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BASF lança aplicativo que facilita a busca de soluções para o melhor manejo nas lavouras

A plataforma já está disponível para os sistemas iOS e Android

Os produtores rurais estão cada vez mais conectados às tecnologias digitais. Levantamento feito pelo Sebrae aponta que 95% deles têm celular. Atenta a esse acelerado crescimento no campo, a BASF lança o aplicativo BASF Agro para smartphones.

A plataforma permite que os produtores acessem as principais soluções da empresa, por cultivo ou por problemas (pragas, doenças e plantas daninhas), além de encontrarem, de forma rápida e off-line, informações para o manejo eficiente nas lavouras. O aplicativo está disponível para os sistemas iOS e Android.

As funcionalidades disponíveis no BASF Agro são:

Informações sobre os principais problemas e soluções que atingem as lavouras, divididos por cultivo;

Informações técnicas dos produtos (bulas e fichas de segurança);

Desempenho dos produtos;

Lista de revendas e distribuidores mais próximos;

“Essa plataforma tem o objetivo de auxiliar o agricultor na tomada de decisão e, consequentemente, na redução de riscos. O desenvolvimento do aplicativo BASF Agro reforça a nossa estratégia em atender as necessidades do produtor rural e o nosso comprometimento em apresentar soluções cada vez mais inovadoras”, comenta Almir Araújo, gerente de Marketing Digital para a América Latina da BASF.

A ferramenta é gratuita e está disponível para download na Apple Store e Play Store. (Basf Agro 30/01/2018)

 

Guerra dos plugues: a luta pela supremacia dos carros elétricos

Um grupo de montadoras alemãs uniu-se à americana Ford para dar um passo importante no mercado de carros elétricos: elas vão construir uma rede conjunta de postos de recarga de alta tensão para atender suas marcas, na expectativa de ditar o padrão de plugues e protocolos que serão adotados pela indústria.

No momento, as montadoras japonesas, alemãs e a Tesla utilizam plugues diferentes para conectar as baterias de seus carros aos carregadores. Porém, segundo o grupo de empresas que está lançando a nova rede de postos de recarga, indispensáveis para a popularização dos modelos elétricos, será preciso limitar o número de formatos de plugue utilizados para que os custos se mantenham num patamar razoável.

As montadoras que vencerem essa disputa terão a vantagem de dispor de uma cadeia logística pronta e uma extensa rede de postos, o que deve tornar seus veículos mais atraentes para os motoristas interessados em fazer viagens mais longas, segundo analistas.

Por outro lado, as que saírem derrotadas devem amargar grandes prejuízos: elas podem ver seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento não resultarem em nada, e ser obrigadas a adaptar suas linhas de montagem e o design de seus modelos para que os clientes utilizem as redes de carga rápida com maior cobertura.

De acordo com uma estimativa do banco suíço UBS, será preciso investir US$ 360 bilhões em infraestrutura de recarga por todo o mundo para atender à demanda dos novos veículos elétricos. Limitar o número de tecnologias utilizadas será crucial para um bom resultado.

“O mercado de carga rápida pode estar crescendo rápido, mas a questão dos diferentes tipos de conectores e tecnologias de comunicação terá de ser resolvida mais à frente”, diz o estudo publicado este mês.

Visando a criar massa crítica para o sistema mais utilizado na Europa, o Combined Charging System (CCS), a BMW, a Daimler (fabricante da Mercedes-Benz), a Ford e o grupo Volkswagen (que inclui Audi e Porsche), divulgaram em novembro a intenção de construir 400 postos de recarga de alta tensão em estradas importantes de 18 países europeus até 2020.

“No fim das contas, trata-se de uma maneira de proteger os investimentos de quem está apostando na mobilidade elétrica”, afirma Claas Bracklo, chefe de eletromobilidade da BMW e presidente da Charging Interface Initiative (CharIN), que está respaldando o CCS. “Fundamos a CharIN para nos colocarmos numa posição de poder.”

Os elétricos ainda estão engatinhando e é difícil prever qual tecnologia irá vencer a disputa, ou mesmo se continuará havendo várias alternativas para fazer a recarga dos veículos, ao contrário do que acontece com os carros a gasolina, em que há um padrão universal.

Para os fabricantes que estão injetando bilhões de dólares no desenvolvimento de baterias e carros elétricos, porém, há muito em jogo, e esta é uma partida decisiva.

Guerra de formatos

Além do CCS, existem três outros padrões de plugue para carga rápida de baterias: o sistema Supercharger, da Tesla; o CHAdeMO, ou Charge de Move, criado por empresas japonesas (Nissan e Mitsubishi entre elas); e o GB/T, da China, país que é o maior mercado para carros elétricos do mundo.

“Creio que com o tempo o CHAdeMO e o CCS devam convergir, possivelmente para o atual padrão CCS, e só o tempo dirá o que vai acontecer com a Tesla”, diz Pasquale Romano, CEO da ChargePoint, firma do Vale do Silício que administra uma das maiores redes de postos de recarga do planeta.

Até o momento, há 7.000 pontos de recarga CCS espalhados pelo mundo, segundo a CharIN, sendo que mais da metade deles estão situados na Europa. A União Europeia respalda o CCS como plugue padrão para carga rápida, mas não proíbe que outros modelos sejam instalados.

Para efeitos de comparação, os pontos de recarga compatíveis com o CHAdeMO somam 16.639 (a maior parte no Japão e na Europa) e a Tesla possui 8.496 Superchargers (a maioria nos Estados Unidos). Já a China possui 127.434 postos de carga GB/T, segundo a Aliança Chinesa para a Promoção de Infraestrutura de Recarga para Veículos Elétricos.

Tal como em outras disputas para determinar o padrão utilizado em uma indústria, como a que se travou no setor de fitas de vídeo entre os sistemas VHS e Betamax, cada padrão de recarga tem seus prós e contras.

O sistema da Tesla é exclusivo para os clientes da marca, por exemplo, ao passo que o CCS possui um plugue duplo que pode ser conectado em corrente contínua (CC) ou alternada (CA), o que amplia o número de pontos de recarga à disposição dos motoristas.

O sistema CHAdeMO, por sua vez, permite que os motoristas vendam energia da bateria de volta para a rede elétrica, num processo conhecido como carga bidirecional. Isso ajuda a estabilizar as redes elétricas em períodos de pico e pode render alguns trocados para os donos de veículos.

“Se eu fosse a Nissan, ia querer pegar esse padrão e torná-lo o dominante”, diz Gerard Reid, fundador da Alexa Capital, que presta consultoria a companhias elétricas, de tecnologia e de infraestrutura energética. “Isso lhes daria uma vantagem sobre a concorrência.”

Tempo é tempo

A maioria dos plugues usados para carregar veículos em casa usa corrente alternada (CA) e é lenta. Por isso, a construção de redes que possam proporcionar cargas rápidas na rua é considerada fundamental pela indústria, já que muitos consumidores em potencial ainda se mostram preocupados com o problema da autonomia das baterias.

Capazes de transferir uma maior quantidade de corrente contínua (CC), que é mais potente, os carregadores de alta velocidade podem completar a carga de um veículo num tempo até sete vezes menor.

As estações CC mais velozes, que transmitem até 400 kW, podem fazer uma carga completa em menos de 10 minutos, um progresso extraordinário em relação às 10 a 12 horas necessárias em alguns pontos de recarga com corrente alternada.

A expectativa dos fabricantes é que os motoristas se sintam mais confiantes para fazer viagens longas se souberem que é possível carregar o veículo num intervalo pequeno, não muito distante do necessário para encher o tanque com gasolina.

Com isso em mente, a parceria entre as montadoras alemãs e a Ford para instalar postos CCS de carga rápida ganhou a adesão de redes de postos de combustível que atuam na Europa, como a Shell, a OMV, a alemã Tank & Rast e a rede Circle K.

Para as montadoras tradicionais, sair na frente na corrida dos carros elétricos também significa manter a relevância num setor que teve os alicerces abalados com a chegada da Tesla.

A firma de Elon Musk já vale US$ 11 bilhões a mais do que a Ford, muito embora a Tesla só tenha entregue 76.230 carros em 2016, enquanto a pioneira da indústria automobilística americana vendeu 6,65 milhões de unidades.

No entanto, por possuir maior cacife financeiro, o grupo de montadoras alemãs que se aliou à Ford acredita poder alcançar uma posição de vantagem no longo prazo. E elas sabem que a tecnologia usada na recarga é um fator importante nessa briga.

Momento decisivo

Por ora, os plugues CCS, Supercharger e CHAdeMO continuam sendo instalados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto a China segue investindo no sistema GB/T, o que sugere que ainda é muito cedo para dizer quem sairá vencedor nesta guerra de plugues, ainda mais porque nenhuma montadora quer ficar para trás no mercado chinês.

A Tesla, por exemplo, anunciou em outubro que irá modificar seus modelos S e X para o mercado chinês, instalando uma segunda porta de recarga compatível com o padrão GB/T adotado no país.

Os demais concorrentes, em sua maioria, também estão incorporando o padrão GB/T em seus veículos destinados ao mercado chinês. A China tem metas ambiciosas para as vendas de carros elétricos, apesar de alguns executivos do setor ainda acreditarem que o país possa adotar um dos padrões concorrentes no futuro.

Embora continue desenvolvendo sua rede com tecnologia própria, a Tesla se associou às iniciativas CHAdeMO e CharIN. Além disso, ela vende adaptadores para que os clientes residentes na América do Norte e no Japão também possam utilizar postos de recarga CHAdeMO.

A empresa não respondeu se admite a possibilidade de vir a adotar o padrão de algum concorrente no futuro. Tal decisão, dizem os analistas, marcaria um momento decisivo na disputa para instaurar o modelo dominante de plugue.

“Para a Tesla, sempre foi muito importante dispor de uma infraestrutura de recarga para nossos clientes, desde o primeiro dia”, afirmou uma porta-voz da marca. Além disso, acrescentou, a empresa acolheria de bom grado qualquer investimento em tecnologia de recarga.

Para Tomoko Blech, representante do CHAdeMO na Europa, ficar elucubrando qual padrão irá ganhar a briga não leva a nada, porque a indústria de carros elétricos ainda está dando seus primeiros passos e as montadoras precisam travar essa luta com seus modelos.

Há quem diga que sempre haverá várias alternativas para carregar veículos movidos a bateria.

“Se você tem um carro a gasolina, pode abastecê-lo em qualquer lugar do mundo. Situação melhor que essa não há”, diz Nicolas Meilhan, analista-chefe da consultoria Frost & Sullivan. “Com os elétricos, isso não vai acontecer”. (Reuters 30/01/2018)

 

Bitcoin é bolha envolta em misticismo tecnológico e terminará em desastre

Um dia desses, meu barbeiro perguntou se deveria investir todo o seu dinheiro em bitcoins. E a verdade é que, se ele tivesse comprado bitcoins, digamos, um ano atrás, estaria se sentindo muito bem agora. Por outro lado, os especuladores holandeses que adquiriram bulbos de tulipas em 1635 também se sentiram muito bem, até que os preços das tulipas despencassem, em 1637.

Quer dizer que o bitcoin é uma gigantesca bolha, que terminará em desastre? Sim. Mas é uma bolha envolta em misticismo tecnológico, que cresceu dentro de um casulo de ideologia libertária. E remover o invólucro desse casulo nos ensina alguma coisa sobre os tempos em que vivemos.

Se você por acaso mora em uma caverna e nunca ouviu falar do bitcoin, ele é o maior e mais conhecido exemplo de criptomoeda: um ativo que não tem existência física e consiste apenas de um registro digital armazenado em computadores. O que torna as criptomoedas diferentes de uma conta bancária comum, que também não passa de um registro digital, é que elas não residem nos servidores de uma dada instituição financeira. Em lugar disso, a existência dos bitcoins é registrada por meio de registros distribuídos por muitos lugares.

E a propriedade de bitcoins não é verificada pela comprovação (e com isso revelação) da identidade de quem os detenha. Em lugar disso, ela é verificada por uma senha secreta que, usando técnicas derivadas da criptografia, a arte de criar e resolver códigos, permite acesso à moeda virtual sem que seu detentor revele quaisquer informações que não deseje revelar.

É um truque bacana. Mas a que serve?

Em princípio, você pode usar bitcoins para realizar pagamentos eletrônicos por suas aquisições. Mas também é possível usar cartões de débito e serviços como o PayPal, Venmo e outros para o mesmo fim, e o bitcoin é um meio complicado, lento e dispendioso de pagamento, na realidade. Na prática, até mesmo conferências sobre bitcoins às vezes se recusam a aceitar pagamentos em bitcoins de seus participantes. Não existe motivo real para usar o bitcoin em transações, a não que você deseje que ninguém veja o que está comprando ou vendendo, e isso explica porque boa parte do uso prático do bitcoin envolve drogas, sexo e outros bens do mercado negro.

Assim, o bitcoin na verdade não deve ser visto como dinheiro digital. O que ele é, mais ou menos, é um equivalente digital de uma nota de US$ 100.

Como o bitcoin, notas de US$ 100 não são muito úteis para transações comuns. A maioria das lojas não as aceitam. Mas os "benjamins" são populares junto a ladrões, traficantes de drogas e sonegadores de impostos. E embora muitos de nós possamos passar anos sem ver uma cédula de US$ 100, há muitas delas em circulação - o equivalente a mais de US$ 1 trilhão, ou 78% do valor do dinheiro norte-americano que circula em espécie.
Quer dizer que o bitcoin deve ser visto como uma alternativa superior às notas de US$ 100, por permitir que você realize transações secretas sem ter de carregar valises repletas de dinheiro? Nem tanto, porque lhe falta um traço essencial: uma conexão com a realidade.

Ainda que o dólar moderno não seja lastreado por outro ativo, como o ouro, seu valor último está no fato de que o governo dos Estados Unidos o aceita, e na verdade o exige, como meio de pagamento de impostos. O poder aquisitivo do dólar também é estabilizado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que reduzirá o montante de dinheiro em circulação se a inflação subir demais, ou elevará sua oferta de moeda para impedir uma deflação. E uma nota de US$ 100, evidentemente, vale 100 unidades de uma moeda basicamente estável.

O bitcoin, em contraste, não tem valor intrínseco. Combine a isso a falta de conexão com a realidade e a extensão muito limitada na qual a criptomoeda é usada para qualquer coisa, e você terá um ativo cujo preço é quase puramente especulativo. O bitcoin perdeu quase 40% de seu valor nas últimas seis semanas; se ele fosse uma moeda de verdade, a queda equivaleria a uma taxa anual de inflação de 8.000%.

E a falta de vínculo entre o bitcoin e a realidade também o expõe a manipulações de mercado. Em 2013, as atividades fraudulentas de um único operador resultaram em alta de 700% no preço do bitcoin. Quem está conduzindo a alta atual? Ninguém sabe. Alguns observadores acreditam que a Coreia do Norte possa estar envolvida.

Mas e o fato de que as pessoas que compraram bitcoins cedo ganharam muito dinheiro? Bem, as pessoas que investiram seu capital com Bernie Madoff também ganharam muito dinheiro, ou pareciam tê-lo feito, por muito tempo.

Como aponta Robert Shiller, o maior especialista mundial em bolhas de mercado, as bolhas de ativos "são como esquemas de pirâmide que ocorrem naturalmente". Os primeiros investidores em uma bolha ganham muito dinheiro porque novos investidores são atraídos ao mercado, e o lucro que os investidores iniciais realizam atrai ainda mais gente. O processo pode continuar por anos antes que algo, um teste de realidade ou a simples exaustão do pool de otários potenciais, provoque o fim súbito e doloroso da festa.

E quando se trata de criptomoedas, há um fator adicional. Elas são uma bolha, mas também uma espécie de culto, cujos iniciados são dados a fantasias paranóicas sobre o roubo de todo o seu dinheiro pelo governo (em oposição aos roubos reais praticados por hackers, que embolsaram proporção notavelmente alta dos bitcoins existentes). Jornalistas que escrevem ceticamente sobre o bitcoin dizem que não existe assunto que atraia tanta correspondência hostil.

Portanto, não, meu barbeiro não deveria comprar bitcoins. Isso vai acabar mal, e quanto mais rápido o fim vier, melhor. (Folha de São Paulo 31/01/2018)

 

Commodities Agrícolas

Café: Apesar da entressafra: Mesmo diante da entressafra no Brasil, maior produtor mundial de café, os contratos futuros do grão registram queda na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,2465 a libra-peso, recuo de 255 pontos. O mercado é pressionado pelas previsões de avanço na produção brasileira na safra 2018/19. Segundo a primeira estimativa da Conab, o país deve colher até 58,5 milhões de sacas no próximo ano-safra, crescimento de 30,1% ante o estimado para 2017/18. Entre as previsões privadas, o Rabobank, estima uma safra entre 57 milhões e 59 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica na capital paulista ficou em R$ 442,06 a saca de 60 quilos ontem, com queda de 0,41%.

Cacau: Impulso cambial: Os contratos futuros do cacau subiram ontem na bolsa de Nova York, num dia em que o dólar retomou o movimento de queda ante as principais moedas do mundo. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1.994 a tonelada, avanço de US$ 25. O dólar mais fraco e o euro em alta elevam o poder de compra das indústrias da Europa, continente que concentra cerca de um terço do processamento mundial de cacau. Segundo a Associação Europeia de Cacau, a região consumiu 353,29 mil toneladas da amêndoa no quarto trimestre de 2017, 4,4% mais que no mesmo período do ano anterior. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus (BA) ficou em R$ 110 a arroba, leve queda de 0,9%, segundo a secretaria estadual de agricultura, a Seagri.

Algodão: Novo recuo: Após reverterem os ganhos acumulados desde o início do ano na segunda-feira, os contratos futuros do algodão ampliaram ontem as perdas em sua quarta sessão consecutiva de queda na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 77,97 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 122 pontos. Pesam sobre o mercado de algodão as previsões de uma área plantada de 5,34 milhões de hectares nos EUA em 2018/19 acima dos 5,09 milhões de hectares de 2017/18. Se confirmado, esse será o terceiro aumento de área consecutivo no país e o maior plantio desde 2011, com potencial de elevar os estoques locais a mais de 2 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 97,89 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Milho: Demanda firme: Os recorrentes informes de vendas externas pontuais de milho pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) têm dado fôlego às cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 3,6975 o bushel, avanço de 2,75 centavos. Segundo o USDA, os exportadores americanos informaram a venda de 132 mil toneladas de milho para a Espanha ontem depois de outras 115 mil toneladas do grão terem sido vendidas para o Egito na segunda-feira. Na semana passada, 506,1 mil toneladas de milho haviam sido vendidas para destinos desconhecidos, indicando avanço da demanda pelo produto dos EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 32,66 a saca de 60 quilos, alta de 0,25%. (Valor Econômico 31/01/2018)