Macroeconomia e mercado

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SLC Agrícola semeia um novo e fértil negócio

A SLC Agrícola, uma das grandes proprietárias de terras do país, com mais de R$ 5 bilhões em ativos, pretende entrar no ramo da celulose.

O investimento passa pela aquisição de áreas já plantadas ou mesmo o cultivo de eucalipto do zero.

O projeto se daria em associação com grandes fabricantes de celulose.

Segundo o RR apurou, Eduardo e Jorge Longemann, controladores da companhia, já mantêm conversas preliminares com empresas do setor.

A SLC é dona de uma carteira de quase 400 mil hectares de plantações de soja, milho e algodão. (Jornal Relatório Reservado 23/08/2017)

 

Startup brasileira de agronegócio é premiada no Vale do Silício

Empresa é considerada uma das mais inovadoras do mundo.

A AgroSmart, uma das principais startups brasileiras de agronegócio, recebeu o troféu Operational Excellence durante o Thrive AgTech Demo Day, realizado no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Única representante da América Latina na competição, que reuniu mais de 600 líderes mundiais do agronegócio, a empresa se consolida como uma das mais inovadoras do planeta, nesse mercado.

A AgroSmart estará presente na Agro Tech Conference, maior conferência sobre agronegócios do Brasil, que acontece em São Paulo, dia 21 de setembro.

A empresa tem uma plataforma de agricultura digital, ajudando produtores rurais a tomarem melhores decisões no campo e serem mais resistentes às mudanças climáticas.

A startup gera recomendações ao monitorar lavouras por meio de sensores e imagens de satélite, interpretando as necessidades da planta em tempo real em relação a irrigação, doenças e pragas.

O uso do sistema permite economizar até 60% de água, 40% de energia e aumentar a produtividade em até 15%. (Assessoria de Comunicação 23/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Negociações travadas: A ausência de fundamentos novos no mercado de açúcar manteve os contratos da commodity com entrega para março entre 14,05 e 14,3 centavos de dólar a libra-peso na bolsa de Nova York ontem. No fechamento, o papel ficou estável em 14,26 centavos de dólar a libra-peso. "Há poucas notícias fundamentais novas, então esperamos que o mercado permaneça em sua faixa atual" afirma Nick Penney, da Sucden Financial. Se, de um lado, as chuvas no Brasil dão força às cotações, as expectativas de uma maior produção na Ásia, com previsão de superávit de mais de 4 milhões de toneladas na oferta mundial em 2017/18, ainda pressionam os contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,79 a saca de 50 quilos, queda de 0,94%.

Cacau: Incerteza na África: As incertezas com a produção de cacau na safra 2017/18 na África direcionaram as cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam US$ 1.886 a tonelada, queda de US$ 6. Enquanto as chuvas regulares no oeste da África alimentam as expectativas de mais uma temporada de produção abundante, alguns analistas destacam que a queda nos investimentos em decorrência da recente desvalorização da amêndoa pode tornar a safra 2017/18 mais suscetível às intempéries climáticas. Já os mais otimistas avaliam que o superávit esperado para 2016/17 compensará um possível recuo na produtividade. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio do cacau ficou em R$ 96 a arroba, alta de 1,05%, segundo a secretaria estadual de agricultura.

Suco de laranja: Forte recuo: Pela segunda sessão consecutiva, os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registraram perdas expressivas na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,312 a libra-peso, recuo de 480 pontos (3,53%). Segundo alguns analistas, o aumento nos estoques do Brasil e a queda dramática na produção da Flórida tornaram a temporada de furacões menos relevante para os operadores de mercado, que tipicamente fazem apostas de alta nesta época do ano. Soma-se a esse cenário a demanda em queda nos EUA, maior consumidor mundial. Em São Paulo, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou estável, em R$ 16,38, segundo o Cepea.

Milho: Chuva nos EUA: O clima chuvoso nos EUA voltou a pressionar as cotações do milho na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam ontem a US$ 3,60 o bushel, queda de 3 centavos. Ao longo desta semana, o mercado tem estado atento às estimativas privadas de safra, sendo que a mais importante delas deve sair na sextafeira. Em nota, o Commerzbank afirma que os relatos sobre as condições são díspares em todo o país. No início deste mês, o Departamento de Agricultura americano (USDA) surpreendeu o mercado ao apontar uma produtividade acima do esperado nos EUA após dois meses de tempo quente e seco. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 27,57 a saca de 60 quilos, queda de 0,93%. (Valor Econômico 23/08/2017)