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Commodities Agrícolas

Açúcar: Reação em Londres: A reação da demanda por açúcar refinado, referenciado em Londres, deu força às cotações do demerara na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,49 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 14 pontos. Desde terça-feira, o refinado começou a registrar um aumento súbito na demanda em Londres, o que elevou os preços do contrato de primeira posição. Segundo analistas, ainda não ficou claro o que pode ter provocado o movimento de compra, mas existe a possibilidade que seja um ajuste de posições dos fundos diante das estimativas de uma produção europeia abaixo do esperado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 53,34 a saca de 50 quilos, alta de 0,28%.

Café: Ajuste técnico: Os contratos futuros do café interromperam ontem uma série de seis pregões consecutivos de queda. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,3075 a libra-peso, avanço de 205 pontos. Na semana, contudo, a commodity ainda acumula queda de 90 pontos, pressionada pelo tempo chuvoso no Brasil durante a fase de floração da safra 2018/19. Segundo analistas, o mercado ainda acompanha as condições efetivas de desenvolvimento da florada, uma vez que o tempo quente e seco de setembro já teria causado danos às lavouras, com relatos de enegrecimento dos botões após o tempo quente e seco de setembro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 440,47 a saca de 60 quilos, alta de 0,5%.

Cacau: De olho em 2017/18: As previsões para a safra 2017/18 de cacau no oeste da África seguem dando impulso às cotações da amêndoa na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.088 a tonelada, avanço de US$ 9 e alta acumulada de US$ 54 desde segunda-feira. As perspectivas para a 2017/18 no oeste da África são de uma queda de 10% a 15% na produção, devido ao menor investimento em tratos culturais após a recente desvalorização da commodity. Além disso, a Costa do Marfim, maior produtor mundial, anunciou a redução do número de licenças para a exportação de cacau no país, o que deve restringir a oferta. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável, a R$ 104,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Vendas firmes nos EUA: As vendas externas semanais dos EUA deram força às cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,79 o bushel, avanço de 10,25 centavos e alta acumulada de 0,5 centavo na semana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, foi acertada a venda de 1,016 milhão de toneladas de soja da safra 2017/18 ao longo da semana encerrada no dia 28 de setembro. Segundo analistas, embora o volume tenha ficado dentro do esperado, impressionou o mercado. O clima mais úmido tem atrasado a colheita nos EUA, reduzindo a oferta internacional do país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 70,09 a saca de 60 quilos, avanço de 0,94%. (Valor Econômico 06/10/2017)