Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta da gasolina: A alta nos preços da gasolina no Brasil continua dando fôlego às cotações do açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 14,65 centavos de dólar a libra-peso ontem, com avanço de 17 pontos. Desde julho, a Petrobras tem reajustado quase que diariamente os preços dos combustíveis no mercado brasileiro. Com isso, o valor da gasolina nas refinarias acumula alta de 23,92%, o que afeta a decisão das usinas entre produzir açúcar ou de etanol. Na primeira metade de outubro, as unidades do Centro-Sul do Brasil destinaram 56,24% da colheita para produção do biocombustível contra 53% na quinzena anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 60,25 a saca de 50 quilos, alta de 2,55%.

Café: Ainda a florada: O mercado segue acompanhando com cautela o desenvolvimento da florada da safra 2018/19 de café no Brasil, cujo potencial produtivo é superior ao do ciclo atual, de bienalidade negativa e que, segundo a Conab, deve ter queda na produção de 12%. Ontem, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1,2905 a librapeso na bolsa de Nova York, com alta de 155 pontos. Segundo a Climatempo, algumas áreas cafeeiras do cerrado mineiro ainda não receberam volumes suficientes de chuva para permitir um bom desenvolvimento da safra, o que pode ocasionar perdas no potencial produtivo de alguns cafezais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 452,79 a saca de 60 quilos, alta de 1,31%.

Cacau: Clima na África: A proximidade da estação seca no oeste da África deu sustentação aos contratos de cacau na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.109 a tonelada, avanço de US$ 53. A região concentra dois terços da produção mundial e costuma receber ventos fortes do deserto do Saara nesta época do ano, o que poderia comprometer uma produção que não recebeu os cuidados adequados. Segundo analistas, os produtores locais reduziram investimentos nas lavouras em decorrência da queda dos preços internacionais da commodity este ano. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia foi cotado a R$ 114 a arroba ontem, com avanço de 0,53%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Atenção ao USDA: As expectativas do mercado com o próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vêm dando força à cotações da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,94 o bushel, avanço de 7,25 centavos. O mercado espera que o órgão corte suas estimativas de produtividade nos EUA diante dos relatos de rendimento abaixo do esperado na reta final da colheita do ciclo 2017/18. Segundo analistas, isso ocorreu em lavouras semeadas após 10 de maio, que sofreram com falta de chuvas durante a fase de florescimento e enchimento de grãos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 73,53 a saca de 60 quilos, avanço de 0,19%. (Valor Econômico 07/11/2017)