Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta marginal: Diante da ausência de novos fundamentos capazes de guiar as cotações, os contratos futuros do açúcar demerara ficaram praticamente estáveis na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,17 centavos de dólar a libra-peso, em alta de 2 pontos. Segundo analistas, os preços continuam "ancorados", reflexo de um mercado que foi dominado recentemente pelo sentimento de baixa. O açúcar é a commodity agrícola com pior desempenho este ano em Nova York, pressionada pela perspectiva de aumento na produção no Brasil, na União Europeia e em outros grandes produtores mundiais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 54,70 a saca de 50 quilos, com valorização de 0,9%.

Café: Incerteza no Brasil: As incertezas em relação à florada da safra 2018/19 de café no Brasil ainda direcionam as negociações da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,281 a libra-peso, avanço de 10 pontos. Apesar das chuvas observadas desde o fim de setembro no Sudeste do país, que colaboraram para um florada expressiva, as elevadas temperaturas têm aumentado a evapotranspiração dos cafezais, o que coloca em risco a produtividade final da safra. Segundo a Archer Consulting, o mercado tem ajustado suas estimativas de produção em 2018/19 para, no máximo, repetir a do ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 440,14 a saca de 60 quilos, queda de 0,09%.

Cacau: De olho na moagem: As expectativas do mercado com o relatório da Associação Nacional de Confeiteiros dos EUA (NCN) de moagem de cacau na América do Norte no terceiro trimestre deste ano têm travado as negociações da amêndoa na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.074 a tonelada, recuo marginal de US$ 1. O mercado espera que o órgão aponte aumento de 1,5% na moagem de cacau da região em relação ao mesmo período de 2016. No segundo trimestre, houve queda de 1,05% na comparação anual, quando a expectativas no mercado era de aumento de 2,5%. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus, na Bahia, subiu 0,94%, cotado a R$ 107 a arroba, segundo informações a Secretaria de Agricultura do Estado.

Algodão: Colheita nos EUA: O avanço da colheita da safra 2017/18 de algodão nos EUA deu o tom das negociações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da commodity com vencimento em março fecharam a 67,33 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 15 pontos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 31% da área plantada no país havia sido colhida até o dia 15, avanço semanal de seis pontos percentuais. Em igual momento do ano passado, o percentual era 29%, e a média histórica nos últimos cinco anos é 26%. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão e devem colher 4,59 milhões de toneladas da pluma este ano. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 79,17 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba. (Valor Econômico 19/10/2017)