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Petrobras prepara novos contratos de gasolina e diesel para ganhar mercado

A Petrobras está elaborando um novo modelo de contrato de gasolina e óleo diesel, em busca de estreitar o relacionamento com seus clientes e elevar sua participação de mercado, informou a empresa em nota nesta segunda-feira (29).

O movimento vem após a companhia ver sua participação de mercado cair no Brasil, onde detém quase 100% da capacidade de refino, desde o lançamento em outubro de 2016 de uma política de preços de gasolina e diesel que segue a lógica do mercado internacional, em busca de rentabilidade.

"Com o novo modelo de contrato de gasolina e óleo diesel rodoviário em elaboração, a Petrobras tem como objetivo estreitar o relacionamento com seus clientes, crescer sua participação de mercado, aumentando sua competitividade por meio do maior nível de serviço prestado", disse a empresa.

A notícia sobre os novos modelos contratuais foi publicada pela primeira vez pelo jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira.

Segundo a matéria, as mudanças seriam publicadas em maio pela empresa e poderiam incluir preços diferenciados.

A Petrobras, entretanto, não quis comentar a data de publicação das mudanças e negou que os novos contratos vão contemplar uma diferenciação dos preços praticados pela Petrobras em seus pontos de venda entre as distribuidoras.

A produção de derivados de petróleo no Brasil em 2017 caiu 4,5% ante o ano anterior, enquanto as importações de produtos derivados foram as maiores desde pelo menos o ano 2000, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). (Reuters 29/01/2018)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Cobertura de posições: Apesar das previsões de superávit na oferta mundial de açúcar nesta e na próxima safra, a cobertura de posições vendidas por fundos deu força às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 13,76 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 24 pontos. Na última sexta-feira, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities apontou que os fundos apresentavam um saldo líquido vendido de 128.798 papéis em Nova York no dia 23, avanço de 119,74% ante o observado uma semana antes, no dia 16. Naquele dia, os fundos já haviam elevado em mais de 14 vezes suas apostas na queda do açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 55,75, queda de 1,08%.

Algodão: Perdas acentuadas: Os contratos futuros de algodão acentuaram ontem as perdas de 3,07% acumuladas na última semana em função das perspectivas de aumento da área plantada dos EUA na safra 2018/19. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 79,19 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 203 pontos. Ontem, o mercado foi pressionado pela alta do dólar ante as principais moedas do mundo. A valorização reduz a competitividade do algodão dos EUA num cenário de um aumento previsto de quase 5% da área plantada no país na safra 2018/19, para 5,34 milhões de hectares. Se confirmada, essa poderá ser a maior área plantada com algodão nos EUA desde 2011. No mercado interno, o preço médio ao produtor baiano ficou em R$ 97,89 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Soja: Clima quente e seco: As más condições climáticas na Argentina, onde o tempo quente e seco atrasou o plantio da safra 2017/18, continuam dando sustentação às cotações da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 10,0275 o bushel, avanço de 5,75 centavos. Além dos problemas enfrentados pelos produtores argentinos, as previsões de chuvas abaixo da média também no norte das Grandes Planícies dos Estados Unidos contribuíram para a alta dos preços futuros. O elevado número de posições vendidas dos fundos também tem gerado uma maior volatilidade no mercado de soja. No front doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou ontem em R$ 71,55 a saca de 60 quilos, com leve alta de 0,68%.

Trigo: Embarques em alta: O avanço nos embarques americanos após na última semana deu força às cotações do trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o grão com vencimento em maio fechou a US$ 4,62 o bushel, avanço de 8,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,6775 o bushel, alta de 10 centavos. Segundo o USDA), as empresas exportadoras do país embarcaram 579,88 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 25 de janeiro, avanço de 36,9% ante a semana anterior. O período analisado coincide com a recente queda do dólar, o que eleva a competitividade do cereal americano no mercado internacional. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 670,24 a tonelada, recuo de 0,04%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 30/01/2018)