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Petrobras reduz preço da gasolina e aumenta o diesel nas refinarias a partir de sexta (11)

A Petrobras vai reduzir em 1,2% o preço da gasolina e aumentar o diesel em 1,7% nas refinarias a partir desta sexta-feira, 11 de agosto.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais. (Agência Estado 10/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Avanço da colheita: O avanço da colheita da cana e da produção de açúcar no Brasil pressionou as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março fecharam ontem a 14,14 centavos de dólar a libra-peso, queda de 36 pontos. No acumulado desta semana, o contrato já recuou 74 pontos (4,97%). "O açúcar está sendo pressionado porque a colheita tem avançado com toda velocidade por dois meses, o período mais longo de tempo seco em pelo menos quatro anos", afirmou Michael McDougall, diretor de commodities do banco Société Générale. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou ontem em R$ 54,64 a saca de 50 quilos, queda de 0,73%.

Café: Forte queda: Impulsionado desde o início da semana pelos relatos de um elevado índice de grãos de peneiras mais baixas na safra 2017/18 no Brasil e pelas preocupações com infestações de broca em algumas regiões produtoras do país, o café devolveu os ganhos acumulados na bolsa de Nova York e registrou queda expressiva ontem. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,42 a libra-peso, com recuo de 415 pontos. Na quarta-feira, a Organização Internacional do Café (OIC) elevou em mais de 2 milhões de sacas sua estimativa para a produção mundial no ano-safra internacional 2016/17, para 153,9 milhões de sacas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou ontem em R$ 471,79 a saca de 60 quilos, com retração de 1,31%.

Cacau: Novas perdas: Os contratos futuros do cacau registraram nova queda ontem na bolsa de Nova York, passando a acumular perda de US$ 56 na semana. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1.965 a tonelada, recuo de US$ 40. Segundo a Cocoanect, apesar da redução significativa nas vendas de fertilizantes na Costa do Marfim e Gana, o que pode deixar a próxima temporada vulnerável a riscos climáticos, e do maior consumo, o cacau deve seguir sob pressão. O motivo é que haverá um superávit de mais de 380 mil toneladas nesta safra, elevando estoques da amêndoa até a próxima safra. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 100,70 a arroba, queda de 0,69%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Estoques apertados: Os estoques ainda em patamares inferiores ao mínimo técnico necessário para atender à demanda da indústria no Brasil deram força às cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,337 a libra-peso, avanço de 130 pontos. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), os estoques brasileiros somavam 107,387 mil toneladas em 30 de junho de 2017, queda de 69,45% em relação a igual período de 2016. O Brasil é o maior produtor mundial da commodity e deve colher 364,5 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja na safra 2107/18. No mercado interno, o preço médio da caixa de laranja de 40,8 quilos destinada à indústria ficou em R$ 19,43, alta de 0,52%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 11/08/2017)