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DowDuPont altera plano de reorganização após fusão

A DowDuPont, que foi formada com união das gigantes do setor químico Dow Chemical e DuPont no início deste mês, disse nesta terça-feira que está fazendo mudanças em seus planos iniciais sobre como irá dividir a companhia após a fusão.

A companhia agora planeja mover negócios que respondem por mais de 8 bilhões de dólares em vendas anuais de sua divisão de ciência de materiais para a unidade de químicos específicos.

A divisão de ciência de materiais responderá por mais negócios da herança da Dow e ficará com sua marca.

O plano da Dow e da DuPont era fazer a divisão entre unidades de agricultura, químicos específicos e ciência de materiais após sua fusão de 130 bilhões de dólares.

O anúncio desta terça-feira ocorre após intensa pressão dos acionistas, que pediam uma mudança na maneira como a DowDuPont - avaliada em 157 bilhões de dólares - foi dividida.

Sob o novo plano, a empresa passará seus negócios de água, sistemas automotivos, fármacos e alimentos e algumas outras unidades da divisão ciência de materiais para a divisão de produtos especiais, disse a DowDuPont nesta terça-feira. (Reuters 12/09/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta abundante: As perspectivas de superávit na oferta mundial de açúcar na safra 2017/18 seguem pressionando as cotações do demerara na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam ontem a 14,54 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 30 pontos. A desvalorização ocorreu mesmo após a União da Indústria de Cana-deAçúcar (Unica) apontar queda de 0,47% na produção da commodity no Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de agosto em relação à igual período da safra passada. A Unica indicou também queda no percentual de caldo de cana destinado à fabricação do açúcar, de 47,75% um ano atrás para 46,95% na última quinzena. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,25 a saca de 50 quilos, alta de 0,1%.

Café: Clima seco no Brasil: As previsões climáticas para este mês no Brasil deram sustentação às cotações do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,3505 a libra-peso, com avanço de 320 pontos. Após as chuvas na região Sudeste do país em agosto, as previsões são de novas precipitações apenas no fim do mês, o que, segundo alguns analistas, pode afetar o pegamento da florada do café registrada recentemente em regiões cafeeiras. "Fotos de cafezais desfolhados nas áreas que estão secas há mais de dois meses têm circulado pelos e-mails dos participantes [do mercado] ", afirma a Archer Consulting em nota. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 448,83 a saca de 60 quilos, alta de 1,06%.

Cacau: Ajuste técnico: Os contratos futuros do cacau registraram alta na bolsa de Nova York ontem em meio a um ajuste técnico após as cotações da amêndoa terem atingido patamares historicamente baixos. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1.951 a tonelada, com avanço de US$ 17. "Os gráficos sugerem que a commodity atingiu sua cotação mínima", avaliou Jack Scoville, do Price Futures Group, em Chicago. Em nota, o banco Société Générale fez análise semelhante, afirmando que o cacau está sobre vendido e vulnerável a uma cobertura de posições vendidas por investidores. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 97 a arroba, alta de 0,31%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Retomada em NY: Após registrar queda na segunda-feira diante da previsão de aumento da produção de laranja na safra 2017/18 no Brasil, os contratos futuros do suco concentrado e congelado da fruta retomaram o movimento de alta na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,5415 a libra-peso, avanço de 540 pontos. O mercado está atento aos impactos do furacão Irma, rebaixado ontem à depressão tropical, sobre os pomares da Flórida. Segundo analistas, os ventos e as chuvas torrenciais provocadas pelo fenômeno climático quebraram alguns ramos e derrubaram alguns frutos prematuros. No mercado interno, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria caiu 1,82%, para R$ 18,92, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 13/09/2017)