Macroeconomia e mercado

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Wilmar tem lucro de US$ 370 milhões no 3º trimestre, queda de 5,7%

O baixo desempenho dos negócios de óleos tropicais e de açúcar atingiram o lucro líquido da companhia de agronegócios Wilmar, sediada em Cingapura, que caiu 5,7% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para US$ 370,0 milhões.

A receita total do grupo ficou praticamente estável, em US$ 11,1 bilhões, sustentada pelo aumento das vendas dos negócios de oleaginosas e grãos. Esse segmento registrou lucro antes de impostos de US$ 253,7 milhões no trimestre passado, e foi favorecido pelo aumento do volume processado e pelas boas margens de esmagamento.

Já o segmento de açúcar registrou uma queda de 13% no lucro antes de impostos, que somou US$ 75,2 milhões. Segundo a companhia, essa redução foi resultado do novo programa do governo da Austrália para o mercado de açúcar, que determina que certa proporção do adoçante produzido deve ser vendido apenas nos trimestres seguintes. O resultado desse negócio só não foi pior porque houve um bom desempenho nas negociações de açúcar, informou a companhia, em nota.

Quanto ao segmento de óleos tropicais, o lucro antes de impostos recuou 51%, para US$ 83,1 milhões, por causa da redução das margens de processamento. Isso foi parcialmente compensado pelo aumento da produtividade e do volume nas plantações durante o trimestre.

No segmento “Outros”, que abriga negócios de trading e fertilizantes, o lucro antes de impostos bateu recorde de US% 56,4 milhões.

A Wilmar também obteve lucro antes de impostos de US$ 51,3 milhões com suas empresas associadas e joint ventures, um crescimento de 79% ditado principalmente por ganhos na Índia, no Leste Europeu e no Marrocos.

No fim do trimestre, a dívida da companhia era de US$ 11,06 bilhões, e a proporção da dívida de longo prazo sobre o capital empregado havia caído ante o mesmo trimestre do ano passado, para 0,72 vez. Em nove meses, a companhia gerou caixa das atividades operacionais de US$ 1,56 bilhão, resultando em um fluxo de caixa livre de US$ 1,23 bilhão.

Segundo o CEO e presidente do conselho da Wilmar, Kuok Khoon Hong, a expectativa é que o segmento de oleaginosas e grãos tenham um “bom desempenho” no quarto trimestre, enquanto nos outros segmentos o desempenho deve ser “satisfatório”.

O executivo disse que o grupo vai continuar com seus planos de expansão, especialmente em oleaginosas e grãos, incluindo produtos ao consumidor. “Com bom desempenho nos países-chave asiáticos, nós continuamos otimistas sobre o futuro da Ásia”, afirmou, em nota. (Valor Econômico 13/11/2017)

 

Monsanto reafirma a validade da patente da Intacta, em nota de esclarecimento

Na semana passada a Aprosoja-MT pediu a nulidade da patente da soja Intacta na Justiça.

São Paulo, 13 de novembro de 2017 - Tendo tomado conhecimento pela imprensa de uma suposta ação contra a patente da tecnologia INTACTA por parte da Aprosoja Mato Grosso, a Monsanto esclarece que desconhece os detalhes dessa medida, portanto, não pode se posicionar de modo definitivo a respeito. 

Ainda assim, é importante destacar que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento da tecnologia INTACTA, disponível comercialmente no Brasil há mais de quatro anos. O produtor rural sabe disso e escolheu adotar essa inovação por entender os grandes benefícios que traz para a lavoura e, por consequência, ao seu negócio. Essa inovação trouxe benefícios econômicos e ambientais para os produtores brasileiros assim como para a agricultura do país. Essa é razão da sua rápida adoção no campo. 

Igualmente importante reiterar que a tecnologia INTACTA foi devidamente patenteada no Brasil e em outros países, sempre seguindo os mais rigorosos critérios de exame. O INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial, assim como os órgãos de concessão de patentes no exterior, peritos no assunto, avaliam criteriosamente os requisitos para concessão de patentes. Portanto, esta patente da tecnologia INTACTA seguiu as mais rigorosas regras de exame e todos os requisitos de patenteabilidade foram devidamente atendidos. 

A Monsanto reafirma a validade de sua patente, confia no Poder Judiciário e tem certeza de que, assim como inúmeras outras empresas de Pesquisa e Desenvolvimento, contribui com inovações importantes para o crescimento da agricultura no Brasil. Acreditamos também que só com a intensificação desses investimentos continuaremos superando os grandes desafios que a Agricultura Tropical apresenta, e consolidando nosso país como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. (Reuters 13/11/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Atenção ao clima: Com as previsões de superávit na oferta mundial já precificadas, os investidores voltam suas atenções para o pequeno risco climático que ainda ronda as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a 15,04 centavos de dólar a libra-peso na bolsa, avanço de 8 pontos. Segundo a consultoria Agrilion Commodity Advisers, há um pequeno risco climático caso se confirme o desenvolvimento do La Niña este ano. De acordo com o Escritório de Meteorologia da Austrália, há 50% de chances de formação do fenômeno até o fim deste ano, o que dá margem às especulações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 64,03 a saca de 50 quilos, alta de 0,63%.

Cacau: Mais entregas: As expectativas de aumento nas entregas de cacau no oeste da África nos próximos dias pressionaram ontem as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York, onde vinham apresentando alta consistente na última semana. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.201 a tonelada, recuo de US$ 11. O aumento da oferta na região será resultado de um clima mais chuvoso em pleno período de seca. Contudo, com relatos de avanço de doenças relacionadas à umidade, as chuvas também causam apreensão no mercado, o que limita as perdas em meio às previsões de aumento no consumo. Na Bahia, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna recuou 0,17% ontem, para R$ 118,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Alta do dólar: A alta do dólar ante as principais divisas do mundo ajudou a pressionar as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem, dias após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevar suas previsões para a produção mundial do grão. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,7425 o bushel, queda de 12,75 centavos. A moeda americana mais forte em relação a outras divisas tende a reduzir a competitividade da soja dos EUA no mercado internacional, comprometendo a demanda pela safra do país. Segundo o USDA, os embarques de soja dos EUA recuaram 16,26% na semana encerrada em 9 de novembro. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 74,81 a saca de 60 quilos, com alta de 1,18%.

Trigo: Rússia em ascensão: A expectativa de aumento na participação da Rússia no mercado internacional de trigo em meio a uma safra recorde de mais de 80 milhões de toneladas do cereal pressiona as cotações do grão na bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em março fecharam ontem a US$ 4,4325 o bushel, recuo de 5,75 centavos. Em Kansas, o grão com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,4425 o bushel, queda também de 5,75 centavos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que as exportações de trigo da Rússia em 2017/18 deverão crescer 18,7% ante o ciclo anterior. Para os EUA, a previsão é de queda de 5,22%. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 642,33 a tonelada, alta de 0,46%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 14/11/2017)