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Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 10% nas vendas na Expointer 2017

O intenso movimento nos primeiros dias de Expointer empolgou quem participa da feira, realizada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É lá que o produtor rural conhece as novidades que facilitam seu trabalho no campo, como as máquinas agrícolas.

O setor espera vender 10% a mais este ano. E por isso, trouxe muitas novidades ao Parque Assis Brasil.

Uma das novidades tecnológicas é uma máquina que trabalha praticamente sozinha. O monitor, é o cérebro do equipamento. A função do operador é ficar na cabine e acompanhar o andamento do serviço. (G1 28/08/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Queda marginal: As cotações do café ficaram praticamente estáveis na bolsa de Nova York ontem após o grão interromper uma série de nove quedas consecutivas na sexta-feira. Os papéis para dezembro fecharam a US$ 1,3135 a libra-peso, recuo marginal de 5 pontos. "No Brasil, os preços internos se mantêm relativamente firmes comparados à Nova York, sustentado pela indústria local e pelo sentimento crescente de que a safra que está acabando de ser colhida pode ser bem menor do que esperada", explica a Archer Consulting em nota. O país tem registrado um elevado índice de grãos de peneiras mais baixas, além do avanço da broca. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 451,59 a saca de 60 quilos, alta de 0,61%.

Cacau: De olho em 2018: As expectativas com a safra 2017/18 de cacau tem dado força às cotações da amêndoa na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam ontem a US$ 1.997 a tonelada, avanço de US$ 64. Segundo o Zaner Group, embora as previsões de oferta no curto prazo sejam de um superávit de mais de 380 mil toneladas, o mercado tem voltado suas atenções para o ciclo 2017/18, que se inicia em outubro. Após a desvalorização acumulada de agosto do ano passado até abril deste ano, alguns analistas afirmam que houve um menor investimento em insumos para a próxima temporada, o que torna o cacau mais suscetível a intempéries. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor subiu 1,73%, para R$ 99,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Efeito Harvey: A passagem do furacão Harvey pelo Texas, o primeiro desde 2008 - o fenômeno perdeu força e passou a ser classificado como tempestade tropical -, sustentou o algodão ontem em Nova York. Os papéis para dezembro fecharam a 69,83 centavos de dólar a libra-peso, alta de 168 pontos. O fenômeno tem causado inundações e fortes chuvas no Texas e Louisiana, dois dos maiores produtores de algodão dos EUA. A safra ainda por colher tem sido prejudicada pela umidade enquanto os armazéns onde está estocado o que já foi colhido da safra 2017/18 também estão vulneráveis à inundações. Os EUA são o maior exportador mundial. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 81,53 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Produtividade recorde: Os sinais de produtividade recorde apontados pelo levantamento de safra do "Farm Journal" na semana passada pressionam as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em novembro fecharam ontem a US$ 9,4125 o bushel, queda de 3,25 centavos. De acordo com o "Farm Journal", os produtores americanos colherão 117,9 milhões de toneladas, abaixo das 119,2 milhões de toneladas apontadas pelo USDA no início do mês, mas bem acima do que o mercado esperava. O mercado também foi pressionado pela melhora nas condições de desenvolvimento da safra 2017/18 no país na última semana. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 69,56 a saca de 60 quilos, avanço de 0,07%. (Valor Econômico 29/08/2017)