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SLC Agrícola vende 11,6 mil hectares por R$ 176,7 milhões

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, assinou instrumento particular de venda de 11.604 hectares por R$ 176,653 milhões ou R$ 15,223 mil por hectare.

A área vendida está distribuída da seguinte forma: 6,2 mil hectares em Diamantino (MT), com 5,6 mil hectares agricultáveis e 5,4 mil hectares em Corrente (PI), com 5,2 mil hectares agricultáveis.

Considerando o valor de aquisição desses imóveis, os investimentos em desenvolvimento de terras e o valor da venda líquido de impostos, a SLC calcula que a transação gerou uma taxa interna de retorno anualizada (TIR) de 8% em dólar, ou 16% em reais, superior em aproximadamente 4 pontos percentuais ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) líquido do período, sem considerar os ganhos da operação agrícola.

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), as áreas vendidas continuarão sendo operadas pela SLC, com pagamento de arrendamento a valor de mercado.

O comprador fará o pagamento de 30% na assinatura do contrato, e do saldo imediatamente após o registro das escrituras, corrigido pelo CDI. (Valor Econômico 20/12/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Reversão em NY: Uma cobertura de posições vendidas dos fundos reverteu ontem as perdas acumuladas pelos contratos futuros do açúcar na bolsa de Nova York na semana passada, quando o mercado foi pressionado pelas previsões de superávit na oferta mundial. Os contratos com vencimento em maio fecharam ontem a 14,23 centavos de dólar a libra-peso, alta de 59 pontos. Na semana passada, haviam caído 45 pontos. A alta coincidiu com o corte de 1,7% nas estimativas da Conab para a colheita de cana-de-açúcar no Brasil em 2017/18, para 635,6 milhões de toneladas (queda de 3,3% ante o ciclo anterior), com uma área 3,4% menor. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 68,94 a saca de 50 quilos, com queda de 0,59%.

Café: Pressão especulativa: As especulações a respeito da safra 2018/19 de café no Brasil voltaram a pressionar as cotações na bolsa de Nova York ontem, quando um ajuste de posições de fundos causou forte volatilidade no mercado. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,24 a libra-peso, recuo de 15 pontos. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os fundos ampliaram as apostas na desvalorização do café em Nova York ao longo da semana encerrada no dia 12. No fechamento daquele dia, os fundos mantinham um saldo líquido vendido de 52.246 contratos, avanço semanal de 45,95%. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 445,94 a saca de 60 quilos ontem, alta de 0,11%.

Cacau: Nova queda: Os contratos futuros do cacau voltaram a registrar queda na bolsa de Nova York ontem, um dia após baterem o maior valor desde o último dia 5. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1.905 a tonelada, recuo de US$ 10. A commodity tem passado por uma fase de consolidação após uma onda de desvalorizações motivadas pelas boas condições climáticas no oeste da África em plena estação seca. A região concentra dois terços da produção mundial de cacau e em 2016/17 contribuiu para um superávit de mais de 300 mil toneladas na oferta mundial em decorrência das chuvas regulares no mesmo período do ano passado. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus, na Bahia, ficou em R$ 112 a arroba, alta de R$ 1, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura.

Milho: Argentina preocupa: As preocupações com o clima na Argentina voltaram a dar sustentação às cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 3,5575 o bushel, leve alta de 0,5 centavo. Segundo a AgResources, as chuvas previstas para esta semana têm se concentrado ao norte do país, deixando as regiões central e a leste sem precipitações significativas. Na semana passada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires apontou que 45,3% dos 5,4 milhões de hectares estimados para o ciclo atual haviam sido semeados até o último dia 13 deste mês, abaixo dos 57,4% observados em igual momento do ano passado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 33,08 a saca de 60 quilos ontem, alta de 1,6%. (Valor Econômico 21/12/2017)