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Commodities Agrícolas

Açúcar: Ampla oferta mundial: Após terem iniciado a semana com forte alta, quando foram impulsionados pelos dados de moagem no Brasil, os contratos futuros do açúcar cederam aos fundamentos de uma ampla oferta mundial em 2017/18. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a 14,22 centavos de dólar a libra-peso, queda de 6 pontos. Na semana, os contratos ainda acumulam alta de 0,8%, limitada pela ampla oferta na Índia, União Europeia e Tailândia. "Dado que a produção de açúcar em outras regiões está aumentando, não há risco de escassez no mercado mundial, limitando o potencial de elevação do preço do açúcar", afirma análise do Commerzbank. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 56,51 a saca de 50 quilos, alta de 0,8%.

Cacau: Vai e vem: As expectativas com a demanda por cacau no fim de ano, quando o consumo de chocolate costuma aumentar, ainda dá forças às cotações na bolsa de Nova York em meio às previsões de queda na produção em 2017/18. Os papéis da amêndoa para março fecharam ontem a US$ 2.119 a tonelada, avanço de US$ 34. Segundo a BMI Research, o mercado segue atento às perspectivas de consumo da amêndoa no último trimestre do ano após os resultados do terceiro trimestre na Europa terem ficado acima das expectativas de mercado, com um crescimento de 3% ante o registrado em igual período do ano passado. Na Bahia, o preço médio praticado em Ilhéus e Itabuna ficou estável, cotado a R$ 110 a arroba, segundo Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Danos limitados: As apreensões com a queda das temperaturas no Texas, que fizeram os preços do algodão subirem mais de 4% no início desta semana em Nova York, abriram ontem espaço para correções. Os papéis da pluma com vencimento em março fecharam a 68,06 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 100 pontos e terceira queda consecutiva. As previsões de que as temperaturas atinjam mínimas de 1º negativo C no Texas elevam o risco de geada no principal Estado produtor de algodão dos Estados Unidos. Segundo analistas, contudo, apenas 10% da produção local tem potencial de ser atingida pelo clima mais frio desta semana. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 80,86 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: De olho na lavoura: O mercado segue atento ao andamento dos trabalhos em campo da safra 2017/18 nos EUA e no Brasil, os dois maiores produtores mundiais de soja. Os papéis da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,825 o bushel ontem em Chicago, queda de 3,75 centavos. Segundo a Safras & Mercado, a semeadura atingiu 18,5% da área projetada para o Brasil em 20 de outubro, contra 26,4% no ano passado e uma média histórica de 19,9%. A chegada de uma nova frente fria ao país, contudo, deve causar chuva em toda a região Centro-Sul ao longo do final de semana, o que contribui para a melhora das condições de plantio no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 72,69 a saca de 60 quilos, recuo de 0,16%. (Valor Econômico 27/10/2017)