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Commodities Agrícolas

Café: Reflexo do câmbio: Após registrarem o maior valor em sete semanas na bolsa de Nova York na quarta-feira, os contratos futuros do café arábica tiveram queda expressiva ontem, pressionados pelo comportamento do câmbio. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,285 a libra-peso, recuo de 370 pontos. O dólar fechou ontem no maior patamar em duas semanas, tornando mais atrativas as exportações para os produtores brasileiros, o que eleva as ofertas do Brasil no mercado internacional. Além disso, as previsões para a safra 2018/19 no Brasil também pressionam as cotações. Segundo o Zaner Group, o país deve colher entre 60 milhões e 62 milhões de sacas, 23% acima do ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 456,27 a saca, queda de 0,84%.

Suco de laranja: Próxima safra: As primeiras previsões para a safra 2018/19 de laranja no Brasil ajudaram a pressionar as cotações do suco concentrado e congelado na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,602 a libra-peso, recuo de 345 pontos. Segundo o Rabobank, a próxima safra no Brasil deve somar 950 mil toneladas. Apesar de ser menor que as 1,2 milhão de toneladas esperadas para a safra atual, a 2017/18, o volume ainda é maior que as 700 mil toneladas do ciclo 2016/17. Para a demanda mundial por suco, o Rabobank estimou uma queda 4% neste e no próximo ano. No mercado doméstico, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria no Estado de São Paulo subiu 0,75% ontem, para R$ 18,85, segundo levantamento do Cepea.

Algodão: Exportação menor: O enfraquecimento das vendas externas semanais de algodão dos EUA pressionou as cotações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento março fecharam a 72,81 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 62 pontos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), foram firmados contratos para a venda de 60,2 mil toneladas da pluma ao longo da semana móvel encerrada em 23 de novembro, queda de 23% ante a semana anterior e 14% abaixo da média das últimas quatro semanas. O mercado acompanha com atenção as exportações americanas diante dos problemas de safra na Índia. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 80,17 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Milho: Mandato do etanol: Os contratos futuros do milho registraram alta na bolsa de Chicago ontem, impulsionados pelo anúncio do novo mandato de etanol nos EUA para 2018. Os papéis para março fecharam a US$ 3,5575 o bushel, avanço de 2,25 centavos. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) definiu que o mandato de combustíveis renováveis no país no próximo ano será de 19,29 bilhões de galões, dos quais 15 bilhões serão de biocombustíveis convencionais (categoria em que se encaixa o etanol de milho produzido no país). A indústria americana de etanol avaliou que o volume deve acelerar os investimentos na infraestrutura para distribuir as misturas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,3%, para R$ 30,59 a saca. (Valor Econômico 01/12/2017)