, na questão das parcerias comerciais, o Brasil, junto com o Cone Sul, tem tido uma postura muito reativa. “Temos de ser mais proativo nas questões comerciais. Claro que sabemos que, para nos tornarmos mais proativos, necessitamos de uma mudança cultural, o que é, obviamente, muito mais complexo. De toda forma, entendo que essa é uma ação que não pode ser adiada, pois precisamos urgente de mais acordos comerciais”, observou o presidente da entidade.

Carvalho também destacou que ficou muito claro nas ideias apresentadas pelos participantes do evento, que houve uma significativa melhoria macroeconômica com o novo governo. “Aquilo que era um sofrimento no ano passado, ainda é uma incerteza, mas hoje o ambiente é muito melhor. Aqui, a frase que sintetiza a percepção geral é a que foi dita pelo palestrante que abriu o Congresso, o jornalista Carlos Sardenberg, quando falou da sensação de que nós tentamos enterrar o velho, mas que o novo ainda não nasceu”.

O presidente da ABAG também comentou as análises feitas em relação às reformas trabalhistas e tributária. “Na primeira, ficamos preocupados com as inúmeras pontas que ainda permanecem soltas na proposta ora em estudo pelo Legislativo. Já na questão tributária, ficou claro que, diante das dificuldades para a realização de grandes mudanças nessa área, acredito que teremos mais uma lógica de simplificação tributária do que uma grande reforma ou até uma revolução nessa área. Nesse particular, pareceu ter havido certa unanimidade entre os debatedores em torno desse ponto”, finalizou Carvalho.

Além dos debates, o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio também prestou homenagens, por meio dos seus já tradicionais prêmios. Para este ano, no Prêmio Norman Borlaug, o escolhido foi o pesquisador João Kluthcouski (conhecido como João K), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa; e para o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, o ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, que é presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA. Neste ano também foi concedida uma homenagem especial à TV Globo pela iniciativa da campanha “Agro: A Indústria-riqueza do Brasil”. (Assessoria de Comunicação 08/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ladeira abaixo: Pelo quarto pregão consecutivo, os contratos futuros do açúcar bruto registraram queda na bolsa de Nova York ontem, pressionados pelos fundamentos de curto prazo. Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,61 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 5 pontos e desvalorização acumulada de 27 pontos na semana. Desde o último dia 31, a commodity já registra queda de 7,7% em razão da previsão de um superávit de mais de 3 milhões de toneladas na oferta mundial em 2017/18. Dessa forma, o mercado corrige a forte alta da semana passada, quando o Brasil, maior produtor global, reduziu o imposto cobrado sobre o etanol. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 55,82 a saca, com recuo de 2,6%.

Soja: À espera do USDA: A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza a estimativa para a produção de soja no país deu força às cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 9,67 o bushel, avanço de 3 centavos. Segundo a média das estimativas de mercado compiladas pelo "The Wall Street Journal", o USDA deve estimar uma safra de 114,36 milhões de toneladas de soja, contra 115,94 milhões estimadas em julho. O órgão divulga os dados oficiais na quinta-feira. Além disso, as previsões de tempo seco nos EUA ao longo desta semana deram ainda mais força às cotações. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,42 a saca de 60 quilos, recuo de 0,34%.

Milho: Realização de lucros: A realização de lucros dos investidores após a alta nas cotações do milho na segundafeira pressionou a bolsa de Chicago ontem. Os papéis do grão com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,8375 o bushel, com queda de 3 centavos. O mercado, contudo, ainda está atento à perspectiva de revisão nas previsões de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a atual temporada. Segundo a média das estimativas das casas de análise compiladas pelo Wall Street Journal, o órgão indicará uma produção de 351,57 milhões de toneladas nos EUA na safra 2017/18, volume abaixo das 362 milhões de toneladas apontadas no mês passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 25,88 a saca de 60 quilos, queda de 0,46%.

Trigo: Melhora pontual: A melhora pontual nas condições de desenvolvimento do trigo de primavera nos EUA pressionou a cotação do cereal nas bolsas americanas ontem, quando o mercado foi também afetado por um movimento de realização de lucros. Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,84 por bushel, queda de 6,75 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou cotado a US$ 4,8775 o bushel, recuo 6,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 32% das lavouras de primavera dos país tinham condições boas ou excelentes até o dia 6, avanço de 1 ponto percentual ante o visto uma semana antes. No mercado brasileiro, o preço médio no Paraná ficou em R$ 688,13 por tonelada, alta de 0,24%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 09/08/2017)