Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: De olho no Brasil: O mercado segue acompanhando com atenção a queda no percentual de cana destinada à fabricação de açúcar no Brasil, o que impulsionou as cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 14,91 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 15 pontos. Maior produtor mundial da commodity, o país destinou 56,24% da cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro no Centro-Sul para a produção de etanol contra 50% no ano passado e 53% na quinzena anterior. Além disso, a produção de açúcar recuou 12,28% na comparação anual, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 61,55 a saca de 50 quilos, alta de 0,82%.

Café: Sessão instável: Os contratos futuros do café tiveram forte volatilidade na bolsa de Nova York ontem, um dia após a Organização Internacional do Café (OIC) revisar suas estimativas de um déficit de 1,2 milhão de sacas para superávit de 2,38 milhões de sacas no ano-safra internacional 2016/17. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,292 a libra-peso na bolsa de Nova York, alta de 100 pontos. O mercado ainda está sendo influenciado pelas especulações sobre a safra 2018/19 no Brasil. Com risco de abortamento de parte da florada, as estimativas iniciais do mercado para a produção do país passaram de mais de 60 milhões de sacas para até 57 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 449,65 a saca de 60 quilos, com alta de 0,12%.

Algodão: À espera do USDA: A expectativa de que o Departamento de Agricultura americano (USDA) fará novos cortes nas estimativas de produção de algodão hoje deram força às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 68,86 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 40 pontos. A perspectiva é de que o órgão cortará suas previsões para produção e estoques finais nos EUA, refletindo os impactos da geada registrada no Estado do Texas no início deste mês e do furacão Harvey. Contudo, os números esperados ainda são de um estoque recorde de 1,21 milhão de toneladas no país. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 81,03 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Baixa produtividade: Os relatos de baixo rendimento das lavouras americanas de soja na reta final da colheita da safra 2017/18 alimentam as expectativas de corte nas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produtividade do país. Com isso, os contratos do grão com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,985 o bushel ontem na bolsa de Chicago, avanço de 2,5 centavos, na terceira sessão consecutiva de valorização. Segundo analistas, o relatório de novembro do USDA, que será divulgado hoje, marca o período de transição do foco especulativo, com potencial de provocar fortes oscilações nos preços. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 73,90 a saca de 60 quilos, alta de 0,11%. (Valor Econômico 09/11/2017)