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Commodities Agrícolas

Café: Chuva insuficiente: As chuvas abaixo do esperado no Sudeste brasileiro desde o fim de setembro dão força às cotações do café arábica na bolsa de Nova York após uma sequência de desvalorizações registrada desde o fim de setembro. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,346 o bushel ontem, avanço de 100 pontos. Segundo alguns analistas, as precipitações mais fracas têm levado a especulações sobre os efeitos de um possível La Nina, com tempo mais frio e seco nos próximos meses no Brasil. O país é o maior produtor mundial de café e as chuvas desta época do ano são fundamentais para o desenvolvimento da florada da safra 2018/19. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica negociado em São Paulo ficou em R$ 454,28 a saca de 60 quilos, alta de 1,28%.

Cacau: Revertendo ganhos: Após acumular alta de 2,9% na bolsa de Nova York na semana passada, o cacau registrou forte queda ontem, revertendo esses ganhos. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.023 a tonelada, recuo de US$ 70. A commodity vinha sendo impulsionada pela perspectiva de queda na produção do oeste da África na safra 2017/18 e pela decisão do governo da Costa do Marfim, maior produtor mundial, de manter inalterado o preço mínimo da amêndoa praticado no país em 2016/17. A medida, contudo, já tem gerado reação por parte dos produtores locais, que apostam numa revisão do valor fixado. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável, em R$ 105 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Ainda os furacões: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado registraram alta ontem na bolsa de Nova York, ainda impulsionados pelas apreensões com os danos causados pela temporada de furacões na Flórida. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,5795 o bushel, avanço de 110 pontos. "O sentimento do mercado ainda é de que pomares de laranja da Flórida foram gravemente danificados devido ao furacão Irma", explica Jack Scoville, do Price Futures Group. Segundo o analista, algumas áreas foram quase completamente destruídas enquanto outras sofreram perdas de 50% ou mais da produção. No mercado paulista, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou estável ontem, cotado a R$ 19,35, segundo levantamento do Cepea.

Soja: De olho no USDA: As expectativas com o próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pressionaram as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,7725 o bushel, recuo de 5,75 centavos. O mercado espera que o órgão estime a produção americana de soja em 120,8 milhões de toneladas na próxima quinta-feira, volume levemente acima do indicado no mês passado. Se confirmado, será o segundo recorde consecutivo no país. Porém, ainda há risco de perdas alimentado pelo atraso na colheita devido ao tempo chuvoso. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,86 a saca de 60 quilos, alta de 0,41%. (Valor Econômico 10/10/2017)