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Trilhos que não se encontram

O governo insiste em colocar em risco um dos maiores investimentos privados da área de infraestrutura.

Até o momento, a ANTT não deu sinal de prazo e muito menos se vai ou não autorizar a renovação antecipada da concessão da Malha Paulista, pertencente à Rumo Logística.

A extensão da licença é uma peça importante no quebra-cabeças ferroviário, por se tratar de condição fundamental para a expansão da Ferronorte, também controlada pela companhia.

O investimento previsto seria da ordem de R$ 5 bilhões. (Jornal Relatório Reservado (22/01/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Parada técnica: As cotações do açúcar demerara subiram na bolsa de Nova York na sexta-feira, interrompendo uma sequência de mais de uma semana de queda. Os contratos para maio fecharam a 13,40 centavos de dólar a libra-peso, com alta de 16 pontos. O açúcar está sendo pressionado pela entrada de produto da Índia e da União Europeia no mercado internacional, reforçando as previsões de superávit da oferta mundial. Na semana passada, os preços ganharam pressão adicional das especulações sobre os efeitos de uma eventual alteração no Brasil da cota de importação de etanol sobre o mix de produção das usinas. Mas etanol continua remunerando mais que o açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve queda de 0,24%, para R$ 58,32 a saca.

Cacau: Demanda fraca: Os dados sobre a moagem de cacau na América do Norte no último trimestre de 2017 desanimaram os investidores e derrubaram os preços futuros na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1.955 a tonelada, recuo de US$ 49. De acordo com a Associação Nacional dos Confeiteiros, as indústrias da América do Norte processaram 116,08 mil toneladas no último trimestre do ano passado, queda de 1,28% ante o registrado em igual período de 2016 e na contramão do esperado pelos analistas, que previam aumento. A região é o segundo maior consumidor mundial de cacau depois da Europa. Em Ilhéus, o preço médio caiu R$ 1, para R$ 111 a arroba, segundo levantamento da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri).

Suco de laranja: Medo do frio: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) avançaram na bolsa de Nova York na sexta-feira em meio aos receios com o clima frio na Flórida. Os papéis para entrega em maio subiram 180 pontos, a US$ 1,4655 a libra-peso. Para Jack Scoville, da Price Futures Group, ainda há temores com os possíveis danos causados pelo frio recente sobre os pomares da Flórida. "O clima atual é bom, pois as temperaturas estão aumentando e há pouca previsão de chuva, mas a previsão de safra ainda é pequena", afirmou, em nota. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a Flórida colherá 2,07 milhões de toneladas nesta safra, queda de 33%. No mercado interno, o preço da laranja à indústria, apurado pelo Cepea/Esalq, ficou estável, a R$ 17,35 a caixa.

Milho: Vendas americanas: O aumento acima do esperado nas vendas externas semanais de milho dos EUA deu impulso às cotações do grão na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 3,6075 o bushel, com alta de 1,25 centavo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país acertaram a venda de 888,3 mil toneladas de milho na semana entre 5 e 11 de janeiro. O volume ficou em linha com o apontado na semana anterior e próximo da média das quatro semanas anteriores, mas superou as previsões de mercado, que oscilavam entre 500 mil e 800 mil toneladas vendidas no período. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 32,33 a saca de 60 quilos na sexta-feira, alta de 0,15%. (Valor Econômico 22/01/2018)