Macroeconomia e mercado

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Petrodólares

O fundo soberano Abu Dhabi Investments Authority está em busca de ativos de real estate no Brasil, notadamente galpões industriais e centros de distribuição.

Segundo o RR apurou, vai concentrar seus investimentos no interior de São Paulo. (Jornal Relatório Reservado 14/08/2017)

 

Preço da gasolina cai 0,13% nos postos

Os preços da gasolina recuaram, em média, 0,13% nos postos, na semana passada, em relação à anterior, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Foi a primeira semana de queda nos preços para o consumidor final desde o aumento das alíquotas do PIS/Cofins, anunciado no dia 20 de julho.

De acordo com a ANP, a média do preço da gasolina na semana de 6 a 12 de agosto foi de R$ 3,758 o litro no país. Ao todo, houve retração 18 das 26 Estados, mais o Distrito Federal, com destaque para os mercados do Amazonas (-2,73%), Bahia (-2,33%) e Mato Grosso do Sul (-2,19%). Em São Paulo, no entanto, os preços subiram 0,2%. Goiás (5,43%) e Pernambuco (5,23%) registraram os principais aumentos para o consumidor.

Os dados da ANP indicam que o recuo do preço da gasolina foi puxado principalmente pela queda de 11,5% nas margens dos revendedores. Na primeira semana após o aumento dos impostos (23 a 29 de julho), a margem chegou a subir 33%, para cerca de 17% do preço final. Desde então, o mercado se acomodou e a margem caiu para 11,3%.

Os preços do etanol hidratado seguiram movimentação semelhante à da gasolina e também registraram a primeira queda semanal desde o aumento da carga tributária. Segundo a ANP, os preços caíram 0,53% na semana passada, ante a anterior. O litro do biocombustível foi negociado, nas bombas, a uma média de R$ 2,594 na semana passada.

Já os preços do diesel registraram a terceira semana seguida de alta. O aumento médio foi de 0,45%. Desde o aumento da carga tributária, o derivado já subiu, em média, 6,1% nos postos. (Valor Econômico 15/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeito clima: As previsões climáticas para o Centro-Sul do Brasil esta semana deram força às cotações do açúcar em Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 13,30 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 25 pontos. Segundo a Climatempo, os Estados de Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e o sul de Minas Gerais devem receber chuva frequente e abundante esta semana, o que pode comprometer o avanço da colheita e moagem da cana no país. Maior produtor mundial de açúcar, o país vinha se beneficiando do clima quente e seco dos últimos dias, com um volume recorde de cana processada na segunda quinzena de julho. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 54,30 a saca de 50 quilos, queda de 1,02%.

Café: À espera da chuva: O tempo chuvoso esperado para o Centro-Sul do Brasil ajudou a pressionar as cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,405 a libra-peso, recuo de 335 pontos. Segundo a Climatempo, a umidade deve atrapalhar o andamento da colheita do café da safra 2017/18, mas vai ajudar a elevar os níveis de umidade do solo, garantindo melhores condições ao desenvolvimento das plantas e a indução da florada do ciclo 2018/19. O Brasil é o maior produtor mundial de café e tem sofrido com uma produtividade abaixo da esperada nesta temporada que está sendo colhida. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou ontem em R$ 466,94 a saca de 60 quilos, queda de 1,46%.

Cacau: Ainda o superávit: Os contratos futuros do cacau iniciaram a semana com forte queda na bolsa de Nova York, pressionados pelos fundamentos de curto prazo. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1.920 a tonelada ontem, recuo de US$ 57. O mercado de cacau vem sendo afetado pelas previsões de um superávit de cerca de 390 mil toneladas na oferta mundial em 2016/17. O volume tende a cobrir a possível queda na produtividade das lavouras do oeste da África em 2017/18 devido aos menores investimentos este ano, quando os preços da amêndoa caíram mais de 40% desde as máximas registradas em 2016. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus, na Bahia, ficou estável ontem, cotado a R$ 100 a arroba, segundo a Secretaria da Agricultura do Estado, a Seagri.

Milho: Pregão volátil: Com o mercado ainda perplexo em relação às estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra 2017/18 de milho no país, os contratos do cereal registraram alta ontem em Chicago, depois terem atingido o menor patamar em seis semanas. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,7625 o bushel, avanço de 1,5 centavo. Após o fechamento do pregão, o USDA apontou que 62% do milho plantado no país apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, dois pontos percentuais acima do observado uma semana antes, mas ainda abaixo dos 74% registrados em igual momento da safra anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 26,48 a saca de 60 quilos, com alta de 0,57%. (Valor Econômico 15/08/2017)