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Commodities Agrícolas

Açúcar: Virada em NY: Após operarem a semana toda em alta, acompanhando a recuperação da demanda pelo açúcar refinado em Londres, os contratos futuros do demerara, negociado em Nova York, devolveram, na sexta-feira, a maior parte dos ganhos acumulados na semana. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 38 pontos e praticamente estável ante a semana anterior, com avanço acumulado de 1 ponto. O mercado cedeu às previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção europeia, avaliada em mais de 20 milhões de toneladas, avanço de 20% ante o ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,13 a saca de 50 quilos, queda de 0,39%.

Algodão: Chuva nos EUA: A formação de mais uma tempestade tropical no Atlântico deu força às cotações do algodão na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 68,84 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 57 pontos. O sistema, atualmente no Golfo do México, pode causar chuvas no Sudeste dos EUA, onde a safra 2017/18 encontra-se na fase decisiva do desenvolvimento, quando há a abertura dos botões de algodão, tornando-os mais suscetíveis às intempéries climáticas. Os EUA são o maior exportador mundial da commodity e deve colher 4,74 milhões de toneladas da pluma. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 79,17 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Clima problemático: As dificuldades para o escoamento da safra 2017/18 nos EUA após o tempo quente e seco deste ano reduzir o nível das vias fluviais usadas pelos exportadores do país dão força às cotações da soja na bolsa de Nova York em meio ao atraso na colheita da oleaginosa. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,83 o bushel na sexta-feira, avanço de 4 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, 22% da área plantada havia sido colhida no país no último dia 1º outubro. Em igual momento da safra passado, esse percentual ficou em 24%, com média histórica de 26% para o período. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja posta no porto de Paranaguá ficou em R$ 70,57 a saca, avanço de 0,68%.

Milho: Atrasos no Brasil e EUA: O atraso na colheita da safra 2017/18 nos EUA e no plantio do mesmo ciclo no Brasil deram força às cotações do milho no último pregão da semana passada na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,6325 o bushel, avanço de 0,75 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 17% da área plantada no país havia sido colhida até o último dia 1º, contra 23% observados em igual momento do ano passado. No Centro-Sul do Brasil, o plantio do grão de verão atingiu 29% de uma área esperada de 2,97 milhões de hectares, segundo a AgRural. No ano passado, esse percentual era de 37%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 30,39 a saca de 60 quilos, com valorização de 2,46%. (Valor Econômico 09/10/2017)