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Commodities Agrícolas

Café: Reversão em NY: Os contratos futuros do café reverteram ontem as perdas acumuladas na bolsa de Nova York desde o início da semana, quando o mercado foi pressionado pela melhora das perspectivas climáticas para as regiões produtoras do Brasil em meio à florada da safra 2018/19. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,306 a libra-peso, em alta de 250 pontos. Com isso, o grão passou de uma queda acumulada de 1,61% desde segunda-feira para uma alta de 0,31% até ontem. Apesar das chuvas do início do mês, as elevadas temperaturas no país têm aumentado a evapotranspiração dos cafezais, o que coloca em risco a produtividade final da safra 2018/19. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 445,65 a saca de 60 quilos, alta de 1,25%.

Cacau: Demanda americana: As expectativas com os dados de moagem de cacau na América do Norte, divulgados pela Associação Nacional de Confeiteiros dos EUA (NCA) após o fechamento, deram força às cotações na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.133 a tonelada, avanço de US$ 59. Segundo o órgão americano, foram processadas 125,263 mil toneladas de cacau no terceiro trimestre deste ano na região, aumento de 0,68% ante igual período do ano passado. As expectativas do mercado eram de um aumento de 1,5%. A América do Norte é o segundo maior consumidor de cacau, atrás da Europa. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus, na Bahia, avançou 0,93%, cotado a R$ 108 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Soja: Negócio da China: As compras chinesas de soja americana deram força às cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago ontem após três sessões seguidas de queda. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,97 o bushel, avanço de 2 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país fecharam contrato para a venda de 384 mil toneladas de soja da safra 2017/18 para a China ontem. Ainda segundo o órgão, 1,27 milhão de toneladas do grão foram negociadas durante a semana móvel encerrada no dia 12, sendo 1,17 milhão de toneladas desse montante destinado à China. O país é o maior consumidor mundial de soja. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 71,37 a saca de 60 quilos, queda de 0,32%.

Trigo: Aumento nas vendas: O aumento expressivo nas vendas externas americanas de trigo impulsionou as cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis do grão com entrega para março fecharam a US$ 4,5125 o bushel, avanço de 2 centavos. Em Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 4,4725 o bushel, alta de 1 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), foram vendidas 615,4 mil toneladas da safra 2017/18 na semana encerrada no dia 12, volume mais de 200% superior ao registrado na semana anterior e bem acima das previsões de mercado, que indicavam um volume entre 200 e 400 mil toneladas. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 601,28 a tonelada, avanço marginal de 0,08%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 20/10/2017)