Macroeconomia e mercado

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Shell anuncia aquisição de 43,8% em empresa de energia solar nos EUA

A petroleira Shell anunciou nesta segunda-feira que irá adquirir uma fatia de 43,8 por cento na empresa de energia solar norte-americana Silicon Ranch Corp, como parte dos planos da companhia de desenvolver um portfólio em novas energias.

A transação foi fechada junto à gestora de investimentos Partners Group.

A Shell disse que assinou ainda um outro acordo com a Silicon Ranch Corp que prevê a possibilidade de a petroleira elevar sua participação no negócio após 2021.

A transação deve ser fechada no primeiro trimestre deste ano, segundo a Shell. (Reuters 15/01/2018)

 

Odebrecht troca nome da OOG

Divisão de óleo e gás do grupo busca reduzir seus débitos e quer atrair sócios ao negócio.

A mudança de nome e de marcas faz parte de uma estratégia que o grupo criou para tentar desvincular o nome 'Odebrecht' dos esquemas de corrupção deflagrados pela Operação Lava Jato.

A Odebrecht Óleo e Gás (OOG), que pertence à família baiana Odebrecht, mudou de nome e agora passa a se chamar Ocyan. Com dívidas de US$ 2,96 bilhões e receita de US$ 844 milhões em 2017, a divisão de óleo e gás do grupo busca reduzir seus débitos e quer atrair sócios ao negócio.

A mudança de nome e de marcas faz parte de uma estratégia que o grupo criou para tentar desvincular o nome “Odebrecht” dos esquemas de corrupção deflagrados pela Operação Lava Jato de suas importantes companhias.

Em dezembro, a Odebrecht Agroindustrial, divisão de açúcar e etanol, passou a se chamar Atvos. No mês anterior, a Odebrecht Realizações Imobiliárias passou a se chamar apenas OR. A petroquímica Braskem, em agosto passado, já havia promovido mudanças na marca, abolindo o vermelho, cor característica da holding.

A ex-OOG acertou recuperação extrajudicial em maio passado com credores para alongamento de suas dívidas. Rebatizada, a Ocyan tem como meta voltar ao cadastro de fornecedores da Petrobrás. (O Estado de São Paulo 16/01/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Mínima em um mês: Com um reduzido volume de negociações devido ao feriado do dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, os contratos futuros do açúcar refinado registraram queda na bolsa de Londres. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 373,60 a tonelada, recuo de US$ 4,70. A commodity tem sido pressionada pelas previsões de superávit na oferta mundial na safra 2017/18 em razão da recuperação da produção na Ásia e na Europa. Estima-se uma produção mundial recorde de mais de 179 milhões de toneladas, superando o consumo em mais de 10 milhões de toneladas, conforme as previsões mais otimistas. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal negociado em São Paulo ficou em R$ 61,79 a saca, queda de 1,5%. No mês, a retração já é de quase 8%.

Cacau: Moagem européia: O crescimento acima do esperado da moagem de cacau na Europa durante o quarto trimestre do ano passado deu força às cotações da amêndoa na bolsa de Londres. Os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão de ontem a 1.423 libras por tonelada, avanço de 20 libras. Conforme a Associação Europeia de Cacau, 353,29 mil toneladas de cacau foram processadas pelas empresas do continente no quarto trimestre de 2017, aumento de 4,4% ante o mesmo período do ano anterior e acima das projeções de mercado. Na ano-safra 2016/17 o avanço foi de 2,6%. Assim, a produção europeia atingiu o melhor resultado desde 2012/13. No Brasil, o preço médio nos polos de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 111,70 por arroba, de acordo levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Café: Poucos negócios: Diante do feriado nos Estados Unidos, os contratos futuros de café robusta na bolsa de Londres registraram poucas negociações no pregão de ontem, o que limitou a alta da commodity. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1.729 a tonelada, alta de 1 ponto. De modo geral, a queda do dólar ante as principais divisas do mundo contribuiu para a leve valorização do café robusta. A moeda americana mais fraca reduz as margens dos exportadores, diminuindo a oferta internacional do grão. Do lado dos fundamentos, contudo, a tendência ainda é de queda para o robusta, dada a recuperação da produção do Vietnã, principal produtor mundial da espécie. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o grão conilon no Espírito Santo ficou em R$ 329,26 a saca de 60 quilos, desvalorização de 1,73%.

Soja: Negócios travados: O mercado interno pouco aquecido tem pressionado as cotações da soja no Brasil neste início de ano. De 5 a 12 de janeiro o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá recuou 1,5%, alcançando R$ 71,17 a saca de 60 quilos na última sexta-feira. De acordo com o Cepea, a expectativa de retomada da demanda retraiu as vendas por parte dos produtores, que esperam cotações mais altas. Por sua vez, os compradores recuaram nas negociações diante da expectativa de uma maior oferta, após as recentes chuvas em grandes áreas produtoras do país. Maior exportador mundial de soja, o Brasil deve colher 110,44 milhões de toneladas da oleaginosa em 2017/18, de acordo com a Conab. Ontem, o indicador para o grão entregue no porto no Paranaguá fechou a R$ 71,27 a saca, alta de 0,14%. (Valor Econômico 16/01/2018)