Macroeconomia e mercado

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Chineses investem US$ 1 bi no agronegócio brasileiro

Os acordos firmados pelo presidente Michel Temer durante sua visita à China, em setembro, começam a deixar o campo da pirotecnia das relações bilaterais para dar seus primeiros resultados práticos.

Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, autoridades chinesas são aguardadas no Brasil no início de 2018 para anunciar uma série de projetos agropecuários, notadamente no Centro-Oeste e no sul do Pará.

A expectativa é que os investimentos passem de US$ 1 bilhão.

A maior parcela destes recursos virá do China-LAC Cooperation Fund.

Neste caso, as tratativas já estão ocorrendo com alguma velocidade.

Em viagem à Ásia há duas semanas, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, se reuniu com a direção do fundo para alinhavar investimentos no estado.

Em contrapartida, segundo o RR apurou, desde o mês passado, representantes do fundo têm visitado cidades do Centro-Oeste.

Estiveram também em uma das maiores cooperativas agrícolas da região. (Jornal Relatório Reservado 22/11/2017)

 

Cade aprova venda de fatia da Shell na Comgás para a Cosan

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da fatia detida pela Shell na Comgás para a Cosan. A decisão está no “Diário Oficial da União” (DOU) desta terça-feira (21).

Com a operação, a Cosan passa a deter 79,88% da Comgas. De acordo com o parecer do Cade, “a operação envolve o exercício, pela Shell, da prerrogativa de venda de participação acionária que lhe foi concedida pela Cosan em 2012, por meio do contrato de opção de venda”.

“A decisão de alienar sua participação na Comgás decorre de uma revisão do portfólio da Shell no Brasil, que concluiu não ser a Comgás um ativo estratégico para seus negócios”, diz o texto.

A autoridade antitruste não viu problemas concorrenciais no negócio porque a empresa já detinha uma fatia considerável da Comgás, entre outros pontos. (Valor Econômico 21/11/2017 às 10h: 19m)

 

Sinal quase verde para a Brookfield

O Conselho de Administração da Cemig deverá se reunir nos próximos dias para avaliar a oferta vinculante apresentada pela Brookfield para a compra da Renova Energia, pertencente à estatal mineira e à Light, sua controlada.

A tendência é que o board aceite preliminarmente a proposta, o que dará aos canadenses direito de exclusividade para negociar a aquisição pelos próximos 60 dias.

É a segunda tentativa da Brookfield de fisgar a Renova.

Em junho, o grupo fez uma proposta de aporte de capital na empresa de energia renovável, mas as negociações não andaram. (Jornal Relatório Reservado 22/11/2017)

 

Commodities Agrícolas

Café: Ainda o clima: As apreensões com o clima ao longo do desenvolvimento da safra 2018/19 de café no Brasil continuam dão o tom das negociações da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,2665 a libra-peso, avanço de 90 pontos. Segundo o Escritório de Meteorologia da Austrália, há 70% de chances de formação do La Niña este ano contra 50% apontados no mês passado. O percentual é três vezes superior ao considerado normal para o período pelo instituto. O fenômeno tende a causar chuvas irregulares no Centro-Sul do país, o que pode afetar o desenvolvimento da próxima safra. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou em R$ 452,97 a saca de 60 quilos, alta de 0,88%.

Cacau: Queda na produção: As expectativas de queda na produção mundial de cacau em 2017/18 após os produtores do oeste da África cortarem investimentos em tratos culturais este ano voltaram a dar sustentação às cotações na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.110 a tonelada, avanço de US$ 21. Às vésperas do início da estação seca no oeste da África, as previsões são de uma estiagem mais severa que a do ano passado, quando as chuvas regulares permitiram uma produção expressiva na região. Além disso, a previsão de queda na produção mundial em 2017/18 ajuda a impulsionar as cotações. Na Bahia, o preço médio ao produtor em Ilhéus ficou em R$ 115 a arroba, queda de 1,7%, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, a Seagri.

Algodão: Correção em NY: Após duas sessões de forte alta na bolsa de Nova York, refletindo o aumento das exportações dos EUA e a cobertura de posições vendidas dos fundos, os contratos futuros de algodão registraram queda ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 70,14 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 71 pontos. Na última semana, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou a venda de 110,3 mil toneladas de algodão na semana encerrada dia 9 de novembro - mais que o dobro das 44 mil toneladas negociadas uma semana antes e o maior volume desde janeiro de 2015. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 80,16 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Trigo: La Niña e Rússia: Em meio ao aumento das chances de formação de La Niña este ano, fenômeno associado ao tempo quente e seco nos EUA - e dos relatos de radioatividade acima do normal nos montes Urais, na Rússia, os contratos futuros do trigo subiram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 4,4125 o bushel, alta de 2,75 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,3775 o bushel, avanço de 4 centavos. Enquanto o La Niña pode comprometer a produção americana, a radiação gera suspeição sobre a safra recorde russa, de mais de 80 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio no Paraná, principal Estado produtor do país, ficou em R$ 644,65 a tonelada, alta de 0,53%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 22/11/2017)