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Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta em alta: O avanço da produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil mesmo após a recente alta nos preços do etanol segue pressionando as cotações do demerara na bolsa de Nova York. Os papéis da commodity com entrega para março fecharam a 13,83 centavos de dólar a libra-peso ontem, queda de 8 pontos sobre a véspera e de 81 pontos na semana. As usinas da região Centro-Sul destinaram 48,4% do volume de cana processado para a fabricação de açúcar no início de setembro, mais que em igual momento do ciclo anterior. De acordo com analistas, o clima seco favoreceu e também houve aumento nos açúcares totais recuperáveis. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 52,37 a saca de 50 quilos, alta de 0,6%.

Café: Após as chuvas: As chuvas registradas ontem no Sudeste brasileiro pressionaram as cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,3295 a libra-peso, recuo de 290 pontos. Segundo a Climatempo, houve precipitações e pancadas de chuva em várias regiões do Estado de São Paulo e no sul de Minas ontem, que contribuem para a floração da próxima safra (2018/19) no país. Ainda de acordo com a Climatempo de meteorologia, alguns cafezais já apresentavam enegrecimento dos botões florais na semana passada, o que pode gerar uma florada de menor intensidade nas próximas semanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 451,26 a saca de 60 quilos, com alta de 0,23%.

Soja: Reação técnica: Um ajuste de posições dos fundos em meio ao atraso do plantio da safra 2017/18 no Brasil deu fôlego às cotações da soja ontem em Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,7625 o bushel, avanço de 2,25 centavos. Embora as previsões apontem que as chuvas voltarão já no fim de semana, o que permitiria os produtores locais recuperarem o tempo perdido, o mercado reage à recente desvalorização das cotações. "A recuperação foi essencialmente técnica, quebrando a sequência negativa dos últimos dias, com investidores buscando ajustar as carteiras para o relatório de estoques", explica a Granoeste Corretora. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 70,81 a saca de 60 quilos, recuo marginal de 0,03%.

Trigo: Atenção ao clima: As apreensões com o clima na Austrália e na Argentina deram força às cotações do trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,8075 o bushel, alta de 7,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,77 o bushel, avanço de 7 centavos. As estimativas para a Austrália são de uma produção abaixo de 19 milhões de toneladas ante projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de mais de 33 milhões de toneladas para o ciclo anterior. Na Argentina, as previsões são de chuva nos próximos 11 a 15 dias, prejudicando a cultura no país. No mercado interno, o preço no Paraná, principal Estado produtor, ficou em R$ 589,74 a tonelada, alta de 0,27%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 28/09/2017)