Macroeconomia e mercado

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Braskem

O investidor Lírio Parisotto não está disposto a dar sossego à Petrobras e aos Odebrecht.

Minoritária da Braskem, a Geração Futuro L. Par, de Parisotto, deverá contestar na Justiça a recompra da Cetrel pela Braskem.

É provável que outros acionistas se unam à ação.

No entendimento dos investidores, a aquisição configuraria gestão temerária.

Na Assembleia Geral Extraordinária de outubro, a Geração Futuro L. Par já havia votado contra a operação.

Com o sinal verde da Petrobras, uma vez que a própria Odebrecht se absteve de votar, a Braskem readquiriu a empresa de soluções ambientais por R$ 610 milhões.

A Cetrel estava pendurada na Odebrecht Ambiental, vendida para a Brookfield, que, por sua vez, não quis ficar com a controlada.

Ou seja: no fim das contas, a Braskem resolveu um problema para o seu acionista controlador.

Procurada, a empresa disse que "a Cetrel tem papel relevante na gestão dos processos ambientais das atividades do Polo Petroquímico de Camaçari". (Jornal Relatório Reservado 27/11/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta do petróleo: A valorização do petróleo no mercado internacional tem dado sustentação às cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York, apesar das previsões de superávit na oferta mundial nas safras 2017/18 e 2018/19. Os contratos de açúcar com vencimento em maio fecharam a 15,36 centavos de dólar por libra-peso na sexta-feira, alta de 15 pontos. O petróleo mais caro tende a aumentar a demanda por fontes alternativas de energia, como etanol, levando as usinas a priorizar a produção do biocombustível em detrimento do açúcar. Na segunda metade de outubro, 49,29% da cana processada foi convertida em etanol no Centro-Sul do Brasil contra 42,85% um ano antes. No Brasil, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 66,81 a saca, alta de 0,41%.

Café: Macroeconomia: O cenário macroeconômico positivo para as commodities deu fôlego às cotações do café arábica na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,2755 por libra-peso, avanço de 55 pontos. O mercado do café tem apresentado volatilidade diante da atuação do fundos, que cobrem suas posições vendidas em decorrência da alta do petróleo e, consequentemente, dos indicadores do setor de commodities. Mas a melhora nas condições climáticas no Brasil, onde a safra 2018/19 acaba de sair do estágio de floração, contribui para limitar os ganhos na bolsa de Nova York. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica em São Paul ficou em R$ 454,06 a saca de 60 quilos na sexta-feira, alta de 0,57%.

Cacau: Avanço da moagem: O avanço do processamento de cacau na Costa do Marfim pressionou as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.107 a tonelada, queda de US$ 17. Na quarta-feira, a associação de exportadores da Costa do Marfim apontou que foram processadas 45 mil toneladas de cacau em outubro no país, avanço de 15% ante igual período do ano passado. O resultado reflete a ampla oferta em 2016/17 e confirma as suspeitas de que a queda na moagem em outros continentes deriva do aumento no processamento nos países produtores. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, subiu 0,5%, a R$ 115 por arroba na sexta-feira, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Queda nas vendas: A queda nas exportações semanais dos EUA ajudou a pressionar as cotações da soja na bolsa de Chicago na última sexta-feira, quando o mercado passou por uma correção após o feriado de Ação de Graças. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 10,0475 por bushel, queda de 3,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores americanos firmaram contratos para a venda de 869,1 mil toneladas de soja na semana encerrada em 16 de novembro, 21% abaixo do registrado uma semana antes. Do total, 407,1 mil toneladas serão destinadas para a China. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá (PR) ficou em R$ 74,08 a saca de 60 quilos na sextafeira, ligeira queda de 0,09%. (Valor Econômico 27/11/2017)