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Commodities Agrícolas

Açúcar: Produção em queda: A queda na produção de açúcar no início de outubro no Centro-Sul do Brasil em meio ao aumento do percentual de cana destinada à fabricação de etanol deu força às cotações do demerara na bolsa de Nova York ontem. Os papéis para maio fecharam a 14,36 centavos de dólar a libra-peso, alta de 36 pontos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Centro-Sul destinou 43,76% da moagem à fabricação da commodity na primeira quinzena de outubro, ante 49,62% em igual período de 2016. Com isso, a produção de açúcar somou 1,98 milhão de toneladas, queda de 12,28% na mesma comparação. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 55,90 a saca de 50 quilos, alta de 0,32%.

Café: Chuva no Brasil: As chuvas no Sudeste brasileiro seguem pressionando as cotações do café na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam ontem a US$ 1,2695 a libra-peso, recuo de 115 pontos. O mercado tem acompanhado de perto o desenvolvimento da florada da safra 2018/19 no Brasil. De bienalidade positiva, o ciclo possui um potencial de produtividade superior ao da safra atual, mas precisa de chuvas regulares para o pegamento da florada. Segundo a Climatempo, as previsões são de pancadas de chuvas irregulares no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Na quinta-feira, uma nova frente fria deve causar mais chuva em toda a região. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paulo ficou em R$ 443,15 a saca de 60 quilos, queda de 0,16%.

Cacau: Terceira queda seguida: Os contratos futuros do cacau registraram ontem a terceira queda seguida em Nova York desde que a Associação Nacional de Confeiteiros dos EUA (NCA) apontou um consumo abaixo do esperado da amêndoa na América do Norte no terceiro trimestre deste ano. Os papéis para março fecharam a US$ 2.089 a tonelada, recuo de US$ 31 e desvalorização acumulada de US$ 43 desde segunda-feira. Segundo a entidade, foram processadas 125,263 mil toneladas de na região no nesse período, avanço de 0,68% ante igual momento do ano passado, mas abaixo das previsões de mercado de um aumento de 1,5%. No Brasil, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável, em R$ 110,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

Soja: Colheita nos EUA: O expressivo avanço da colheita da safra 2017/18 nos EUA ao longo da última semana pressionou as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,8575 o bushel, queda de 5,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 70% da área estimada para o grão havia sido colhida no último dia 22 de outubro, avanço semanal de expressivos 21 pontos percentuais. Com isso, o ritmo dos trabalhos em campo se aproximaram do registrado em igual período do ano passado, quando 74% da safra havia sido colhida, e da média histórica dos últimos cinco anos, de 73%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão no porto de Paranaguá ficou em R$ 71,97 a saca de 60 quilos, alta de 0,42%. (Valor Econômico 25/10/2017)