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Commodities Agrícolas

Açúcar: Correção em NY: Um movimento de realização de lucros influenciou a queda das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a 14,99 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 34 pontos em relação a sexta-feira. Com isso, boa parte dos ganhos que vinham sendo sustentados pelas perspectivas de que a próxima safra de cana (2018/19) no Centro-Sul do Brasil será mais "alcooleira" foi devolvida. O Brasil lidera a produção e as exportações mundiais de açúcar. Apesar dessa tendência brasileira, a próxima temporada internacional de açúcar tende a ser abundante. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 1,43% na sexta-feira e alcançou R$ 65,40.

Cacau: Curva descendente: Os preços do cacau mantiveram a direção dominante da semana passada e voltaram a fechar em queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em marco encerraram a sessão negociados a US$ 2.089 por tonelada, US$ 42 a menos que na sexta-feira. A curva descendente representa uma correção em relação aos ganhos do início do mês, que foram determinados por previsões de queda na produção mundial na temporada 2017/18 e de aquecimento da demanda no fim do ano. E essas estimativas continuam a dar o tom. Segundo a BMI Research, a produção global vai registrar retração de 14%. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa saiu, em média, por R$ 117 na sexta-feira, R$ 1 a menos que na véspera, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: Exportações dos EUA: O bom ritmo das exportações americanas de milho garantiu a alta dos preços do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para março fecharam a US$ 3,5650 por bushel, 1,5 centavos de dólar a mais que na sexta-feira. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques do país somaram quase 633 mil toneladas na semana encerrada no dia 16 de novembro, 58,8% mais que nos sete dias anteriores. A alta de ontem só não foi maior porque os fundos de investimentos foram conservadores em seus movimentos, como costuma acontecer antes de feriados - na quinta, o país comemora o Dia de Ações de Graças. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos caiu 0,9% na sexta-feira, para R$ 31,75.

Trigo: Dólar forte: A valorização do dólar em relação a outras moeda pressionou as cotações do trigo ontem nas principais bolsas americanas. O dólar mais forte torna a safra do país mais cara, daí o "ajuste" nas bolsas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na semana que terminou no dia 16 de novembro os embarques do país somaram quase 260 mil toneladas, 16% menos que no período imediatamente anterior. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 4,3850 por bushel, em baixa de 5 centavos de dólar. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 5,75 centavos, para US$ 4,3375 por bushel. No Paraná, o preço médio do trigo caiu 0,21% na sexta-feira, para R$ 641,22 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 21/11/2017)